De Olho no Mercado #16: seu resumo essencial sobre o mercado global de logística

De Olho no Mercado #16: seu resumo essencial sobre o mercado global de logística

Giro Econômico

Saiba tudo sobre as projeções econômicas mais recentes:


Inflação 

A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2024 subiu de 4,12% para 4,20%, marcando a quarta semana consecutiva de alta. A previsão para a inflação em 2025 teve uma leve redução, passando de 3,98% para 3,97%. Para 2026, a projeção permanece em 3,60% há dez semanas, e para 2027, segue estável em 3,50% por 58 semanas consecutivas.


PIB 

A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2024 continua em 2,20%, sem alterações em relação à semana passada. A previsão para 2025 permanece em 1,92%, enquanto para 2026 e 2027 as projeções seguem estáveis em 2,0%.


Selic

 A taxa básica de juros (Selic) para 2024 está projetada em 10,50%, mantendo-se inalterada nas últimas oito semanas. Para 2025, a estimativa é de 9,75%, enquanto para 2026 e 2027, a taxa esperada é de 9,0%.


Câmbio 

A mediana das projeções para o dólar em 2024 permanece em R$ 5,30, estabilidade que se estende pelas últimas três semanas. Para 2025, a expectativa continua em R$ 5,30, enquanto para 2026 e 2027, a projeção é de R$ 5,25.


Resultado primário 

A estimativa para o resultado primário em 2024 melhorou ligeiramente, passando de -0,70% do PIB para -0,69% do PIB. Para 2025, a projeção se mantém em 0,70% do PIB, e para 2026, continua em -0,50% do PIB. A previsão para 2027 piorou, indo de -0,30% do PIB para -0,31% do PIB.


Dívida pública 

As projeções para a dívida líquida do setor público em 2024 seguem estáveis em 63,70% do PIB. Contudo, para 2025, a estimativa subiu de 66,0% para 66,20% do PIB, com aumentos também em 2026, de 68,38% para 68,55% do PIB, e em 2027, de 70,20% para 71,45% do PIB.


Balança comercial 

As expectativas para a balança comercial brasileira em 2024 subiram de US$ 82,0 bilhões para US$ 82,44 bilhões. Para 2025, houve uma ligeira redução, de US$ 78,00 bilhões para US$ 77,15 bilhões, enquanto para 2026, a previsão continua em US$ 80,0 bilhões. Em 2027, a estimativa subiu de US$ 80,11 bilhões para US$ 80,23 bilhões.

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Dólar amplia perdas antes da divulgação de dados de inflação nos EUA

O dólar iniciou a semana em queda frente ao real, ampliando suas perdas recentes, à medida que investidores se preparam para a divulgação dos dados de inflação nos Estados Unidos. Às 9h36 desta segunda-feira, a moeda norte-americana caía 0,2%, sendo cotada a R$ 5,5043 na venda, enquanto o dólar futuro na B3 registrava uma queda de 0,24%, cotado a R$ 5,509.

Os mercados estão atentos ao índice de preços ao consumidor (CPI) de julho, que será divulgado na quarta-feira, buscando sinais sobre a trajetória dos juros do Federal Reserve. Economistas esperam uma alta de 0,2% no CPI mensal, enquanto a projeção anual é de um aumento de 3%.

A expectativa de cortes na taxa de juros pelo Fed em setembro tem dividido os investidores, com apostas iguais entre um corte de 25 ou 50 pontos-base. O desempenho do dólar, que já estava em queda após dados fracos de emprego nos EUA, pode ser ainda mais afetado dependendo da magnitude do corte.

O mercado também está atento ao comportamento do iene e ao desempenho dos preços das commodities, que podem influenciar as oscilações da moeda americana. No Brasil, a atenção está voltada para eventos com a participação de autoridades do Banco Central, enquanto analistas mantêm a projeção do dólar a R$ 5,30 ao final deste ano e de 2025.

Brasil


Seca nos rios do Amazonas ameaça operação no Porto de Santos e preocupa setor de logística intermodal

O setor de navegação de cabotagem e logística intermodal está em alerta devido aos possíveis impactos da seca dos rios no Amazonas sobre as operações no Porto de Santos. A principal preocupação está nas rotas fixas de transporte marítimo entre o complexo portuário santista e Manaus, que podem sofrer restrições durante a próxima estação de seca, prevista para ocorrer entre setembro de 2024 e o início de 2025.

Baseado em medições recentes da Agência Nacional de Águas (ANA) e análises preliminares, os indícios são de que as condições de navegabilidade serão desafiadoras, repetindo o cenário crítico observado no segundo semestre de 2023. Naquela ocasião, a estiagem severa comprometeu a logística na região de Manaus, com reflexos significativos em outros pontos do país, incluindo o Porto de Santos, que deixou de receber produtos essenciais da Zona Franca de Manaus, afetando diretamente o abastecimento do mercado varejista.

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Impactos na navegação e no abastecimento

A estiagem prolongada de 2023 foi marcada pela interrupção inédita na navegação de navios de grande porte na região, forçando uma redução no volume de carga transportada para garantir a segurança das operações. Essa limitação impactou diretamente a distribuição de mercadorias na Região Sudeste e o abastecimento de produtos na Região Norte, que depende do fluxo constante de insumos oriundos de outros portos brasileiros.

Os modelos climáticos atuais indicam que secas severas, associadas ao aquecimento global, podem se tornar mais frequentes nos próximos anos, gerando atrasos e acúmulo de cargas nos principais portos do país. Em Santos, há o risco de novos congestionamentos, à medida que as rotas de navegação são redirecionadas em resposta às condições adversas no Amazonas.


Medidas de mitigação e respostas do governo

Em resposta ao desafio, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) emitiu uma nota oficial assegurando que, até o momento, não são esperados impactos significativos na navegação de cabotagem entre Santos e Manaus. O governo, através do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), já lançou licitações para serviços de dragagem nos rios Amazonas e Solimões, com o objetivo de manter a navegabilidade durante a próxima seca. Estão previstos investimentos de aproximadamente R$ 500 milhões ao longo de cinco anos, garantindo que as obras sejam executadas de maneira eficaz.

Adicionalmente, o setor privado tem explorado alternativas para mitigar os efeitos da estiagem, incluindo a instalação de cais flutuantes e o aumento da capacidade operacional em portos estratégicos. Essas medidas, embora custosas e demoradas, são vistas como essenciais para manter o fluxo de mercadorias e evitar um colapso logístico.


Cenário nacional e preocupações futuras

Os impactos dessa estiagem podem se espalhar por outras regiões do Brasil, com particular atenção para a Zona Franca de Manaus, que é um dos principais polos industriais do país. Com uma eventual redução na capacidade operacional ou dificuldades no acesso ao porto, o escoamento da produção e o abastecimento da Região Norte podem ser gravemente afetados.

A Zona Franca é responsável pela fabricação de uma vasta gama de produtos que abastecem o mercado nacional, incluindo eletrodomésticos, veículos e eletrônicos. A interrupção ou redução das operações de cabotagem pode resultar em desabastecimento no Sudeste e no restante do Brasil, exigindo que todos os agentes da cadeia logística estejam preparados para enfrentar mais uma temporada de desafios significativos.


Movimentação de carga conteinerizada atinge recorde histórico no primeiro semestre de 2024

O setor de transporte aquaviário do Brasil cresceu 4,28% no primeiro semestre de 2024, com uma movimentação de cerca de 644,76 milhões de toneladas de carga, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela carga conteinerizada, além de granéis sólidos e líquidos, que atingiram seus maiores níveis para o período desde 2010.

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Em junho, os portos brasileiros movimentaram 119,2 milhões de toneladas de carga, um aumento em relação às 113,8 milhões de toneladas em junho de 2023. Destaque para o aumento nas movimentações de fertilizantes (+17,33%), açúcar (+17,22%) e bauxita (+11,79%).


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Carga conteinerizada e recuperação do setor

A carga conteinerizada alcançou 73,3 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2024, um crescimento de 22,72% em comparação ao mesmo período do ano passado. Desse total, 49,3 milhões de toneladas foram transportadas por rotas de longo curso, 23,2 milhões por cabotagem e 0,7 milhões por navegação interior e apoio portuário. A cabotagem de contêineres teve um aumento expressivo de 30,22% em relação ao ano anterior.

Os últimos quatro anos mostram uma recuperação robusta na movimentação de contêineres nos portos brasileiros, superando os níveis de 2021. Esse crescimento reflete sinais de reindustrialização no Brasil, com a produção industrial aumentando 4,1% em junho, conforme dados do IBGE.


Impacto nos portos e infraestrutura

Os terminais de uso privado (TUPs) movimentaram 413,2 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2024, um aumento de 2,12% em relação ao mesmo período de 2023. O Terminal Marítimo Ponta da Madeira (MA) foi o destaque, com um aumento de 6,47%, movimentando 74,7 milhões de toneladas.

Os portos públicos movimentaram 231,6 milhões de toneladas, um aumento de 8,37% em comparação ao primeiro semestre de 2023. O Porto de Santos liderou com 68,6 milhões de toneladas, representando 10,6% da movimentação total de carga.


Perspectivas para o futuro

Com o crescimento contínuo das movimentações de cargas, especialmente de contêineres, as perspectivas para o segundo semestre de 2024 são positivas. O setor deve continuar investindo em infraestrutura e inteligência portuária para manter a competitividade e aumentar a eficiência operacional nos portos brasileiros.

Mundo


Crescimento do e-commerce impulsiona frete aéreo a recorde no primeiro semestre de 2024

O setor de frete aéreo alcançou um desempenho recorde no primeiro semestre de 2024, impulsionado pelo crescimento contínuo do e-commerce e pela demanda crescente por transporte rápido de mercadorias. A região Ásia-Pacífico se destacou, superando a média global, com um aumento significativo nos volumes de carga transportada.

Segundo dados da Associação de Companhias Aéreas da Ásia-Pacífico (AAPA) e da IATA, a região registrou crescimentos anuais de 16,4% e 17%, respectivamente, medidos em toneladas-km de frete (FTK). Esse aumento foi atribuído à combinação de maior atividade exportadora e desafios no transporte marítimo, que direcionaram mais mercadorias para o transporte aéreo.

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As tarifas de frete aéreo também registraram alta. Em julho, as taxas médias de exportação da Ásia-Pacífico atingiram US$ 3,34 por kg, um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em rotas para os EUA, as tarifas chegaram a subir 67%, mesmo com uma leve redução na demanda entre China e Estados Unidos.

Outras regiões também acompanharam esse crescimento. A Europa, América Latina, África e Oriente Médio registraram aumentos sólidos nos volumes de carga aérea, refletindo a tendência global de maior dependência do transporte aéreo em um cenário de aumento do comércio eletrônico.

A expectativa para o restante do ano é de que o frete aéreo continue a desempenhar um papel crucial no comércio global, com o e-commerce mantendo sua posição como um dos principais impulsionadores de demanda.


Comércio exterior da China atinge novo recorde nos primeiros sete meses de 2024

O comércio exterior da China registrou um novo recorde nos primeiros sete meses deste ano, impulsionando o crescimento econômico do país, conforme revelam os dados oficiais divulgados na última quarta-feira.

De acordo com a Administração Geral das Alfândegas (AGA), o volume de comércio de mercadorias cresceu 6,2% em termos anuais, medido em yuan, durante o período. As exportações subiram 6,7% anualmente, enquanto as importações aumentaram 5,4%.

Em termos de dólares, o comércio exterior de mercadorias da China alcançou US$ 3,5 trilhões de janeiro a julho de 2024. As exportações totalizaram US$ 2,01 trilhões, enquanto as importações somaram US$ 1,49 trilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 518 bilhões, um aumento de 7,9% em relação ao ano anterior.

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Principais parceiros comerciais 

A Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) manteve-se como o maior parceiro comercial da China, com o comércio bilateral atingindo 3,92 trilhões de yuans nos primeiros sete meses, um aumento anual de 10,5%, representando 15,8% do comércio exterior total do país. A União Europeia, os Estados Unidos e a República da Coreia seguiram como os principais parceiros comerciais da China, com volumes de comércio de 3,22 trilhões de yuans, 2,72 trilhões de yuans e 1,32 trilhões de yuans, respectivamente.

O comércio de mercadorias entre a China e os países participantes da Iniciativa Cinturão e Rota também cresceu, atingindo 11,72 trilhões de yuans nos primeiros sete meses, um aumento de 7,1% em relação ao mesmo período do ano passado.


Exportações dominadas por produtos mecânicos e elétricos

Os produtos mecânicos e elétricos continuaram a dominar as exportações chinesas, respondendo por quase 60% do total. Especificamente, as exportações de equipamentos e componentes de processamento automático de dados aumentaram 11,6% anualmente, as de circuitos integrados cresceram 25,8% e as de automóveis subiram 20,7%.


Futuro do comércio exterior chinês

O governo chinês está focado em ampliar o volume e a qualidade do comércio exterior, aumentar as importações de produtos de alta qualidade e ajudar as empresas a reduzir custos e aumentar a eficiência. Essas metas foram reafirmadas no relatório de trabalho do governo deste ano, que destaca a importância de manter o crescimento do comércio exterior em meio aos desafios globais.


Verão em Gênova: Férias afetam logística na Itália e exigem planejamento antecipado

Agosto é tradicionalmente um mês de desafios logísticos na Itália devido às férias de verão, especialmente em regiões como Gênova. Este ano, o impacto será sentido entre os dias 5 e 26 de agosto, período em que as transportadoras e serviços locais operam em ritmo reduzido, causando atrasos nas coletas de mercadorias.

Ao contrário da China, onde há uma padronização clara dos dias de paralisação, na Itália, cada região tem sua própria semana específica de férias. Isso significa que, embora as cotações e fechamentos possam seguir normalmente, as coletas podem demorar mais do que o usual, e os clientes precisam estar cientes de que essa é uma situação comum a todos os operadores logísticos durante essa temporada.

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Em particular, o escritório de Gênova estará fechado em 15 e 16 de agosto devido ao feriado nacional, com as operações retornando apenas na segunda-feira, 19 de agosto. Durante o período de férias, que vai de 5 a 26 de agosto, as coletas serão especialmente impactadas nas regiões do Centro e Sul da Itália. Na semana de 4 a 11 de agosto, ainda será possível realizar coletas no norte do país, mas a semana de 12 a 18 de agosto será mais difícil, com a previsão de que as operações em todas as regiões sejam paralisadas até a semana seguinte.

Diante desse cenário, é crucial que os clientes compreendam que agosto não será um mês típico. O setor logístico enfrentará atrasos, mas essa é uma situação previsível e recorrente. Para mitigar os impactos, é essencial planejar com antecedência e ajustar as expectativas de tempo de trânsito.


Recomendações 

Para assegurar que as operações logísticas ocorram da melhor forma possível durante este período, recomendamos que as empresas incluam a seguinte observação nas propostas:

Se você deseja obter mais informações ou planejar sua logística durante a temporada de férias na Itália, entre em contato com os especialistas da Pluscargo. Estamos prontos para ajudar a minimizar os impactos e garantir que suas operações continuem com a maior eficiência possível, apesar das adversidades.

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