De Olho no Mercado #27: seu resumo essencial sobre o mercado global de logística

De Olho no Mercado #27: seu resumo essencial sobre o mercado global de logística

Giro Econômico


Inflação de 2026 sobe pela sétima semana e projeção do PIB recua

As expectativas de inflação para 2025 e 2026 voltaram a subir, marcando a sétima semana consecutiva de alta, segundo o Relatório Focus do Banco Central. A estimativa para 2025 avançou de 5,51% para 5,58%, enquanto a de 2026 passou de 4,28% para 4,30%. O mercado também revisou para baixo a previsão de crescimento do PIB em 2025, reduzindo a projeção de 2,06% para 2,03%.

As apostas para a taxa Selic permaneceram estáveis em 15% para 2025, assim como a cotação do dólar, projetada em R$ 6,00. Já a estimativa para a Selic em 2026 foi mantida em 12,50%, com leve alta para 10,50% em 2027.


Criação de empregos nos EUA desacelera em janeiro, abaixo do esperado

Os Estados Unidos geraram 143 mil vagas de trabalho em janeiro, abaixo da expectativa de 170 mil, conforme dados divulgados pelo Departamento do Trabalho nesta sexta-feira (7). Apesar do número abaixo do consenso do mercado, os dados de dezembro foram revisados para cima, passando de 256 mil para 307 mil novas vagas.

A desaceleração foi atribuída, em parte, a fatores climáticos, incluindo incêndios na Califórnia e temperaturas extremas em várias regiões. Ainda assim, o aumento de 0,5% nos ganhos médios por hora, acima da projeção de 0,3%, indica que as pressões salariais seguem elevadas.

A taxa de desemprego foi de 4,0%, enquanto o Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 4,25% e 4,50%. O mercado segue atento às decisões do banco central, que avalia os impactos da política fiscal e comercial sobre a inflação.


Dólar avança com tensão comercial após novas ameaças tarifárias de Trump

O dólar abriu em alta nesta segunda-feira (10), acompanhando o movimento das moedas emergentes, após Donald Trump anunciar planos para impor tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio. Às 9h37, o dólar à vista subia 0,3%, para R$ 5,8101, enquanto o contrato futuro avançava 0,04%, a R$ 5,833.

As novas medidas de Trump adicionam mais um capítulo à guerra comercial global. Além das tarifas sobre metais, o presidente indicou que deve anunciar taxas recíprocas nos próximos dias, pressionando aliados como Brasil, Canadá e União Europeia.

O temor do mercado é que as novas barreiras comerciais aumentem as pressões inflacionárias nos EUA, levando o Federal Reserve a manter os juros elevados por mais tempo. Esse cenário fortalece o dólar e reduz o apetite por ativos de mercados emergentes.



Article content


Trump eleva tensão global com tarifas sobre aço e alumínio

O anúncio de Donald Trump sobre tarifas de 25% sobre aço e alumínio reacende tensões comerciais e pode desencadear retaliações de parceiros estratégicos. A medida, embora afete diretamente Brasil, Canadá e Japão, tem como alvo final a China, maior produtora global dos metais.

Apesar de Pequim exportar pouco aço e alumínio diretamente para os EUA, seu excedente abastece mercados que vendem para os americanos, como México e Canadá. O governo Trump vê essa dinâmica como uma ameaça à indústria doméstica e justifica as tarifas como resposta à "superprodução" chinesa.

O impacto da medida ainda é incerto, mas a escalada protecionista pode ampliar a volatilidade nos mercados e dificultar negociações comerciais em andamento.


Brasil


Portos e Aeroportos receberão R$ 20 bilhões em investimentos em 2025

O Ministério de Portos e Aeroportos do Brasil anunciou que, em 2025, o país receberá R$ 19,7 bilhões em investimentos em infraestrutura portuária e aeroportuária, com um aumento de 60% em relação a 2024. O investimento público será de R$ 1,7 bilhão, enquanto o privado nos portos chegará a R$ 18 bilhões.

A movimentação de cargas portuárias segue em crescimento, com 1,2 bilhão de toneladas movimentadas até novembro de 2024. O Arco Norte do Brasil lidera com 55,5 milhões de toneladas, e o governo projeta um crescimento de 30% na movimentação de grãos até 2035.

Além disso, estão previstos R$ 20 bilhões em investimentos em concessões portuárias de 2024 a 2026, com destaque para R$ 8,54 bilhões em 2025. O setor de hidrovias também receberá investimentos, com R$ 946 milhões destinados a dragagens e melhorias em rios como o Madeira e Tapajós.


Megaterminal de contêineres em Santos avança com previsão de investimentos de R$ 4,5 bi

O governo federal deve lançar até o dia 20 de fevereiro a consulta pública para o novo megaterminal de contêineres no Porto de Santos, anteriormente conhecido como STS 10 e agora rebatizado como Tecon Santos 10. Com previsão de investimentos de R$ 4,5 bilhões, o projeto visa aumentar significativamente a capacidade de movimentação de contêineres no porto, podendo movimentar até 3,5 milhões de contêineres por ano.

O processo licitatório será baseado na maior oferta de outorga, com um valor mínimo de R$ 1,2 bilhão, e o governo pretende usar os recursos arrecadados para construir um novo terminal de passageiros em Santos. A expectativa é que o leilão aconteça em dezembro de 2025, com o contrato sendo assinado em meados de 2026.

Entre os concorrentes esperados estão as gigantes Maersk, MSC e CMA CGM, além de grupos portuários internacionais como PSA e ICTSI. No entanto, o projeto já gera controvérsias, com discussões sobre a participação de empresas de navegação e o impacto no tráfego viário da cidade. Além disso, há preocupações sobre o tempo necessário para que o terminal atinja sua capacidade total. O ministro Silvio Costa Filho destacou que esses pontos serão discutidos na consulta pública.


Brasil e China anunciam acordo para integração de sistemas de Comércio Exterior

O Brasil e a China firmaram um acordo para integrar seus sistemas de comércio exterior, por meio de um memorando de cooperação entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Receita Federal. A parceria visa conectar o Portal Único de Comércio Exterior do Brasil ao equivalente chinês e negociar o reconhecimento mútuo do programa de Operador Econômico Autorizado (OEA), o que permitirá maior agilidade no desembaraço aduaneiro, especialmente para produtos que exigem certificação sanitária.

Em 2023, as exportações brasileiras para a China que necessitam de certificação sanitária alcançaram US$ 56 bilhões, representando uma parte significativa dos US$ 160 bilhões comercializados entre os dois países. A medida visa reduzir a burocracia, simplificando os processos de importação e exportação e impulsionando o comércio internacional. Desde a implementação do Portal Único, o Brasil conseguiu diminuir o tempo médio de exportação de 13 para 5 dias, resultando em uma economia de R$ 100 bilhões anuais. O módulo de importação, que abrange 70% das operações, será concluído até o final do ano, agilizando ainda mais os processos aduaneiros no país.


Porto de Itajaí permite operação de carga geral durante temporada de cruzeiros

A Autoridade Portuária de Itajaí (APS) anunciou uma nova medida que permitirá a operação de carga geral no Porto de Itajaí mesmo durante a temporada de cruzeiros, quando os navios de turismo estão atracados. Anteriormente, toda a operação de carga era paralisada para dar lugar ao embarque e desembarque dos turistas, o que prejudicava a movimentação de mercadorias e gerava perdas de serviço para os trabalhadores portuários avulsos (TPA).

Agora, ajustes feitos no cais público permitem que a movimentação terrestre de carga continue, mesmo com os berços ocupados pelos cruzeiros. Isso vai garantir maior agilidade na operação, pois, assim que os navios de cruzeiro desatracarem, as cargas estarão prontas para embarque e aquelas que já estiverem no pátio poderão ser movimentadas de imediato.

O presidente da APS, Anderson Pomini, destacou que essa medida simples trará benefícios diretos para os trabalhadores e operadores portuários, além de fortalecer a relação Porto-Cidade ao movimentar a economia local.

Além disso, a APS anunciou o início de uma campanha de dragagem para restaurar o calado operacional do porto, o que inclui a dragagem do canal de navegação, berços de atracação e bacias de evolução, com previsão de ser concluída em cerca de dez dias.


Greve na Receita Federal completa 70 dias e afeta o Carf

A greve dos auditores-fiscais da Receita Federal, que já ultrapassou 70 dias, continua afetando diversos setores do país, incluindo a arrecadação, os aeroportos e os processos da Receita Federal. Segundo Dão Real, presidente do Sindifisco Nacional, a mobilização permanece intensa, apesar dos cortes salariais e descontos dos salários dos auditores, e a categoria segue firme em sua greve até que o governo cumpra o que foi acordado.

A greve também está afetando o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que é responsável por julgar, em âmbito administrativo, os recursos que contestam as decisões da Receita Federal. Com o aumento da adesão de conselheiros da Fazenda Nacional à greve, o funcionamento do Carf foi prejudicado. O Carf é um órgão paritário, com representantes dos contribuintes e do governo. Em janeiro, a Receita Federal comprometeu-se a ajudar os auditores a encontrar uma solução com o Ministério da Gestão e Inovação (MGI), mas o sindicato aguarda uma nova reunião para dar continuidade às discussões.

Novas ações de mobilização

O Comando Nacional de Mobilização (CNM), reunido no dia 7 de fevereiro de 2025, deliberou que, caso o Ministério da Fazenda não apresente uma proposta razoável que atenda às demandas da categoria, serão adotadas novas ações de mobilização a partir do dia 12 de fevereiro de 2025. Dentre as ações previstas, destacam-se:

  • Desembaraço zero nos 15 dias subsequentes;
  • Dia Nacional de Entrega de Cargos em Comissão;
  • Devolução de trabalhos dos colegas que aderiram ao movimento paredista;
  • Visitas institucionais às 10 Superintendências Regionais da Receita Federal e ao Órgão Central, com protocolização de ofícios cobrando:

  1. A imediata publicação das exonerações dos cargos em comissão já solicitadas por colegas;
  2. A redistribuição das ações fiscais (mudança de nome no TDPF) para os Auditores-Fiscais que permanecem nos 30% do efetivo, conforme determinação legal relativa à lei de greve;
  3. Início das representações ao CDS contra aqueles que assumiram cargos em comissão no curso do movimento, para aplicação das devidas sanções sindicais.



Article content


Mundo


América Latina registra alta de 12,2% nas importações de contêineres em dezembro de 2024

O ano de 2024 terminou com um desempenho impressionante no setor de transporte de contêineres, com a América Latina destacando-se pela alta de 12,2% nas importações em dezembro, uma das maiores variações mensais. Esse aumento contribuiu para um bom desempenho anual no comércio de contêineres na região, com crescimento de 7,5% nas importações e exportações.

O relatório divulgado pela Container Trades Statistics Limited (CTS) revelou que, globalmente, o movimento de contêineres cresceu 7,6% em relação ao ano anterior, alcançando 16 milhões de TEUs em dezembro, o segundo maior total mensal do ano. Simon Heaney, gerente sênior de pesquisa da Drewry, destacou que, embora dezembro seja normalmente um mês de grande movimentação, a sazonalidade tornou-se menos pronunciada nos últimos anos devido à pandemia, e o desempenho de 2024 superou o de 2023, que havia sido classificado como o quarto mês mais movimentado.

Fatores impulsionadores do crescimento

O desempenho positivo de dezembro pode ser atribuído a vários fatores, incluindo a antecipação do Ano Novo Lunar, que gerou embarques antecipados, e o impacto das tarifas comerciais impostas pelo governo Trump. Além disso, Heaney observou que houve um aumento de 12,1% nas exportações da Ásia, 10,5% nas importações para a Europa e 8,5% para a América do Norte. A América Latina, com um crescimento de 12,2%, também apresentou taxas de expansão muito impressionantes, embora seu impacto total tenha sido menor devido ao tamanho do mercado.

Desempenho global e tendências para 2025

Com o aumento no final do ano, o total de remessas globais de 2024 alcançou 183 milhões de TEUs, um aumento anual de 6,2%. A América do Norte e a Oceania foram as regiões com maior crescimento, com aumentos de 8,8% e 8,1%, respectivamente. A América Latina e a Ásia também superaram a média global com crescimentos de 7,5% e 6,6%. Por outro lado, a África Subsaariana, o Sul da Ásia, o Oriente Médio e a Europa registraram aumentos mais modestos.

O ano de 2024 foi considerado positivo para o setor, com recuperação após anos difíceis, mas a incerteza persiste para 2025, com possíveis tensões geopolíticas e uma nova guerra comercial que podem impactar a divisão regional e as tarifas de transporte marítimo.

Tarifas spot e perspectivas para 2025

Em termos de tarifas spot, o Índice Mundial de Contêineres (WCI) da Drewry mostrou uma leve queda nas tarifas durante a semana anterior, com uma redução de 5% nas tarifas de Xangai para a Europa e de 1% nas rotas para a Costa Oeste e Costa Leste dos EUA. Contudo, Judah Levine, chefe de pesquisa da Freightos, previu que, após o Ano Novo Lunar, pode haver um aumento nas taxas, especialmente nas rotas Transpacíficas, podendo até superar os valores da temporada de pico de 2023, quando as tarifas chegaram a US$ 8.000/FEU.


Ano Novo Chinês impacta mercado de frete aéreo

O mercado de frete aéreo tem enfrentado um período de incerteza, com uma queda nos volumes globais devido à temporada de férias do Ano Novo Chinês. A WorldACD observou que o impacto dos feriados asiáticos, aliados ao fechamento de fábricas na região, resultaram em uma redução global de 12% nos volumes de carga aérea, com um declínio de 33% na região Ásia-Pacífico na semana até 2 de fevereiro.

Desempenho por regiões

Apesar da queda nos volumes, algumas regiões se destacaram pelo aumento nas remessas. A América Central e do Sul, por exemplo, viu um crescimento de 16%, enquanto a África registrou um aumento de 11%. Porém, a Ásia-Pacífico e outras regiões importantes (Europa, Oriente Médio, Sul da Ásia e América do Norte) enfrentaram quedas no volume, com destaque para a Ásia-Pacífico (-29%) e Europa (-7%).

Em termos de tarifas, as taxas globais médias estão 5% mais altas do que no ano passado, com a região MESA (Oriente Médio e Sul da Ásia) experimentando o maior aumento (33%), seguida pela Ásia-Pacífico (11%) e África (12%). A única região com uma queda nas taxas spot foi a América do Norte (-5%).

Impacto das tarifas e mudanças políticas

A incerteza causada pelas tarifas e pela proibição de remessas de minimis da China para os EUA, imposta pelo governo Trump, gerou flutuações nas taxas de frete. A China viu uma queda de 28% nos volumes para a Europa, comparado a uma redução de 21% nos volumes para os EUA. No entanto, as taxas spot de origem na China para a Europa caíram apenas 1%, enquanto as tarifas para os EUA tiveram uma queda maior de 8%.

Mudança nas dinâmicas globais

O Baltic Exchange apontou que, apesar de certa resiliência em algumas rotas, como a transatlântica, as mudanças políticas e a dinâmica do comércio global estão criando volatilidade no setor de carga aérea. A demanda transatlântica entre Frankfurt e EUA aumentou, impulsionada pela forte demanda por remessas industriais, especialmente nos setores aeroespacial e automotivo.

No entanto, uma nova tendência está surgindo, com algumas transportadoras ajustando sua capacidade para rotas intra-asiáticas, aproveitando o crescimento industrial no Sudeste Asiático, particularmente no Vietnã, Indonésia, Tailândia e Filipinas. Essa redistribuição estratégica de capacidade visa equilibrar a oferta e demanda entre as regiões, refletindo mudanças nas preferências e padrões de comércio.

Perspectivas para os próximos meses

As reduções nos cronogramas de frete e os "cortes massivos" nas operações de fretamento, especialmente no comércio eletrônico durante o Ano Novo Chinês, estão gerando incertezas adicionais. Segundo Neel Jones Shah, ex-chefe de frete aéreo da Flexport, será possível observar uma mudança significativa nos volumes de carga nas próximas semanas. A expectativa é que a reação do consumidor, principalmente no segmento de baixo poder aquisitivo, afete diretamente o mercado, com um impacto em tempo real que poderá ser analisado nas próximas duas semanas.


Segurança e incertezas geopolíticas adiam retorno ao Canal de Suez

O presidente da Autoridade do Canal de Suez (SCA), Osama Rabie, acredita que o Canal pode retomar suas operações normalmente no futuro, mas a segurança das rotas ainda é uma grande preocupação para as transportadoras. Mesmo com o cessar-fogo entre Israel e o Hamas em janeiro de 2025, as empresas de navegação estão cautelosas e continuam monitorando a situação.

Tsai Feng-ming, presidente da Yang Ming, afirmou que as travessias pelo Canal de Suez não serão retomadas antes de maio de 2025, mesmo que a guerra termine dentro dos próximos dois meses. A normalização das operações, segundo ele, pode levar até três meses adicionais devido à incerteza nas cadeias de suprimentos globais e o excesso de tonelagem nas frotas.

O impacto das políticas tarifárias de Donald Trump também adiciona mais incertezas, especialmente com as tarifas sobre as importações chinesas, afetando as dinâmicas comerciais globais. O CEO do CMA CGM mencionou que, para retomar totalmente os transbordos no Suez, a estabilidade política e a reclassificação da área como segura pelas seguradoras são requisitos indispensáveis.


Índice Mundial de Contêineres cai 3% e fica em US$ 3.273, abaixo dos níveis da pandemia

O Índice Mundial de Contêineres (WCI) caiu 3%, ficando em US$ 3.273 por contêiner de 40 pés nesta semana. Esse valor é 68% abaixo do pico histórico alcançado durante a pandemia (US$ 10.377 em setembro de 2021), mas ainda 130% superior à média de US$ 1.420 registrada em 2019, antes da crise sanitária global.

Além disso, o índice médio acumulado até o momento em 2024 é de US$ 3.638 por contêiner de 40 pés, representando um aumento de US$ 760 em comparação com a média de 10 anos, que era de US$ 2.878. Isso reflete o impacto das condições excepcionais de 2020 a 2022, quando o setor experimentou uma elevação inesperada devido à pandemia.

As taxas de frete variaram de acordo com diferentes rotas internacionais:

  • Roterdã para Nova York: diminuiu 10% ou US$ 263, caindo para US$ 2.469 por contêiner de 40 pés.
  • Xangai para Roterdã: teve uma queda de 5% ou US$ 149, com a tarifa reduzida para US$ 3.125 por contêiner.
  • Roterdã para Xangai: as taxas reduziram 4%, ficando em US$ 498 por contêiner.
  • Xangai para Gênova: caiu 4%, com a tarifa agora em US$ 4.236 por contêiner de 40 pés.
  • Los Angeles para Xangai: uma leve redução de 2% (US$ 14), ficando em US$ 707 por contêiner.
  • Nova York para Roterdã, Xangai para Los Angeles e Xangai para Nova York também viram uma diminuição de 1% em suas taxas de frete.

Drewry, a consultoria responsável pelo Índice, prevê que as tarifas spot continuem a cair um pouco na próxima semana, à medida que a capacidade de carga aumenta, impactando as tarifas no mercado global.

Essa oscilação nas tarifas reflete os desafios enfrentados pelo setor de transporte marítimo, ainda lidando com as consequências da pandemia e ajustes nas rotas de comércio internacional.



Article content


Proposta de Trump para Gaza frustra a indústria naval no Mar Vermelho

A proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, para Gaza gerou frustração na indústria naval, especialmente no que diz respeito ao retorno das travessias pelo Mar Vermelho, uma rota estratégica para o comércio global. O plano de Trump levantou novas preocupações sobre a segurança na região, exacerbando a tensão no Oriente Médio, particularmente no que se refere à ameaça do grupo militante Houthi, que havia inicialmente prometido suspender ataques contra navios comerciais.

Com o anúncio de Trump, as esperanças de uma normalização das travessias pelo Mar Vermelho, que estavam crescendo após o cessar-fogo entre Israel e Hamas, foram prejudicadas. Jan Rindbo, CEO do grupo Norden, afirmou que a proposta de Trump aumentou a incerteza sobre a segurança da rota, especialmente porque os Houthis poderiam retomar suas ameaças a navios comerciais que passassem pelo estreito de Bab-el-Mandeb, entrando no Mar Vermelho.

Embora alguns armadores já estivessem começando a retornar ao Mar Vermelho após a suspensão das sanções dos Houthis, muitos ainda aguardam provas de estabilidade antes de retomar as travessias regulares. Empresas como a Maersk, que tentaram retornar em 2023, precisaram redirecionar seus navios após tentativas de ataque. 

A previsão de retorno da normalidade no Mar Vermelho foi ajustada para meados de 2025, com alguns analistas acreditando que pode levar até o final do ano para que as rotas sejam totalmente seguras. Isso afetou diretamente o comércio, que teve que recorrer a rotas mais longas ao redor da África, aumentando custos e tempo de transporte.

To view or add a comment, sign in

Others also viewed

Explore content categories