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Confessions II

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Este artigo é sobre o álbum de Madonna. Para o curta-metragem que acompanha o álbum, veja Confessions II – The Film. Para a canção de Usher, veja Confessions Part II.
Confessions II
Álbum de estúdio de
Lançamento3 de julho de 2026 (2026-07-03)
Gravação2024–2026
Estúdios
Vários
Gêneros
Duração63:52
GravadoraWarner
Produção
Cronologia de Madonna
Singles de Confessions II
  1. "Bring Your Love"
    Lançamento: 30 de abril de 2026
  2. "Love Sensation"
    Lançamento: 4 de junho de 2026
  3. "Danceteria"
    Lançamento: 10 de julho de 2026

Confessions II[a] é o décimo quinto álbum de estúdio da artista musical estadunidense Madonna, lançado em 3 de julho de 2026 através da Warner Records. Concebido como uma sequência de Confessions on a Dance Floor (2005), o álbum foi inspirado por desafios familiares e profissionais, bem como pelo cenário sociopolítico mundial, o que levou Madonna a gravar um disco animado como forma de distração. Foi gravado principalmente com o produtor Stuart Price, que coescreveu e coproduziu o álbum original, em seu estúdio em Londres. Adicionalmente, Madonna trabalhou com Martin Garrix, Cirkut, Andrew Watt, Mirwais Ahmadzaï, Arca e Parisi. O álbum também conta com participações de Sabrina Carpenter, Feid, Stromae e da filha mais velha de Madonna, Lola Leon.

Sendo essencialmente um álbum de EDM, ele explora diversos subgêneros da música eletrônica e dance, incluindo house, dance-pop, disco e downtempo. Assim como Confessions on a Dance Floor, o álbum é estruturada como um set de DJ numa mixagem contínua e incorpora diversos samples e interpolações. Seus principais temas são liberdade, escapismo, autoconhecimento, luto e espiritualidade. Além disso, inclui memórias do início da carreira de Madonna e de seus conturbados relacionamentos familiares. Parcialmente um álbum visual, foi acompanhado por um curta-metragem musical de mesmo nome, dirigido por TORSO. O álbum gerou três singles, "Bring Your Love", em colaboração com Carpenter, "Love Sensation" e "Danceteria". Madonna promoveu o álbum através de diversas campanhas promocionais, performances ao vivo e uma série de apresentações em casas noturnas com Price, intituladas Club Confessions.

Confessions II recebeu aclamação universal após seu lançamento, com diversos críticos considerando-o o melhor álbum de Madonna desde Confessions on a Dance Floor. Os elogios foram direcionados especialmente à produção eclética, ao lirismo introspectivo de Madonna e à sua voz. O álbum estreou em primeiro lugar em dezesseis países ao redor do mundo, tornando-se o décimo álbum número um de Madonna na Billboard 200 e o seu décimo terceiro álbum número um na parada de álbuns britânica. Também alcançou o topo das paradas na Austrália, Canadá e em diversos países europeus.

Antecedentes e desenvolvimento

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Madonna ao lado de Stuart Price durante a The Celebration Tour, em Antuérpia, 2023. Price atuou como diretor musical da turnê e também como atração de abertura em algumas apresentações.

Em 2005, Madonna lançou o álbum de estúdio Confessions on a Dance Floor, cuja produção ocorreu majoritariamente no apartamento de Stuart Price, em Londres.[1] Tratava-se de um projeto de dance-pop com influências da música disco das décadas de 1970 e 1980, estruturado para que suas faixas sejam reproduzidas de forma contínua, sem pausas entre si.[2] Ainda durante o processo de produção, Price testou discretamente a reação do público às novas canções ao incluir versões instrumentais delas em suas apresentações como DJ.[2] Para divulgá-lo, a cantora realizou uma série de apresentações intimistas em casas noturnas.[2] O álbum foi amplamente aclamado pela crítica especializada e na 49.ª edição dos Grammy Awards, foi condecorado na categoria Melhor Álbum de Dance ou Eletrônica.[2][3]

Após concluir a divulgação de Confessions on a Dance Floor, Madonna e Price permaneceram sem contato por aproximadamente 15 anos.[4] Em 2023, ela o contratou como diretor musical da The Celebration Tour, sua turnê retrospectiva em comemoração aos seus quarenta anos de carreira.[5] Após o encerramento da excursão, voltou a trabalhar em seu filme biográfico, que acabou descartado pela Universal Pictures devido a limitações de orçamento.[4] Em seguida, a Netflix demonstrou interesse em desenvolver uma série televisiva sobre sua trajetória, mas seu desenvolvimento acabou se estendendo enquanto a artista buscava um "showrunner ideal" para o projeto.[4] Como forma de se distrair durante a espera pela concretização de ambos os projetos, optou por desenvolver um álbum de dance music.[6] Diante da percepção de que "o mundo estava em um momento muito sombrio e as pessoas precisavam dançar", Madonna entrou em contato com Price para desenvolver uma sequência de Confessions on a Dance Floor.[4] Inicialmente, a cantora planejava colaborar com outros produtores e "ter outras experiências", mas a colaboração entre os dois na The Celebration Tour fez com que ambos se lembrassem "do quanto amávamos trabalhar juntos e de como estamos alinhados não apenas em termos musicais, mas também intelectual e emocionalmente".[7]

Em setembro de 2024, Madonna anunciou por meio de sua conta no Instagram que estava trabalhando em novas músicas com Price.[8] Em fevereiro do ano seguinte, confirmou que o novo material era uma continuação de Confessions on a Dance Floor e antecipou seu lançamento para o mesmo ano.[9] Durante 2025, Madonna continuou documentando as sessões de gravação nas redes sociais, compartilhando fotografias no estúdio ao lado de Price.[10] Em setembro de 2025, anunciou seu retorno à Warner Records, gravadora com a qual lançou seus trabalhos por mais de 25 anos, com o álbum previsto para ser lançado em 2026.[11] Ainda em setembro de 2025, Madonna divulgou os títulos de duas canções do projeto, "Fragile" e "Forgive Yourself", durante sua participação em um episódio do podcast On Purpose with Jay Shetty.[12] Além disso, em novembro de 2025, foi disponibilizada uma edição comemorativa do 20.º aniversário de Confessions on a Dance Floor nas plataformas de streaming e lojas digitais.[13]

Composição e gravação

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Devemos dançar, celebrar e orar com nossos corpos. São coisas que fazemos há milhares de anos — são verdadeiras práticas espirituais. Afinal, a pista de dança é um espaço ritualístico. É um lugar onde você se conecta — com suas feridas, com sua fragilidade. Curtir uma rave é uma arte. É sobre ultrapassar seus limites e se conectar com uma comunidade de pessoas com a mesma mentalidade. Som, luz e vibração/ Remodelam nossas percepções/ Nos puxando para um estado de transe. A repetição do grave, não apenas a ouvimos, mas a sentimos. Alterando nossa consciência e dissolvendo o ego e o tempo.

— O "manifesto" de Madonna e Price durante a produção do álbum.[14]

Madonna mudou-se de Nova Iorque para Londres, onde começou a trabalhar com Price no estúdio dele em Maida Vale.[4][15] Ela descreveu o processo criativo como "remédio para a minha alma" e disse que compor permite total liberdade artística, sem precisar "pedir permissão a ninguém".[16] Ela relembrou que, enquanto se planejava o relançamento de Confessions on a Dance Floor, ela e Price pensaram que o novo álbum "precisava ser tão bom quanto ou melhor do que aquele".[4] Ela descreveu que muitas músicas do álbum eram "confessionais", mas que "selecionou as faixas com base no quanto elas me faziam dançar".[4] Segundo ela, os temas principais são a consciência e a liberdade, o que ela explicou da seguinte forma: "As pistas de dança são um espaço ritualístico onde você se sente livre em corpo e mente; você deixa a ansiedade de lado e, com sorte, isso o eleva a um nível superior de consciência".[17] Junto com Price, a dupla apontou o techno de Detroit e o house de Chicago como suas inspirações para o disco.[4]

O álbum foi inspirado pelas doenças de seu irmão, Christopher Ciccone, e de sua madrasta, Joan Ciccone, que faleceram no final de 2024.[4][18] Ela começou a trabalhar no álbum compondo músicas sobre traumas familiares.[4] Ela escreveu "Fragile" logo após uma conversa por telefone com Christopher, descrevendo a experiência como "catártica" e "como um exorcismo".[19] Sua filha, Lourdes Leon, propôs a criação de uma música em conjunto, o que viria a ser a primeira colaboração musical entre elas.[20] Elas coescreveram "The Test"; Madonna descreveu a faixa como um "momento de cura" entre as duas, o qual "consolidou a ideia de que agora é a hora de fazer" o álbum.[4] Ela entrou em contato com Sabrina Carpenter por mensagem direta no Instagram para gravar uma colaboração para o álbum, resultando na faixa "Bring Your Love".[21] Ela também colaborou com o DJ e produtor musical holandês Martin Garrix na faixa "Bizarre".[22] O músico belga Stromae participou com vocais na faixa "My Sins Are My Savior".[4]

O álbum foi gravado ao longo de cerca de um ano e meio.[23] Durante a produção do disco, Madonna gravou a canção "What Will Save Me" com Price e Arca, mas a faixa acabou sendo descartada da lista de músicas.[4] Ela revelou ter gravado oito canções que não entraram no álbum, sugerindo que "elas acabarão chegando ao mundo".[21]

Arte de capa e ensaio

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A identidade visual do álbum, incluindo a capa e as imagens de divulgação, foi fotografada por Rafael Pavarotti.[24] Madonna comentou que se sentiu atraída pelo "estilo distinto" de Pavarotti e por sua capacidade de realçar a personalidade das pessoas por meio de cores vibrantes.[17] O estúdio Special Offer, Inc., sediado em Nova Iorque, criou a arte e a embalagem de Confessions II.[25] O projeto utiliza uma paleta de cores em rosa-choque, vermelho e roxo para remeter à arte de Confessions on a Dance Floor.[25] As edições digital e deluxe apresentam um visual com estética editorial, trazendo os nomes "Madonna" e "Confessions II" grafados na fonte Helvetica.[25]

Querendo fazer referência à estética visual do álbum de 2005, Madonna usou roupas semelhantes, incluindo botas Yves Saint Laurent e jaquetas Gucci.[4] Na capa, ela aparece posicionada sobre uma plataforma de alto-falantes, vestindo um body de renda lilás e meias arrastão combinando, com um véu rosa em contraste sobre a cabeça.[26] Durante as provas de figurino, ela encontrou o véu e decidiu usá-lo na sessão de fotos.[17] Ela descreveu a capa como "uma espécie de imagem religiosa, uma revelação", comparando sua imagem à da santa Madona.[17]

Composição

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Artistas presentes no álbum: Sabrina Carpenter, Feid, Martin Garrix e Stromae.

Confessions II é um álbum predominantemente de house,[27][28][29] dance-pop[30] e synth-pop,[31] com elementos de trance,[32] deep house,[32][33] acid house,[34] electroclash,[34] electronica,[35] techno,[36] disco house[28] e trip hop.[27][28] John Earls, da NME, descreveu-o como o álbum de dance music "mais intenso" de Madonna.[37] Rob Sheffield, da Rolling Stone, considerou que o álbum "se inspirava em toda a história da dance music",[38] enquanto Jeff Nelson, da People, o chamou de "uma odisseia sonora que celebra a história da dance music", explorando seus subgêneros.[39] Shaad D'Souza, da Pitchfork, opinou que Madonna incorpora gêneros que ela "nunca havia explorado", como acid house, french house e 2-step garage, chamando isso de "uma visão variada e mesclada da música club vintage".[34] Segundo Alexis Petridis, do The Guardian, as faixas downtempo fazem referência ao trabalho da gravadora Mo' Wax devido aos "breakbeats, atmosferas nebulosas, ruídos de vinil [e] orquestrações discretas".[40] Madonna e Price citaram o techno de Detroit e o house de Chicago como suas inspirações para o álbum.[15] O álbum foi lançado como uma mixagem contínua no estilo de um set de DJ, remetendo a Confessions on a Dance Floor (2005).[41][28][32] Price revelou que a mixagem foi feita "indo na contramão do que se espera" na era dos serviços de streaming de música, em que "sua música pode ter dois minutos e meio e depois tem que acabar".[42]

Madonna descreveu que muitas das faixas do álbum eram "confessionais", mas ela "curou o disco com base em quanto ele me fazia dançar".[4] De acordo com ela, seus principais temas são consciência e liberdade, que ela explicou: "As pistas de dança são um espaço ritualístico onde você é livre em seu corpo e mente, você se liberta da ansiedade e, com sorte, isso o eleva a um nível mais alto de consciência".[17] Eric Henderson da Slant Magazine interpretou o álbum como o lugar onde "duas linhagens – o id sombrio e a onisciência transcendente – finalmente se tocam na pista de dança".[43] Ele comparou o "impulso de reinicialização e renascimento" ao álbum Ray of Light (1998) de Madonna, acrescentando que ela "na verdade parece aliviada" com suas descobertas.[43] Ed Power, do The Irish Times, descreveu o álbum como uma reavaliação da crença de Madonna de que "a pista de dança é um lugar tanto de êxtase e escapismo quanto de crescimento emocional e autoconhecimento".[44] Roisin O'Connor, do The Independent, apontou "catarse, libertação e a liberdade que vem com isso" como os principais temas do álbum.[45] Katie Bain, da Billboard, interpretou o álbum como um foco no "clube como igreja e na dança como trabalho espiritual",[46] enquanto Steven J. Horowitz, da Variety, chamou-o de uma celebração da "emoção da pista de dança, abraçando ao mesmo tempo o seu mistério".[36] Paolo Ragusa, da Consequence, sentiu que era uma tentativa de reviver a "vibração autorreflexiva" de Confessions on a Dance Floor, centrada na "pista de dança como um espaço para transcendência e despertar espiritual".[47] Mark Richardson, do The Wall Street Journal, sentiu que apresentava "a música como um chamado religioso mais do que uma forma de entretenimento".[48] O álbum apresenta várias passagens de palavra falada.[29][30][37] Richardson as descreveu como "breves interlúdios ambientais, durante os quais Madonna frequentemente oferece encantamentos espirituais sobre o poder curativo da música".[48]

Sheffield opinou que as três primeiras faixas do álbum são "uma suíte de 12 minutos onde [Madonna] cavalga a batida eletro-pulsante enquanto pondera sobre a carência interior que a leva à pista de dança".[38] Da mesma forma, Power sentiu que o álbum começa com "o que é essencialmente uma suíte de 20 minutos de faixas construídas em torno de uma enxurrada de batidas house em loop" e, posteriormente, entra em uma "visão de mundo melancólica, presa no raio trator implacável da nostalgia de Madonna".[28] Henderson descreveu sua primeira metade como comunhão e sua segunda metade como acerto de contas, impulsionada pela "crise de consciência".[43] D'Souza sentiu que os dois primeiros terços do álbum são "fixados no amor e seus poderes de cura", enquanto as cinco músicas finais são "fixadas na morte e no trauma herdado".[34] Horowitz opinou que nas últimas músicas Madonna "enfrenta a ressaca após o êxtase e luta com o peso da realidade".[36]

Canções

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"I Feel So Free" é uma faixa deep house[49] e pós-disco,[50] na qual Madonna está "meio cantando, meio sussurrando".[44] Joe Lynch, da Billboard, destacou "um sussurro sensual sobre uma saraivada arpejada de sintetizadores retrô e paisagens sonoras suaves".[51] A letra se refere à pista de dança e à criação de "uma nova persona", com Madonna proclamando "que o único lugar onde ela pode realmente ser ela mesma é no anonimato de uma discoteca lotada".[52][53] Ela descreveu a faixa como um "pequeno momento de confissão", inspirado pela dificuldade de confiar nas pessoas e de compreender seu lugar no mundo.[4] Ela interpola a influente canção acid house "French Kiss" (1989) de Lil Louis,[54] e foi comparada à canção "Future Lovers" da própria Madonna, e ao trabalho de Giorgio Moroder para Donna Summer.[55][56] "Good for the Soul" é uma música eletrônica, UK garage e trance com cordas.[57][28][58] Lynch interpretou-a como uma "mensagem do poder da música dance para socorrer a alma", referindo-se à experiência de quase morte de Madonna em 2023,[57] enquanto Evelyn McDonnell do The New York Times sentiu que era uma explicação da "cosmologia de uma rave".[58] "One Step Away" é uma faixa EDM[58] e trance[59] com cordas, percussão, piano, sintetizadores e "acordes com influência funk".[57][43][30] Começa com o manifesto sobre a música dance e a pista de dança como um "espaço ritualístico onde o movimento substitui a linguagem".[57] Os críticos compararam-na ao trabalho de Mondo Grosso[43] e Mr. Fingers,[28] bem como ao "auge eletrônico de Madonna nos anos 2000".[60]

"Bring Your Love", um dueto com Carpenter, é uma canção house e dance-pop,[61] interpolando a faixa "Good Life" (1988) de Inner City.[62] Recebeu comparações com "Vogue" (1990) de Madonna.[57][63] A letra aborda críticas sobre as personas públicas de Madonna e Carpenter,[64] que foi inspirada pela relutância de Madonna em pensar nas paradas e números de streaming.[65] "Danceteria" é uma faixa disco, electroclash e French house,[28] que interpola o refrão de "Walk on the Wild Side" de Lou Reed.[66] Foi inspirada nos primeiros tempos de Madonna e nas festas na boate Danceteria.[4] Na letra, ela menciona pessoas da cena underground de Nova Iorque dos anos 1980, que foi comparada à parte falada de "Vogue".[57][43] "Read My Lips" é uma canção eurodance[28] e pop latino[67] sobre amores fracassados ​​e mentiras,[57] com guitarra espanhola e tambores Batucada.[28] Apresenta um verso em espanhol de Feid.[68] "Everything" é uma música house[57] e techno[36] sobre encontrar "a maior luz" em meio à "maior quantidade de escuridão".[43] De acordo com Bain, ela "preenche a lacuna entre processar a tristeza do mundo e tentar evitá-la através do escapismo da vida noturna".[57] Levine a comparou à "Justify My Love" (1990) de Madonna.[37]

"Love Sensation" é uma música house e disco com "eletrônica pulsante",[69][70] comparada ao trabalho de Kylie Minogue[43] e Daft Punk.[27] Seu tema principal é o poder curativo do amor,[28] enquanto Madonna a descreveu como "apenas alegria".[4] "Love Without Words" é uma música house experimental com várias camadas, com uma linha de acid house e um drop de Italo disco.[57][28][29] Chamada de "ode à música dance" por Ragusa,[30] apresenta Madonna cantando sobre a transcendência.[57] "Bizarre", gravada em colaboração com Martin Garrix, é uma canção de amor sobre uma "estrela de cinema com olhos azuis profundos".[27] Apresenta cordas de sintetizador "barrocas" e recebeu comparações com o trabalho do Eurythmics.[30] "School" é uma música experimental de synth-pop[27] e techno[33] com uma "batida escura e sibilante e percussão cintilante".[28] Ela apresenta Madonna pedindo para lhe ensinar algo que ela ainda não sabe, o que foi interpretado por Bain como um eufemismo para educação sexual.[57] Ela comparou-a aos álbuns Erotica (1992) e Bedtime Stories (1994).[57] "Fragile" é uma faixa de drum and bass[27][58] e 2-step garage[27] baseada em violão[28] e cordas de sintetizador,[58] descrita por Levine como uma "balada rave".[71] Foi inspirada no relacionamento de Madonna com seu falecido irmão, Christopher Ciccone, com quem ela não tinha contato.[72] Ela canta sobre a infância deles, o afastamento e a reconciliação.[27] De acordo com Lucy O'Brien, a música é sobre falibilidade e perdão, com um "senso de aceitação".[73]

"My Sins Are My Savior" é uma música hip house[29] com piano, descrita por Sheffield como um "exorcismo católico".[68] Ela apresenta o canto legato de Stromae em francês,[57] que foi comparado por Petridis ao trabalho de Serge Gainsbourg.[28] Madonna revelou que a música foi inspirada por "pessoas de mente fechada e ignorantes, que julgam primeiro antes de investigar".[4] Ela recebeu comparações com Erotica,[34][59] a faixa "Bedtime Story" (1994) de Madonna[71] e o trabalho colaborativo de Brian Eno e David Byrne.[57] "Betrayal" é uma música trip hop minimalista com um trompete e uma interpolação de Gnossienne No. 1 de Erik Satie.[57][28] Sua letra é sobre o relacionamento conturbado de Madonna com sua falecida madrasta, Joan Ciccone.[34][37] "The Test", um dueto de trip hop[71] e ambient[57] com a filha de Madonna, Lola Leon, descreve como a fama de Madonna as afetou.[57] Críticos da Slant Magazine, Pitchfork e The Guardian consideraram que era uma sequência de "Little Star" (1998), de Madonna, que também foi escrita sobre Leon.[27][74][28] A última faixa, "L.E.S. Girl", descreve as memórias de Madonna da vida musical pré-estrelato na cidade de Nova York e termina com a frase repetida "tudo desaparece".[74] Descrita como uma "canção de ninar onírica", apresenta violão e foi comparada a Ray of Light.[74]

Lançamento

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Madonna começou a mencionar publicamente uma sequência de Confessions on a Dance Floor, com lançamento previsto para 2025.[75][10] Durante 2025, seguiu dando indícios no Instagram sobre o lançamento do álbum, ao se referir a ele como Confessions on a Dance Floor Part 2, Confessions Part Deux e Confessions Part 2.[b] Madonna postou várias fotos da época de Confessions e resgatou visuais clássicos da divulgação do álbum.[77][78] Antes do lançamento do álbum seguinte, Madonna disponibilizou uma edição comemorativa pelos vinte anos de Confessions on a Dance Floor em plataformas de streaming e lojas digitais, bem como a primeira prensagem em vinil do álbum e uma edição em vinil de The Confessions Tour (2006) para a Record Store Day.[79][80] Em setembro de 2025, Madonna fez a primeira participação em um podcast, no episódio de On Purpose with Jay Shetty.[81] Na ocasião, revelou os títulos de duas faixas do álbum: "Fragile" e "Forgive Yourself".[12] A sequência de Confessions on a Dance Floor ainda foi apontada por veículos como Clash, Esquire, The Fader, Rolling Stone e Variety como um dos álbuns mais aguardados de 2026.[c]

Em 14 de abril de 2026, Madonna apagou todas as postagens no Instagram e substituiu a foto de perfil por uma imagem desfocada.[87] O seu website oficial também foi atualizado com uma série de designs que traziam os textos "Confessions on a Dance Floor", "Confessions II" e "COADF2", seguidos de uma imagem estática de um alto-falante prateado entre as pernas de Madonna, com música ambiente.[88][89] Na foto, Madonna aparece com uma versão "brilhante" das botas de cadarço da Saint Laurent, feitas sob medida.[90] No dia seguinte, Madonna oficializou o anúncio do álbum no Instagram.[91] Simultaneamente, começou a pré-venda, incluindo CD, vinil e cassete,[92] e cartazes apareceram em grandes cidades.[25]

Em 24 de abril de 2026, Madonna anunciou uma edição exclusiva em vinil picture disc do álbum como parte de sua parceria com o Grindr.[93] Em 27 de maio de 2026, Madonna anunciou uma parceria com o Bilt Rewards, incluindo uma versão exclusiva em vinil de edição limitada do álbum e festas de lançamento exclusivas para membros.[94] Em 29 de junho de 2026, ela anunciou um vinil de edição limitada, distribuído exclusivamente nos eventos House of Confessions do TikTok.[95] Ela também lançará versões digitais alternativas do álbum, intituladas Icon Edition e The Film Edition.[96][97] A Icon Edition inclui uma faixa adicional, "Hot Sauce", lançada como parte de sua parceria com a Absolut Vodka.[96][98]

Promoção

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Em 24 de abril de 2026, foi revelada a parceria de Madonna com o aplicativo de rede geossocial Grindr para promover a campanha do álbum, incluindo conteúdo exclusivo de bastidores.[93] A partir de 1º de maio, um comercial do álbum estrelado por Madonna e Anna Wintour, filmado durante o desfile de moda da Dolce & Gabbana em Milão, foi exibido em cinemas selecionados antes de The Devil Wears Prada 2.[99] Em 14 de maio de 2026, a lista de faixas padrão do álbum apareceu em pôsteres nas principais cidades globais, contendo 12 faixas.[100] Em 12 de junho de 2026, Madonna anunciou uma parceria com a Absolut Vodka chamada Absolut Icon, apresentando um cardápio de quatro coquetéis diferentes, feitos com Absolut Tabasco e inspirados no álbum, disponíveis em diversos bares, casas noturnas e locais de entretenimento.[101] Uma versão alternativa de "Read My Lips", subtitulada "FIFA Version", foi lançada em 25 de junho de 2026 na edição bônus do Official FIFA World Cup 2026 Album, a coletânea oficial da Copa do Mundo da FIFA de 2026.[102] No dia seguinte, a BBC One exibiu o especial de televisão Madonna & Graham, no qual Madonna foi entrevistada por Graham Norton no Koko, em Londres, com participações de Price e Kylie Minogue.[103][104]

Em 29 de junho de 2026, Madonna anunciou uma parceria promocional com a rede social TikTok.[95] Como parte da colaboração, ela apresentou um evento interativo em 2 de julho de 2026, em Londres, com uma audição exclusiva e antecipada do álbum, transmitida ao vivo por estações de rádio da iHeartRadio e no TikTok.[95][105] Nos dias 3 e 4 de julho de 2026, o TikTok realizou eventos imersivos chamados TikTok House of Confessions em Nova Iorque e Londres, oferecendo produtos exclusivos e oportunidades de criação de conteúdo inspirados no álbum.[95]

Singles e outras canções

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Kylie Minogue aparece em um remix de "Love Sensation".

Madonna apresentou uma prévia da faixa de abertura "I Feel So Free" em um vídeo de 60 segundos junto com o anúncio do álbum.[106] A canção completa estreou na Pride Radio da iHeartRadio em 17 de abril de 2026, sendo lançada nas plataformas de streaming no dia seguinte.[107] A canção liderou a parada Dance/Mix Show Airplay, tornando-se o primeiro sucesso de Madonna a alcançar o topo de uma parada de rádio da Billboard em 18 anos.[108]

"Bring Your Love" com Carpenter foi lançada como primeiro single do álbum em 30 de abril de 2026.[109] A canção foi enviada para rádios adultas contemporâneas a partir de 4 de maio.[110] O videoclipe que acompanha a faixa foi lançado em 15 de junho de 2026,[111] e recebeu duas indicações para o MTV Video Music Awards de 2026.[112] A canção alcançou a 91ª posição na Billboard Global 200[113] e a 74ª na Billboard Hot 100.[114] No Reino Unido, chegou ao 29º lugar na parada de singles[115] e estreou no topo da parada de airplay britânica,[116] tornando-se a primeira canção de Madonna em 18 anos a entrar na playlist A-List da BBC Radio 1.[117] Além disso, liderou a parada de airplay da Itália[118] e figurou entre as 20 mais tocadas nas paradas radiofônicas da Espanha[119] e da Valônia.[120]

O segundo single, "Love Sensation", foi lançado em 4 de junho de 2026.[121] A canção alcançou o topo da parada Dance Airplay.[122] Seu remix com a cantora australiana Kylie Minogue foi lançado em 6 de agosto de 2026 e alcançou o oitavo lugar na parada de singles britânica, tornando-se a entrada mais alta de Madonna desde 2009.[123][124] "Danceteria" foi lançada como terceiro single do álbum em 10 de julho de 2026.[125]

Aparições e apresentações ao vivo

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Em 17 de abril de 2026, Madonna juntou-se à cantora estadunidense Sabrina Carpenter no palco principal do festival Coachella, onde apresentaram a inédita "Bring Your Love", juntamente com "Vogue" e "Like a Prayer".[126] Em 14 de maio, foi anunciado que Madonna faria parte do primeiro show de intervalo da história da Copa do Mundo FIFA, se apresentando ao lado de Shakira, BTS e Justin Bieber em 19 de julho de 2026 durante a última partida da 23ª edição do campeonato, no MetLife Stadium em East Rutherford.[127][128] Em 4 de junho de 2026, ela fez um show surpresa e gratuito do Mês do Orgulho no The Square, na Times Square, produzido e transmitido ao vivo pelo Grindr. Ela apresentou "I Feel So Free", "Bring Your Love" e "Love Sensation", além de "I Love New York", "Get Together" e "Hung Up".[129][130] Em 13 de junho de 2026, o DJ e produtor musical holandês Martin Garrix estreou a faixa "Bizarre" durante uma apresentação no Barclays Center no Brooklyn, Nova Iorque.[131]

Madonna e Price iniciaram a série de festas em clubes privados intitulada Club Confessions, durante as quais apresentaram faixas do álbum. A primeira festa ocorreu em 25 de abril de 2026, no The Abbey, em West Hollywood, Califórnia, e incluiu prévias de "Love Sensation" e "One Step Away".[132] A segunda festa, realizada em 23 de junho de 2026 no Paradis Latin, em Paris, contou com Arca apresentando uma prévia de seu remix para "The Test".[133] Outra festa ocorreu em 2 de julho de 2026, em Londres.[134] A quarta festa foi realizada em 11 de julho de 2026 no Knockdown Center na cidade de Nova Iorque.[135] A quinta festa foi realizada em 1 de agosto de 2026 no AFAS Live em Amsterdã como parte do WorldPride durante o Pride Amsterdam. Kylie Minogue juntou-se a Madonna e Price no palco durante "Love Sensation" e "Sorry".[136]

Filme musical

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O filme musical que acompanha o álbum, Confessions II – The Film (2026), desenvolvido em torno das seis primeiras faixas, foi dirigido por TORSO (David Toro e Solomon Chase). O filme é estrelado por Madonna, com participações de Arca, Archie Madekwe, Benedict Cumberbatch, Cole Palmer, Debi Mazar, Gwendoline Christie, Honey Dijon, João Pedro, Julia Garner, Kate Moss, Odessa A'zion, Richard E. Grant, Shygirl e Lourdes Leon.[137] O filme estreou em 5 de junho de 2026, no Beacon Theatre, na cidade de Nova Iorque, durante o Festival de Cinema de Tribeca, seguido por conversa de Madonna e os diretores com Anderson Cooper substituindo o moderador inicialmente anunciado, Jimmy Fallon.[138] Foi lançado no YouTube em 8 de junho de 2026.[139] Recebeu oito indicações ao MTV Video Music Awards de 2026, incluindo Vídeo do Ano.[140]

Recepção da crítica

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Críticas profissionais
Pontuações agregadas
FonteAvaliação
AnyDecentMusic?7.6/10[141]
Metacritic82/100[142]
Avaliações da crítica
FonteAvaliação
AllMusic4.5 de 5 estrelas.[143]
The Daily Telegraph4 de 5 estrelas.[144]
The Guardian4 de 5 estrelas.[40]
The Independent4 de 5 estrelas.[45]
Mojo4 de 5 estrelas.[50]
NME4 de 5 estrelas.[71]
Pitchfork8.1/10[74]
Rolling Stone4 de 5 estrelas.[68]
Slant Magazine4.5 de 5 estrelas.[43]
The Times4 de 5 estrelas.[145]

Confessions II foi aclamado pela crítica.[146] Críticos do The Guardian, The Independent, NME e Shatter the Standards o classificaram como o melhor álbum de Madonna desde Confessions on a Dance Floor.[d] Segundo o agregador de críticas Metacritic, Confessions II recebeu "aclamação universal", com base em uma pontuação média ponderada de 82 de 100, derivada de 18 avaliações de críticos.[142] O AnyDecentMusic? atribuiu ao álbum uma nota de 7.6 em 16 com base em dez avaliações.[141]

Mark Savage, da BBC, afirmou que "esta é a vez em que mais chegamos perto de ouvir a verdadeira Madonna desde Ray of Light (1998)".[148] Alexis Petridisn do The Guardian, descreveu-o como uma "viagem nostálgica pelas pistas de dança", sugerindo que a obra "poderia até atrair de volta alguns 'apóstatas': uma reconciliação com o seu passado que é um bom presságio para o seu futuro".[40] Roisin O'Connor, do The Independent, descreveu-o como "uma celebração da pista de dança", "projetada para fazer você se mexer ou, de fato, suar".[45] Nick Levine, da NME, opinou que a maior parte do álbum "funciona porque é obra cuidadosa de uma club kid de talento incomum, que ainda sente o poder da música dance na pele e na alma".[71] Neil McCormick, do The Telegraph, escreveu que "a sequência pode não estar exatamente à altura do original, mas certamente é boa o suficiente para manter a franquia em movimento", acrescentando que ela "deixa claro que a rainha da dança, que reina há tanto tempo, não pretende abdicar por vontade própria".[144] Eu sua avaliação para a Mojo, Lucy O'Brien opinou: "Após uma longa e ansiosa espera de sete anos, Madonna finalmente se reconecta às suas raízes da cultura de clubes com um disco de força xamânica".[50] John Earls, da Classic Pop, acreditava que o álbum relembrou o público em geral de "por que [Madonna] dominou absolutamente a música pop por tanto tempo".[37] Neil Z. Yeung, do AllMusic, considerou este o melhor álbum dela em décadas, elogiando a profundidade das letras e a qualidade da produção.[143]

O crítico do The Times, Will Hodgkinson, considerou o álbum um dos mais pessoais de Madonna até o momento, escrevendo que ele "vai ao cerne" de quem ela é.[145] Ludovic Hunter-Tilney, do Financial Times, sentiu que "há um senso geral de propósito que estava ausente de sua música desde 2005", mas que "nada atinge o patamar de 'Hung Up'".[67] Em sua crítica para o The Observer, Kitty Empire escreveu: "A ideia da pista de dança como refúgio não perde a veracidade pela repetição. Mas uma abordagem mais inovadora para a velha mensagem de lotar a pista [...] poderia muito bem ter elevado este disco, que já é muito bom, a um patamar de grandeza absoluta".[60] Shaad D'Souza da Pitchfork deu ao álbum uma classificação de 8.1 em 10, chamando-o de "não apenas um álbum aceitável, mas excelente" e elogiando Madonna por mostrar a "inteligência emocional pop e sórdida de seu melhor trabalho". Ele concluiu: "Ela pode ter inventado e aperfeiçoado o tropo da reinvenção pop, mas este pode ser o mais impressionante até agora".[74] Em sua crítica para a Rolling Stone, Rob Sheffield escreveu que Madonna revisita sonhos de juventude de conquistar o planeta e "demonstra de forma espetacular como os tornou realidade".[68] Em sua resenha para a Crack, Alim Kheraj descreveu o álbum como "coeso e multifacetado" e como a "obra de uma mestra reafirmando-se após um período de exílio", comparando-o aos lançamentos que se seguiram a Confessions on a Dance Floor.[33]

Eric Henderson, da Slant Magazine, descreveu Confessions II como o trabalho "mais focado e coeso" de Madonna em décadas e sua declaração "mais galvanizadora e de tirar o fôlego" desde Confessions on a Dance Floor.[43] Em sua crítica, a Billboard resumiu que, em Confessions II, Madonna "oscila entre insegurança e onipotência, franqueza e camp, fortalecimento espiritual e libido".[35] Katie Bain, da Billboard, classificou o álbum como "impressionante", descrevendo-o como uma abordagem moderna da club music que, simultaneamente, evoca eras anteriores do gênero sem jamais cair no pastiche.[46] O crítico Steven J. Horowitz, da Variety, definiu o álbum como um "disco palpável que celebra a euforia da pista de dança ao mesmo tempo em que abraça sua mística", além de um lembrete de que Madonna reinava na pista de dança "como se nem um segundo sequer tivesse passado".[36] Jeff Nelson, da People, considerou-o o melhor álbum de Madonna em décadas. Ele o descreveu como "uma odisseia sonora épica que celebra a história da dance music — e a sua própria carreira icônica", acrescentando que o disco "emprega com maestria todas as marcas registradas [...] de um álbum clássico de Madonna".[39] Robin Murray, da Clash, descreveu-o como um "momento inovador" na carreira de Madonna e "seu álbum mais energético e absolutamente irresistível em mais de uma década".[29] Jason Landry, escrevendo para a Soundwaves, afirmou que o álbum destaca os "vocais clássicos e as batidas contagiantes" de Madonna, provando que a Rainha do Pop é também a rainha da pista de dança.[31] Ed Power, do The Irish Times, descreveu-o como o álbum mais confiante de Madonna em anos.[44]

Em uma crítica mais mista, Paolo Ragusa, da Consequence, considerou que, embora Madonna e Price ainda conseguissem "dar uma ótima festa", o álbum reciclava ideias familiares e trazia pouca novidade.[47] John Murphy, da musicOMH, escreveu que "a Rainha do Pop continua reinando absoluta", mas sentiu que a energia da primeira parte estava se esgotando no final.[149] Thomas H. Green, do The Arts Desk, destacou que o álbum misturava "o genérico com pepitas de ouro". Ele também descreveu o álbum como uma "afronta ousada e legítima àqueles que tentam enquadrar as veteranas da cultura pop feminina em categorias dessexualizadas", mas com a sensação de que faltava uma "Madonna contemplativa e madura sem autoconsciência forçada".[150] Spencer Kornhaber, da revista The Atlantic, considerou o álbum uma "trilha sonora de verão perfeitamente aceitável". No entanto, ele criticou a composição das músicas e opinou que o álbum soava como algo feito por inteligência artificial.[151]

Desempenho comercial

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No dia de seu lançamento, Confessions II registrou 13.068.922 reproduções no Spotify, marcando a maior estreia na plataforma para uma artista solo feminina cuja carreira começou na década de 1980 e a segunda maior estreia para qualquer artista solo que estreou antes de 2000, atrás de Las Mujeres Ya No Lloran (2024) de Shakira.[152]

Segundo dados da Luminate divulgados pela Billboard, o álbum alcançou 134 mil unidades equivalentes a álbuns em sua primeira semana nos Estados Unidos, compreendendo 114 mil vendas de álbuns físicos (incluindo 59 mil vendas de vinil), 19 mil unidades equivalentes a streaming (de 20.1 milhões de reproduções oficiais sob demanda) e mil unidades equivalentes a faixas. Com esses números, estreou no topo da Billboard 200, em primeiro lugar na parada Top Album Sales e em trigésimo segundo lugar na parada Top Streaming Albums. Em termos de unidades, marcou a maior semana para um álbum de dance music em 2026 e as melhores vendas semanais de um álbum de Madonna desde que a Billboard 200 passou a medir unidades equivalentes a álbuns em 2014. Além disso, foi a sua maior semana de streaming da carreira para um álbum, as suas maiores vendas semanais de álbuns puros desde 2015 e as suas maiores vendas semanais de vinil desde que a Luminate começou a contabilizar as vendas em 1991. Ela também se tornou o primeiro ato musical a alcançar o topo da Billboard 200 na década de 2020 e em outras três décadas.[153] Confessions II é o seu décimo álbum número um nos Estados Unidos, tornando-a a quarta artista a ter pelo menos dez números um tanto na Billboard 200 quanto na Billboard Hot 100.[153] O álbum também registrou a maior semana de estreia de Madonna nos Estados Unidos desde MDNA (2012).[153]

No Reino Unido, o álbum estreou em primeiro lugar na parada UK Albums Chart, com 48.502 unidades equivalentes a álbuns vendidas na primeira semana, sendo 35.445 cópias físicas, 6.577 downloads e 6.480 streams equivalentes a vendas.[154] O álbum ultrapassou as 27.227 unidades vendidas na primeira semana de seu antecessor, Madame X (2019), em seu primeiro dia de lançamento, alcançando seu maior volume de vendas na primeira semana desde seu último álbum número um no país, MDNA (2012).[155][156] Madonna se tornou a primeira artista feminina estadunidense a emplacar um álbum número um no país em cinco décadas diferentes.[156] Confessions II foi seu 13º álbum número um no Reino Unido, empatando com Elvis Presley pelo quarto maior total de álbuns número um entre todos os artistas.[157]

Na França, o álbum estreou em primeiro lugar na parada de álbuns da SNEP com 25.491 unidades equivalentes a álbuns, marcando a maior estreia de 2026 tanto para um álbum de uma artista feminina quanto para um álbum pop.[158][159] Também se tornou o primeiro álbum número um de Madonna na França desde Hard Candy (2008).[160] Ao redor da Europa, estreou em primeiro lugar na Áustria,[161] Bélgica (Flandres e Valônia),[162][163] Finlândia,[164] Itália,[165] Holanda[166] e Suíça,[167] bem como em segundo lugar na Alemanha[168] e Irlanda.[169] Na Austrália, Confessions II estreou no topo da parada de álbuns da ARIA, tornando-se o 13º álbum de Madonna a alcançar o topo das paradas e dando a ela o quarto maior número de álbuns número um entre todos os artistas.[170] Na Nova Zelândia, estreou na segunda posição do gráfico Aotearoa Top 40 Albums.[171]

Madonna recebeu onze indicações ao MTV Video Music Awards de 2026, incluindo Artista do Ano, o que a tornou a artista mais nomeada do ano e foi o maior número de nomeações que ela recebeu em um único ano.[172]

Awards and nominations
Premiação Data Categoria Resultado Ref.
Queerty Awards 10 de março de 2026 Next Big Thing Nomeado [173]

Lista de faixas

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Confessions II – Edição digital padrão[174][175]
N.ºTítuloCompositor(es)Produtor(es)Duração
1."I Feel So Free"
4:59
2."Good for the Soul"
  • Ciccone
  • Price
  • Madonna
  • Price
3:08
3."One Step Away"
  • Ciccone
  • Price
  • Madonna
  • Price
4:23
4."Bring Your Love" (com Sabrina Carpenter)
  • Ciccone
  • Price
  • Kevin Saunderson
  • Roy Holman
  • Shanna Jackson
  • Madonna
  • Price
  • Parisi[a]
3:42
5."Danceteria"
3:55
6."Read My Lips" (com Feid)
4:46
7."Everything"
  • Ciccone
  • Price
  • Madonna
  • Price
  • Parisi[a]
4:09
8."Love Sensation"
  • Ciccone
  • Price
  • Madonna
  • Price
3:47
9."Love Without Words"
  • Ciccone
  • Price
  • Madonna
  • Price
  • Parisi[a]
4:20
10."Bizarre" (com Martin Garrix)
  • Madonna
  • Price
  • Garrix
  • Osrin
4:05
11."School"
  • Ciccone
  • Price
  • Jessica Ashley Karpov
  • Lanita Smith
  • Matthew Fonson
  • Mustapha Monla
  • Scott Carter
  • Alexander Prawl
  • Madonna
  • Price
  • Smith
  • Triangle Park
  • Mustapha LeBeau
4:23
12."Fragile"
  • Ciccone
  • Price
  • Madonna
  • Price
4:19
13."My Sins Are My Savior" (com part. de Stromae)
  • Ciccone
  • Price
  • Anders Hansson
  • Timothy Norell
  • Paul Van Haver
  • Lars Hakansson
  • Peo Thyrén
  • Per Allan Uggla
  • Madonna
  • Price
3:20
14."Betrayal"
  • Madonna
  • Price
  • Mirwais
  • Parisi[a]
4:08
15."The Test" (com Lola Leon)
  • Madonna
  • Price
  • Arca[a]
3:38
16."L.E.S. Girl"
  • Ciccone
  • Price
  • Watt
  • Walter
  • Madonna
  • Price
  • Watt
  • Cirkut
2:50
Duração total:63:52

Notas

  • ↑[a] denota um produtor adicional.
  • ↑[b] denota um remisturador.
  • ↑[c] denota um produtor principal e remisturador.
  • As faixas são mixadas de forma contínua, semelhante ao que acontece em Confessions on a Dance Floor (2005).[180]
  • "Love Sensation", "Betrayal", "The Test" e "L.E.S. Girl" foram omitidas nas edições padrões físicas de 12 faixas.[181]
  • A edição do Apple Music inclui um vídeo teaser como faixa 17.[174]
  • A edição Instrumentals inclui a lista de faixas da edição padrão digital e, na sequência, as versões instrumentais de todas as 16 faixas.[182]
  • A edição do Grindr contém as gravações ao vivo da apresentação realizada por Madonna na Times Square em 4 de junho de 2026.[178]

Créditos de samples e interpolações

Créditos e colaboradores

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Créditos adaptados do website oficial de Madonna[183] e do Tidal.[184]

  • Gravado em:
    • Bentley House Studios, Nova Iorque (faixas 1, 6)
    • Start Here, Londres (faixas 1, 2, 4–16)
    • Republic Studios, Nova Iorque (faixas 3, 4, 7, 10, 12, 15)
    • Electric Lady Studios, Nova Iorque (faixa 4)
    • Taylor Studio, Londres (faixa 11)
    • The Park House Studio (faixa 11)
  • Mixado no Start Here, Londres
  • Masterizado no Sterling Sound, Los Angeles
  • Masterização do vinil no Abbey Road Studios, Londres
  • Madonna – vocais (todas as faixas), vocais de apoio (faixa 1)
  • Stuart Price – Programação (1–4, 7, 9), teclados (1, 3, 4, 6–8, 11–15), baixo (1, 3, 4, 6, 7, 9–11, 13–15), baterias (1, 4, 7, 9), cordas (1), violão (2, 6, 7, 12, 15), arranjo das cordas (3, 6, 12–14), programação adicional (5, 16), teclados adicionais (5), programação de bateria (6, 8, 10–14), vocais de apoio (8)
  • Arca – programação (1, 15), teclados (1)
  • Lil Louis – vocais adicionais (1)
  • Marco Parisi – baixo (4, 7, 9), teclados (4, 9, 14), sintetizador (7), trompete (14)
  • Giampaolo Parisi – baterias, programação (4, 7, 9); programação adicional (14), efeitos sonoros (14)
  • Sabrina Carpenter – vocais (4)
  • Andrew Watt – violão, teclados (5, 16); baixo (5), baterias (16)
  • Cirkut – teclados, programação (5); programação de bateria, baterias (16)
  • Tainy – baixo, programação de bateria (6)
  • Feid – vocais (6)
  • Martin Garrix – programação de bateria, teclados (10)
  • Mustapha LeBeau – teclados (11)
  • Estere – vocais (12)
  • Stella – vocais (12)
  • Stromae – vocais (13)
  • Mirwais Ahmadzaï – programação de bateria, teclados (14)
  • Kamilla Arku – piano (14)
  • Lola Leon – vocais (15)
  • Madonna – produtora executiva
  • Stuart Price – produtor executivo, engenharia, mixagem (1–15); engenharia vocal (2, 10)
  • Laura Sisk – engenharia (4)
  • Lanita Smith – engenharia (11)
  • Robot Scott Carter – engenharia (11)
  • Lauren D'Elia – engenharia vocal (10)
  • Henry Elkind – assistência em engenharia (1, 6)
  • Jeremy Brown – assistência em engenharia (1, 6)
  • Luke Volkert – assistência em engenharia (1, 6)
  • Theo Rogers – assistência em engenharia (1, 6)
  • Varun Jhunjhunwalla – assistência em engenharia (1, 6)
  • Gloria Colston – assistência em engenharia (3, 4, 7, 12, 15)
  • Jack Manning – assistência em engenharia (4)
  • Jagger Price – assistência em mixagem (1–3)
  • Pepe – mixagem de stems (10)
  • Cirkut – mixagem (16)
  • Ruairi O'Flaherty – masterização
  • Miles Showell – masterização da versão em vinil
  • Danny Zook – autorizações de uso de samples
  • Ron Cabiltes – autorizações de uso de samples

Tabelas musicais

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Tabelas musicais (2026) Melhor
posição
Alemanha (Offizielle Top 100)[168] 2
Alemanha - Pop Albums (Offizielle Top 100)[185] 1
Austrália (ARIA)[186] 1
Áustria (Ö3 Austria)[161] 1
Bélgica (Ultratop Flanders)[162] 1
Bélgica (Ultratop Wallonia)[163] 1
Canadá (Billboard)[187] 1
Chéquia (ČNS IFPI)[188] 10
Croácia - International Albums (HDU)[189] 1
Dinamarca (Hitlisten)[190] 5
Escócia (OCC)[191] 1
Eslováquia (ČNS IFPI)[192] 7
Espanha (PROMUSICAE)[193] 1
Estados Unidos (Billboard 200)[194] 1
Estados Unidos - Top Dance Albums (Billboard)[195] 1
Finlândia (Suomen virallinen lista)[164] 1
França (SNEP)[196] 1
Grécia (IFPI)[197] 6
Hungria (MAHASZ)[198] 1
Irlanda (OCC)[169] 2
Itália (FIMI)[165] 1
Japão (Oricon)[199] 45
Japão - Digital Albums (Oricon)[200] 5
Japão - Hot Albums (Billboard Japan)[201] 80
Japão - Download Albums (Billboard Japan)[202] 5
Lituânia (AGATA)[203] 31
Noruega (IFPI Norge)[204] 8
Nova Zelândia (RMNZ)[171] 2
Países Baixos (