Geologia
| Artigos sobre |
| Geologia |
|---|
| Índice · Visão geral · Categoria · Glossário · História · Cronologia |
| Portal de Geologia |

Geologia é um ramo das ciências naturais que estuda a Terra e outros corpos celestes, as rochas que os compõem e os processos que os transformam.[1] O nome vem do grego antigo γῆ, gê, "terra", e -λογία, -logía, "estudo" ou "discurso".[2][3] A geologia tem muitos pontos em comum com as demais ciências da Terra, incluindo a hidrologia, e se integra à ciência do sistema terrestre e à planetologia.
A geologia estuda a estrutura da Terra, na superfície e em seu interior, e os processos que a formaram. Os geólogos examinam a composição mineralógica das rochas para compreender como elas se formaram. A geologia determina as idades relativas das rochas de um local, e a geoquímica, um de seus ramos, determina suas idades absolutas.[4] Com métodos da petrologia, da cristalografia e da paleontologia, os geólogos reconstituem a história geológica da Terra como um todo. Parte desse trabalho consiste em determinar a idade da Terra. A geologia também fornece os dados que sustentam a tectônica de placas, a história evolutiva da vida e o conhecimento dos climas do passado.
Os geólogos estudam as propriedades e os processos da Terra e de outros planetas terrestres. Para compreender a estrutura e a evolução do planeta, realizam trabalhos de campo, análises de rochas, investigações geofísicas, análises químicas, experimentos físicos e modelagem numérica. A geologia tem aplicações na pesquisa e na extração de recursos minerais e hidrocarbonetos, na avaliação de recursos hídricos, no estudo de perigos naturais, na recuperação de áreas com problemas ambientais e na compreensão das mudanças climáticas do passado. É uma disciplina acadêmica que fundamenta a engenharia geológica e também é aplicada à engenharia geotécnica.
Materiais geológicos
[editar | editar código]A maior parte dos dados geológicos vem da pesquisa de materiais sólidos da Terra. Meteoritos e outros materiais naturais extraterrestres também são estudados por métodos geológicos.
Minerais
[editar | editar código]Os minerais são elementos e compostos naturais com composição química homogênea e definida e um arranjo atômico ordenado. Substâncias amorfas semelhantes a minerais às vezes recebem o nome de mineraloides, embora haja exceções, como a georgeíta e a autunita. Algumas substâncias amorfas formadas por processos geológicos são classificadas como minerais quando a substância original era um mineral antes da metamictização.[5]
Cada mineral tem propriedades físicas próprias, que podem ser determinadas por testes. Esses testes são usados com frequência para reconhecer os minerais. As amostras podem ser examinadas quanto às seguintes propriedades.[6]
- Cor. Os minerais são agrupados pela cor, que geralmente auxilia na identificação, embora impurezas possam alterá-la.
- Traço. A amostra é riscada sobre uma placa de porcelana. A cor do traço ajuda a reconhecer o mineral.
- Dureza. É a resistência do mineral a riscos ou à penetração de um objeto em sua superfície.
- Forma de ruptura. O mineral pode apresentar fratura, com superfícies irregulares, ou clivagem, com ruptura ao longo de planos paralelos próximos entre si.
- Brilho. É a qualidade da luz refletida pela superfície do mineral, que pode ter brilho metálico, nacarado, ceroso ou fosco.
- Densidade relativa. É o peso de um determinado volume do mineral.
- Efervescência. O teste consiste em pingar ácido clorídrico sobre o mineral para observar se há formação de bolhas.
- Magnetismo. Um ímã é usado para verificar se o mineral apresenta propriedades magnéticas.
- Sabor. Alguns minerais têm sabor característico, como a halita, que tem gosto de sal de cozinha.
Rochas
[editar | editar código]
Uma rocha é uma massa sólida ou um agregado de minerais ou mineraloides formado na natureza. Grande parte da pesquisa geológica se dedica às rochas, que guardam a maior parte das informações sobre o passado geológico da Terra. Há três tipos principais de rocha, as ígneas, as sedimentares e as metamórficas. O ciclo das rochas apresenta as relações entre elas, como mostra o diagrama.[7]
Quando uma rocha se solidifica ou se cristaliza a partir de material fundido, magma ou lava, ela é uma rocha ígnea.[8] O escoamento de rocha fundida é estudado em detalhe pela vulcanologia, e a petrologia ígnea procura reconstituir a formação das rochas ígneas desde o material fundido de origem até a cristalização final.[9]
As rochas podem sofrer intemperismo e erosão, ser redepositadas e passar pela litificação, formando uma rocha sedimentar. As rochas sedimentares são divididas principalmente em quatro grupos, arenitos, folhelhos, carbonatos e evaporitos. Essa classificação considera o tamanho das partículas sedimentares no caso dos arenitos e folhelhos, e a mineralogia e os processos de formação, carbonatação e evaporação, nos demais grupos.[10] O calor e a pressão podem transformar rochas ígneas e sedimentares em rochas metamórficas, alterando sua composição mineral e produzindo uma trama característica. Os três tipos podem voltar a se fundir, formando novo magma, do qual pode se solidificar outra rocha ígnea. Materiais orgânicos, como carvão, betume, petróleo e gás natural, ocorrem principalmente em rochas sedimentares ricas em matéria orgânica.[11]
Para estudar os três tipos de rocha, os geólogos avaliam os minerais que as compõem e outras propriedades físicas, como a textura e a trama.
Materiais não litificados
[editar | editar código]Os geólogos estudam os materiais não litificados, chamados de depósitos superficiais, que recobrem a rocha de base.[12] Esse campo costuma receber o nome de geologia do Quaternário, em referência ao Quaternário, o período mais recente do tempo geológico.[13]
Estrutura da Terra
[editar | editar código]Tectônica de placas
[editar | editar código]
Na década de 1960, descobriu-se que a litosfera terrestre, formada pela crosta e pela porção rígida mais externa do manto superior, está dividida em placas tectônicas. Elas se movem sobre uma porção sólida do manto superior que se deforma plasticamente, a astenosfera. Essa teoria se apoia em observações como a expansão do fundo oceânico[15][16] e a distribuição das montanhas e da atividade sísmica pelo planeta.[17]
O movimento das placas na superfície está intimamente acoplado à convecção do manto, a transferência de calor provocada pelo movimento lento das rochas dúcteis do manto. As porções oceânicas das placas e as correntes de convecção adjacentes do manto se movem sempre na mesma direção, pois a litosfera oceânica é a camada limite térmica rígida superior do manto em convecção. Esse acoplamento entre as placas rígidas que se movem na superfície terrestre e o manto em convecção recebe o nome de tectônica de placas.[18]
A tectônica de placas deu uma base física a muitas observações sobre a Terra sólida. Longas faixas lineares de estruturas geológicas correspondem aos limites entre placas.[19]

- As dorsais oceânicas, elevações do fundo do mar com fontes hidrotermais e vulcões, correspondem a limites divergentes, onde duas placas se afastam.
- Os arcos de vulcões e terremotos correspondem, na teoria, a limites convergentes, onde uma placa mergulha sob outra, em um processo de subducção.
- Nos limites transformantes, como o sistema da falha de Santo André, as placas deslizam horizontalmente uma ao lado da outra.
A tectônica de placas forneceu um mecanismo para a teoria da deriva continental de Alfred Wegener,[20] na qual os continentes se deslocam pela superfície terrestre ao longo do tempo geológico. Também explicou a força que provoca a deformação da crosta e deu uma nova base às observações da geologia estrutural. A capacidade de reunir essas observações em uma única teoria sobre o movimento da litosfera acima do manto em convecção fez da tectônica de placas uma "grande teoria unificadora da geologia".[21][22]
Estrutura interna
[editar | editar código]
Os avanços da sismologia, da modelagem computacional e da mineralogia e cristalografia em altas temperaturas e pressões permitem compreender a composição e a estrutura internas da Terra.[23]

Os sismólogos usam os tempos de chegada das ondas sísmicas para produzir imagens do interior terrestre. Os primeiros avanços nessa área mostraram a existência de um núcleo externo líquido, no qual as ondas de cisalhamento não se propagam, e de um núcleo interno sólido e denso. Essas descobertas levaram a um modelo da Terra dividido em camadas, com a litosfera, incluindo a crosta, na parte mais externa, o manto abaixo dela, com descontinuidades sísmicas a 410 e 660 km de profundidade, e os núcleos externo e interno mais abaixo.[24][25] Desde a década de 1970, técnicas como a inversão sísmica da forma de onda completa permitem criar imagens detalhadas das velocidades das ondas no interior da Terra, de modo semelhante à tomografia computadorizada usada na medicina. Essas imagens ampliaram o detalhamento do interior terrestre e permitiram substituir o modelo simplificado de camadas por outro muito mais dinâmico.[26][24]
Os mineralogistas combinam dados de pressão e temperatura obtidos por estudos sísmicos e de modelagem com o conhecimento da composição elementar da Terra. Com isso, reproduzem essas condições em experimentos e medem as mudanças na estrutura cristalina.[27] Esses estudos explicam as mudanças químicas nas principais descontinuidades sísmicas do manto[25] e permitem determinar as estruturas cristalográficas esperadas no núcleo interno da Terra.[28]
Tempo geológico
[editar | editar código]A escala de tempo geológico abrange a história da Terra.[29] Seu limite mais antigo corresponde às idades dos primeiros materiais do Sistema Solar, de 4,567 bilhões de anos,[30] e à formação da Terra, há 4,54 bilhões de anos,[31][32] que dá início ao Hadeano, uma divisão do tempo geológico. No outro extremo da escala está o presente, na época do Holoceno.[33]
Escala de tempo da Terra
[editar | editar código]As cinco linhas do tempo abaixo apresentam a escala geológica em proporção. A primeira vai da formação da Terra ao presente, mas deixa pouco espaço para o éon mais recente. A segunda amplia esse éon. A terceira amplia a era mais recente, a quarta amplia o período mais recente e a quinta amplia a época mais recente.





Acontecimentos na Terra
[editar | editar código]
- Há 4,567 Ga, ou bilhões de anos, formação do Sistema Solar.[30]
- Há 4,54 Ga, acreção, ou formação, da Terra.[31][32]
- Há 4,5 Ga, impacto proposto para explicar a formação da Lua.[34]
- Há cerca de 4 Ga, fim do intenso bombardeio tardio e primeiras formas de vida.
- Há cerca de 3,5 Ga, início da fotossíntese.
- Entre 3,2 e 2,3 Ga, transição da crosta de um regime de tampa estagnada para a tectônica de placas.[35]
- Há cerca de 2,3 Ga, oxigenação da atmosfera e primeiro episódio de Terra bola de neve.
- Entre 1,8 e 1,5 Ga, supercontinente Colúmbia.[36]
- Entre 1.100 e 750 Ma, ou milhões de anos, supercontinente Rodínia.[36]
- Entre 730 e 635 Ma, segundo episódio de Terra bola de neve.
- Entre 650 e 540 Ma, supercontinente Panótia.[36]
- Há 541 ± 0,3 Ma, explosão cambriana, com grande diversificação de formas de vida com partes duras, primeiros fósseis abundantes e início do Paleozoico.
- Há cerca de 380 Ma, primeiros animais vertebrados terrestres.
- Entre 300 e 180 Ma, supercontinente Pangeia.[36]
- Há 250 Ma, extinção do Permiano-Triássico, com a morte de 90% dos animais terrestres, fim do Paleozoico e início do Mesozoico.
- Há 66 Ma, extinção do Cretáceo-Paleogeno, com a morte dos dinossauros, fim do Mesozoico e início do Cenozoico.
- Entre 45 e 35 Ma, formação da cordilheira do Himalaia.[37]
- Há cerca de 7 Ma, surgimento dos primeiros hominínios.
- Há 3,9 Ma, surgimento dos primeiros Australopithecus, ancestrais diretos dos seres humanos modernos, Homo sapiens.
- Há 200 ka, ou milhares de anos, surgimento dos primeiros Homo sapiens modernos na África Oriental.
Escala de tempo da Lua
[editar | editar código]
As épocas lunares se baseiam na cronologia dos impactos e recebem os nomes dos grandes impactos que as delimitam. O Ímbrico, por exemplo, recebeu seu nome da formação da bacia do Mare Imbrium. A idade das bacias lunares mais antigas pode ser determinada pela intensidade de seu campo magnético intrínseco, pois a Lua teve um campo magnético que enfraqueceu com o tempo. A idade das crateras pode ser estimada por classificações morfológicas e estratigráficas, já que as crateras mais recentes se sobrepõem às mais antigas e geralmente apresentam menos desgaste por impactos posteriores.[38]
Escala de tempo de Marte
[editar | editar código]
Épocas do Noachiano e do Hesperiano:

Métodos de datação
[editar | editar código]Datação relativa
[editar | editar código]
Os métodos de datação relativa foram desenvolvidos quando a geologia surgiu como ciência natural. Os geólogos usam os princípios a seguir para obter informações sobre o passado geológico e a sequência dos acontecimentos.[39]
O princípio do uniformitarismo estabelece que os processos geológicos que modificam a crosta terrestre no presente atuaram de maneira semelhante ao longo do tempo geológico.[40][41] Um princípio fundamental da geologia, formulado pelo médico e geólogo escocês James Hutton no século XVIII, é que "o presente é a chave do passado". Nas palavras de Hutton, "a história passada do nosso globo deve ser explicada pelo que se pode observar acontecendo no presente".[42]
O princípio das relações intrusivas se refere às intrusões que cortam outras rochas. Quando uma intrusão ígnea corta uma formação de rocha sedimentar, é possível determinar que a intrusão é mais recente que a rocha sedimentar.[43] Entre os tipos de intrusão estão os stocks, lacólitos, batólitos, soleiras e diques.[44]
O princípio das relações de corte se refere à formação das falhas e à idade das sequências que elas atravessam. As falhas são mais recentes que as rochas que cortam. Se uma falha atravessa determinadas formações, mas não as que estão acima delas, as formações cortadas são mais antigas que a falha, e as demais são mais recentes.[41] A identificação de uma camada-guia nessas situações pode ajudar a determinar se a falha é normal ou de empurrão.[45]
O princípio das inclusões e dos componentes estabelece que as inclusões, ou clastos, encontradas em uma formação sedimentar são mais antigas que a formação que as contém.[41] É comum, por exemplo, que cascalhos sejam arrancados de uma formação antiga e incorporados a uma camada mais recente. Algo semelhante ocorre nas rochas ígneas que contêm xenólitos. Esses fragmentos de outras rochas são capturados pelo magma ou pela lava em movimento, incorporados e depois resfriados na matriz. Os xenólitos são, por isso, mais antigos que a rocha que os contém.[46]
O princípio da horizontalidade original estabelece que os sedimentos são depositados em camadas essencialmente horizontais.[41] A observação de sedimentos marinhos e não marinhos em diferentes ambientes sustenta essa generalização. Embora a estratificação cruzada seja inclinada, a orientação geral das unidades que a contêm é horizontal.[45]
O princípio da superposição estabelece que, em uma sequência sedimentar sem perturbação tectônica, cada camada é mais recente que a de baixo e mais antiga que a de cima. Uma camada mais recente não pode se depositar por baixo de outra já existente.[41] Esse princípio permite interpretar as camadas sedimentares como uma cronologia vertical, parcial ou completa, do tempo decorrido entre a deposição da camada inferior e a da superior.[45]
O princípio da sucessão faunística se baseia na ocorrência de fósseis nas rochas sedimentares. Como os organismos existem durante um mesmo intervalo de tempo em diferentes partes do mundo, sua presença, e às vezes sua ausência, permite determinar a idade relativa das formações em que ocorrem.[41] Os princípios da sucessão foram formulados a partir do trabalho de William Smith, quase cem anos antes da publicação da teoria da evolução de Charles Darwin, e se desenvolveram independentemente do pensamento evolutivo. Sua aplicação, porém, exige cuidado com as incertezas da fossilização, a distribuição localizada de tipos de fósseis por mudanças laterais de habitat, ou de fácies nos estratos sedimentares, e o fato de que nem todos os fósseis se formaram simultaneamente em todo o mundo.[47]
Datação absoluta
[editar | editar código]
Os geólogos usam métodos para determinar a idade absoluta de amostras de rocha e de acontecimentos geológicos. Esses métodos podem ser combinados com a datação relativa ou usados para calibrá-la.[49]
No início do século XX, a possibilidade de obter datas absolutas precisas para acontecimentos geológicos com isótopos radioativos e outros métodos impulsionou a pesquisa e mudou a compreensão do tempo geológico. Antes, os geólogos só podiam usar fósseis e correlações estratigráficas para comparar a idade de diferentes sequências de rochas. A datação isotópica permitiu atribuir idades absolutas às unidades rochosas. Essas datas puderam então ser aplicadas a sequências fossilíferas que continham material datável, convertendo as antigas idades relativas em idades absolutas.[50]
Em muitas aplicações geológicas, medem-se as razões isotópicas de elementos radioativos nos minerais para determinar o tempo decorrido desde que a rocha passou por sua temperatura de fechamento. Nessa temperatura, os isótopos usados na datação radiométrica deixam de se difundir para dentro ou para fora da rede cristalina.[51][52] Essas medições são usadas em estudos geocronológicos e termocronológicos. Entre os sistemas isotópicos mais adequados estão urânio-chumbo, rubídio-estrôncio e potássio-argônio.[53] A datação por urânio-tório é usada em carbonato de cálcio.[54]
A datação de camadas de lava e cinza vulcânica em uma sequência estratigráfica permite obter idades absolutas para unidades sedimentares que não contêm isótopos radioativos e calibrar métodos de datação relativa.[55] Esses métodos também permitem determinar a idade de alojamento de plútons. O fracionamento dos elementos da série dos lantanídeos é usado para calcular o tempo decorrido desde que as rochas foram extraídas do manto.[56] Outros métodos são aplicados a acontecimentos mais recentes. A luminescência opticamente estimulada e a datação por radionuclídeos cosmogênicos permitem datar superfícies e determinar taxas de erosão.[57][58] A dendrocronologia pode ser usada para datar formas do relevo.[59] A datação por radiocarbono é aplicada a materiais geologicamente recentes que contêm carbono orgânico.[53]
Evolução geológica de uma área
[editar | editar código]

A. Falhas transcorrentes, nas quais as unidades rochosas deslizam lateralmente uma em relação à outra.
B. Falhas normais, formadas durante a extensão horizontal das rochas.
C. Falhas inversas, ou de empurrão, formadas durante o encurtamento horizontal das rochas.

A geologia de uma área muda à medida que novas unidades rochosas são depositadas ou intrudem outras rochas, e que a deformação altera suas formas e posições.
As unidades rochosas se formam inicialmente por deposição na superfície ou por intrusão nas rochas encaixantes. A deposição pode ocorrer quando os sedimentos se acumulam na superfície terrestre e depois se litificam, formando rochas sedimentares,[60] ou quando materiais vulcânicos, como cinzas[61] e derrames de lava, recobrem a superfície. Intrusões ígneas, como batólitos, lacólitos, diques e soleiras, avançam para cima, penetrando nas rochas sobrejacentes e se cristalizando.[44]
Depois que a sequência inicial se forma, as unidades rochosas podem sofrer deformação e metamorfismo. A deformação costuma resultar de encurtamento horizontal, extensão horizontal ou movimento lateral transcorrente. Esses regimes estruturais correspondem, de modo geral, aos limites convergentes, divergentes e transformantes entre as placas tectônicas, respectivamente.[62]
Sob compressão horizontal, as unidades rochosas encurtam e se tornam mais espessas. Com exceção das lamas, seu volume pouco se altera, de modo que esse ajuste ocorre principalmente por falhamento e dobramento. Na crosta rasa, onde pode ocorrer deformação rúptil, formam-se falhas de empurrão, que deslocam rochas profundas para cima das mais superficiais.[63] Como as rochas profundas costumam ser mais antigas, pelo princípio da superposição, esse movimento pode colocar rochas antigas acima de outras mais recentes.[64] O deslocamento ao longo das falhas também pode produzir dobras, seja porque a superfície da falha não é plana, seja porque as camadas são arrastadas durante o deslizamento, formando dobras de arrasto.[65]
Em maiores profundidades, as rochas se comportam plasticamente e se dobram em vez de se fraturar. Quando a parte central da dobra se arqueia para cima, forma-se uma antiforma. Quando se curva para baixo, forma-se uma sinforma. Se os topos das unidades rochosas ainda apontam para cima, essas estruturas são chamadas, respectivamente, de anticlinais e sinclinais. Quando parte das unidades está invertida, a estrutura recebe o nome de anticlinal ou sinclinal invertido. Se todas as unidades estão invertidas, ou se não é possível determinar a direção original do topo, usam-se apenas os termos mais gerais, antiforma e sinforma.[66]

Pressões e temperaturas ainda mais altas durante o encurtamento horizontal podem provocar dobramento e metamorfismo. O metamorfismo altera a composição mineral das rochas e cria uma foliação, uma estrutura planar resultante do crescimento de minerais sob tensão. Isso pode apagar texturas originais, como a estratificação de rochas sedimentares, as estruturas de fluxo das lavas e os padrões de cristais em rochas cristalinas.[67]
A extensão alonga e afina o conjunto das unidades rochosas. Isso ocorre principalmente por falhas normais e pelo alongamento e afinamento dúcteis. As falhas normais deslocam unidades antes mais altas para baixo das que estavam em posições inferiores. Com isso, unidades mais recentes podem ficar abaixo de outras mais antigas. O alongamento das unidades também pode afiná-las.[68] As rochas situadas em profundidades suficientes para sofrer alongamento dúctil muitas vezes passam por metamorfismo. Ao serem estiradas, podem se separar em corpos lenticulares chamados boudins, palavra francesa para "salsichas", devido à semelhança de forma.
Onde as unidades rochosas deslizam lateralmente umas em relação às outras, formam-se falhas transcorrentes nas partes rasas e zonas de cisalhamento em maiores profundidades, onde a deformação é dúctil.

A formação de novas unidades rochosas por deposição ou intrusão muitas vezes ocorre durante a deformação. O falhamento e outros processos de deformação criam desníveis no relevo, fazendo com que o material da unidade em elevação seja erodido nas encostas e nos canais. Esses sedimentos se depositam sobre a unidade que está rebaixando. O movimento contínuo da falha mantém o desnível apesar do transporte de sedimentos e cria espaço de acomodação para novos depósitos.
Os episódios de deformação muitas vezes ocorrem junto com o vulcanismo e a atividade ígnea.[69] Cinzas e lavas se acumulam na superfície, enquanto intrusões ígneas avançam por baixo. Os diques, intrusões longas e planas, penetram por fraturas e podem se formar em grande quantidade nas áreas em deformação. Isso pode produzir enxames de diques,[70] como os observados no Escudo Canadense,[71] ou anéis de diques ao redor do tubo de lava de um vulcão.
Esses processos não precisam ocorrer no mesmo ambiente nem em uma única ordem. As ilhas do Havaí, por exemplo, são formadas quase inteiramente por camadas de derrames de lava basáltica. As sequências sedimentares do interior dos Estados Unidos e do Grand Canyon, no sudoeste do país, contêm camadas sedimentares quase sem deformação, que permanecem em sua posição desde o Cambriano. Outras áreas têm uma estrutura geológica muito mais intrincada. No sudoeste dos Estados Unidos, rochas sedimentares, vulcânicas e intrusivas passaram por metamorfismo, falhamento, foliação e dobramento. Rochas ainda mais antigas, como o gnaisse Acasta do cráton Slave, no noroeste do Canadá, a rocha mais antiga conhecida no mundo, sofreram tanto metamorfismo que sua origem só pode ser determinada por análises de laboratório.
Esses processos também podem ocorrer em etapas. Em muitos locais, como se observa com clareza no Grand Canyon, as unidades inferiores passaram por metamorfismo e deformação. Depois que a deformação cessou, foram depositadas as unidades superiores, que não sofreram deformação. Embora a formação e a deformação das rochas possam ocorrer em qualquer quantidade e se repetir muitas vezes, esses conceitos orientam a compreensão da evolução geológica de uma área.
Métodos de investigação
[editar | editar código]Os geólogos combinam métodos de campo, de laboratório e de modelagem numérica para reconstituir o passado da Terra e compreender os processos que ocorrem na superfície e em seu interior. As investigações geológicas costumam partir de informações da petrologia, o estudo das rochas, da estratigrafia, o estudo das camadas sedimentares, e da geologia estrutural, o estudo da posição e da deformação das unidades rochosas. Em muitos casos, os geólogos estudam solos, rios, formas do relevo e geleiras, investigam organismos do passado e do presente e processos biogeoquímicos, e usam métodos geofísicos para examinar a subsuperfície. As especialidades da geologia podem ser divididas em geologia endógena e exógena.[72]
Métodos de campo
[editar | editar código]

O trabalho de campo varia conforme o objetivo da investigação. Entre as atividades habituais estão as seguintes.
- Mapeamento geológico.[73]
- Mapeamento estrutural, com a localização das principais unidades rochosas e das falhas e dobras responsáveis por sua disposição.
- Mapeamento estratigráfico, com a localização de fácies sedimentares, litofácies e biofácies, ou o traçado de isópacas, linhas que unem pontos de igual espessura de rocha sedimentar.
- Mapeamento superficial, com a localização de solos e depósitos superficiais.
- Levantamento de formas do relevo.
- Elaboração de mapas topográficos.[74]
- Estudo das mudanças no relevo.
- Padrões de erosão e deposição.
- Mudanças nos canais fluviais por migração e avulsão.
- Processos de encosta.
- Mapeamento da subsuperfície por métodos geofísicos.[75]
- Entre os métodos usados estão os seguintes.
- Levantamentos sísmicos rasos.
- Radar de penetração no solo.
- Levantamentos aeromagnéticos.
- Tomografia de resistividade elétrica.
- Esses métodos auxiliam nas seguintes atividades.
- Entre os métodos usados estão os seguintes.
- Estratigrafia de alta resolução.
- Medição e caracterização de seções estratigráficas na superfície.
- Perfuração de poços e perfilagem.
- Biogeoquímica e geomicrobiologia.[76]
- Coleta de amostras para os seguintes fins.
- Determinar vias bioquímicas.
- Reconhecer novas espécies de organismos.
- Reconhecer novos compostos químicos.
- Uso dessas descobertas para os seguintes fins.
- Compreender as primeiras formas de vida na Terra, seu funcionamento e seu metabolismo.
- Encontrar compostos úteis na produção de medicamentos.
- Coleta de amostras para os seguintes fins.
- Paleontologia, com escavação de material fóssil.
- Pesquisa sobre a vida no passado e a evolução.
- Formação de acervos de museus e atividades educativas.
- Coleta de amostras para geocronologia e termocronologia.[77]
- Glaciologia, com a medição das características e dos movimentos das geleiras.[78]
Petrologia
[editar | editar código]Além do reconhecimento de rochas em campo, pela litologia, os petrólogos analisam amostras em laboratório. Dois dos principais métodos são a microscopia óptica, com instrumentos como o microscópio petrográfico,[79] e a microssonda eletrônica.[80] Na mineralogia óptica, lâminas delgadas de amostras de rocha são examinadas ao microscópio petrográfico. Os minerais são reconhecidos por suas propriedades sob luz plano-polarizada e com polarizadores cruzados, como a birrefringência, o pleocroísmo, a geminação e as figuras de interferência observadas com uma lente conoscópica.[81] Na microssonda eletrônica, analisam-se pontos específicos para determinar sua composição química exata e as variações de composição dentro de cada cristal.[82] Estudos com isótopos estáveis[83] e radioativos[84] permitem compreender a evolução geoquímica das unidades rochosas.
Os petrólogos também usam dados de inclusões fluidas[85] e realizam experimentos físicos em altas temperaturas e pressões[86] para determinar em que condições diferentes fases minerais se formam e como elas mudam durante processos ígneos[87] e metamórficos. Os resultados podem ser aplicados às observações de campo para compreender o metamorfismo e as condições de cristalização das rochas ígneas.[88] Esse trabalho também ajuda a explicar processos do interior terrestre, como a subducção e a evolução das câmaras magmáticas.[89]
Geologia estrutural
[editar | editar código]
Os geólogos estruturais examinam ao microscópio lâminas delgadas orientadas de amostras geológicas para observar a trama das rochas e obter informações sobre a deformação de sua estrutura cristalina.[90] Também representam graficamente e combinam medições de estruturas geológicas para compreender a orientação das falhas e dobras e reconstituir a deformação das rochas de uma área. Realizam ainda experimentos analógicos e numéricos de deformação em diferentes escalas.
A análise estrutural costuma envolver a representação das orientações das estruturas em diagramas de projeção estereográfica. Neles, uma esfera é projetada sobre um plano, com os planos representados por linhas e as linhas por pontos. Esses diagramas permitem determinar a posição de eixos de dobras, as relações entre falhas e as relações entre outras estruturas geológicas.[91]
Entre os experimentos mais conhecidos da geologia estrutural estão os realizados com cunhas orogênicas, zonas nas quais se formam montanhas nos limites convergentes entre placas.[92] Nos modelos analógicos, camadas horizontais de areia são arrastadas sobre uma superfície inferior em direção a uma barreira. Isso produz padrões de falhamento semelhantes aos naturais e o crescimento de uma cunha orogênica com geometria crítica, na qual todos os ângulos permanecem constantes.[93] Os modelos numéricos funcionam de maneira semelhante, mas costumam ser mais detalhados e podem incluir padrões de erosão e soerguimento na cadeia de montanhas.[94] Esses experimentos permitem examinar a relação entre a erosão e a forma de uma cordilheira, além de fornecer informações sobre as trajetórias do metamorfismo em pressão, temperatura, espaço e tempo.[95]
Estratigrafia
[editar | editar código]
Em laboratório, os estratígrafos analisam amostras de seções estratigráficas trazidas do campo, como as obtidas em testemunhos de sondagem.[96] Também analisam dados de levantamentos geofísicos que permitem localizar unidades estratigráficas em subsuperfície.[97] Dados geofísicos e perfis de poços podem ser combinados para obter uma visão mais detalhada da subsuperfície, frequentemente com programas que a representam em três dimensões.[98] Esses dados permitem reconstituir processos antigos da superfície terrestre,[99] interpretar ambientes do passado e localizar áreas para extração de água, carvão e hidrocarbonetos.
Os bioestratígrafos examinam fósseis em amostras de afloramentos e de testemunhos de sondagem.[96] Esses fósseis ajudam a datar os testemunhos e a compreender o ambiente deposicional em que se formaram as unidades rochosas. Os geocronólogos datam com precisão rochas da seção estratigráfica para delimitar melhor as idades e as taxas de deposição.[100] Os especialistas em magnetoestratigrafia procuram sinais de inversões magnéticas nas unidades ígneas dos testemunhos.[96] Outros pesquisadores estudam isótopos estáveis nas rochas para obter informações sobre o clima do passado.[96]
A estratigrafia de sequências examina conjuntos de camadas delimitados por superfícies de erosão ou interrupções da deposição. A disposição dessas sequências permite investigar as mudanças do nível relativo do mar, os movimentos tectônicos e a quantidade de sedimentos que chega às bacias. A comparação entre bacias ajuda a distinguir variações globais do nível do mar de efeitos locais.[101]
Geologia planetária
[editar | editar código]
Com a exploração espacial no século XX, os geólogos passaram a estudar outros corpos planetários com os métodos desenvolvidos para investigar a Terra. Esse campo, chamado geologia planetária ou astrogeologia, aplica princípios geológicos ao estudo de outros corpos do Sistema Solar. É uma das áreas da planetologia e se concentra sobretudo nos planetas terrestres, nas luas geladas, nos asteroides, nos cometas e nos meteoritos. Alguns geofísicos planetários também estudam planetas gigantes e exoplanetas.[102]
Embora o prefixo grego geo- se refira à Terra, a palavra "geologia" é usada com os nomes de outros corpos planetários ao se falar de sua composição e de seus processos internos, como em "geologia de Marte" e "geologia da Lua". Também são usados termos específicos, como selenologia para o estudo da Lua, areologia para Marte e hermesologia para Mercúrio.[103]
Os geólogos planetários se interessam por todos os aspectos dos demais planetas, mas dedicam parte de seu trabalho à busca de vestígios de vida passada ou presente em outros mundos. Esse objetivo levou à realização de missões cuja finalidade principal ou complementar é procurar esses vestígios em corpos planetários.[104] Uma delas foi a sonda Phoenix, que analisou o solo polar de Marte em busca de água e de componentes químicos e mineralógicos relacionados a processos biológicos.[105]
Geologia aplicada
[editar | editar código]
Geologia econômica
[editar | editar código]A geologia econômica estuda os recursos minerais usados para atender às necessidades humanas. Os minerais de interesse econômico são aqueles cuja extração para usos práticos é rentável. Os geólogos dessa área ajudam a localizar e administrar recursos naturais, como petróleo e carvão, e recursos minerais que incluem metais como ferro, cobre e urânio.[106]
Geologia de minas
[editar | editar código]A geologia de minas se ocupa da extração de recursos minerais e minérios da Terra. Entre os recursos de interesse econômico estão as gemas,[107] metais como ouro e cobre,[108] minerais industriais como amianto, magnesita, perlita, mica, fosfatos, zeólitas, argila,[109] sílica[110] e pedra-pomes,[111] além de elementos como enxofre[112] e hélio.[113]
Geologia do petróleo
[editar | editar código]Os geólogos do petróleo estudam as regiões da subsuperfície que podem conter hidrocarbonetos extraíveis, sobretudo petróleo e gás natural.[114] Como muitos desses reservatórios estão em bacias sedimentares,[115] eles investigam a formação das bacias, sua evolução sedimentar e tectônica e a posição das unidades rochosas.
Geologia de engenharia
[editar | editar código]A geologia de engenharia aplica os princípios geológicos à engenharia para que os fatores geológicos sejam considerados na escolha do local, no projeto, na construção, na operação e na manutenção das obras.[116] Há uma distinção entre geologia de engenharia e engenharia geológica, sobretudo na América do Norte.

Na engenharia civil, os princípios e as análises geológicas são usados para determinar as propriedades mecânicas dos materiais sobre os quais as estruturas são construídas. Isso permite construir túneis sem desabamentos, pontes e arranha-céus com fundações resistentes e edifícios que não afundem em argila e lama.[117]
Hidrologia
[editar | editar código]A geologia e seus princípios são aplicados a problemas ambientais como a recuperação de cursos d'água e de terrenos industriais abandonados ou contaminados, e o estudo das interações entre habitats naturais e o meio geológico. A hidrologia subterrânea, ou hidrogeologia, permite localizar água subterrânea,[118] que pode oferecer um abastecimento acessível de água sem contaminação, sobretudo em regiões áridas,[119] e acompanhar a propagação de contaminantes em poços.[118][120]
Paleoclimatologia
[editar | editar código]Os geólogos obtêm dados pela estratigrafia, por perfurações e por testemunhos de rocha, sedimento e gelo. Testemunhos de gelo[121] e de sedimentos[122] são usados para reconstituir climas antigos e obter informações sobre a temperatura, a precipitação e o nível do mar no passado e no presente em todo o planeta. Esses conjuntos de dados são a principal fonte de informações sobre as mudanças climáticas globais, além das medições instrumentais.[123]
Geoconservação
[editar | editar código]A geoconservação se dedica à proteção do patrimônio geológico. Os geossítios são locais de interesse científico ou educativo cujas rochas, fósseis, minerais ou formas do relevo permitem reconstituir o passado geológico de uma região. Seu inventário reúne informações sobre a geodiversidade e orienta ações de conservação, atividades educativas e geoturismo.[124] Nos geomorfossítios, o interesse se concentra nas formas do relevo. Sua avaliação pode empregar métodos qualitativos ou quantitativos, com critérios escolhidos conforme a finalidade do inventário.[125]
Perigos naturais
[editar | editar código]Geólogos e geofísicos estudam os perigos naturais para fundamentar normas de construção e sistemas de alerta que evitem perdas materiais e de vidas.[126] Entre os perigos naturais pertinentes à geologia, além daqueles estudados principalmente ou exclusivamente pela meteorologia, estão os seguintes.[127]
- Avalanches.
- Terremotos.
- Inundações.
- Deslizamentos de terra e fluxos de detritos.
- Fluxos de lama.
- Migração de canais fluviais e avulsão.
- Quedas de blocos rochosos.
- Dolinas.
- Liquefação do solo.
- Subsidência.
- Tsunamis.
- Vulcões.
História
[editar | editar código]
O estudo dos materiais físicos da Terra remonta pelo menos à Grécia Antiga, quando Teofrasto, que viveu de 372 a 287 a.C., escreveu Peri Lithon, ou Sobre as pedras. No período romano, Plínio, o Velho escreveu em detalhe sobre minerais e metais usados na época e reconheceu corretamente a origem do âmbar. No século IV a.C., Aristóteles também fez observações sobre a lentidão das mudanças geológicas. Ele examinou a composição dos terrenos e formulou uma teoria de que a Terra muda tão lentamente que essas transformações não podem ser percebidas ao longo de uma vida humana. Foi uma das primeiras formulações baseadas em observações sobre a velocidade das mudanças físicas da Terra.[129][130]
Abu al-Rayhan al-Biruni, que viveu de 973 a 1048, foi um dos primeiros geólogos persas. Entre seus trabalhos estão alguns dos primeiros textos sobre a geologia da Índia, nos quais propôs que o subcontinente indiano havia sido um mar.[131] A partir da literatura científica grega e indiana que não foi destruída pelas conquistas muçulmanas, o estudioso persa Avicena, que viveu de 981 a 1037, propôs explicações detalhadas para a formação das montanhas, a origem dos terremotos e outros temas da geologia, que deram uma base ao desenvolvimento posterior dessa ciência.[132][133] Na China, o polímata Shen Kuo, que viveu de 1031 a 1095, formulou uma hipótese sobre a formação dos terrenos. Ao observar conchas fósseis em um estrato de uma montanha a centenas de quilômetros do oceano, concluiu que os terrenos haviam se formado pela erosão das montanhas e pela deposição de silte.[134]
Georgius Agricola, que viveu de 1494 a 1555, publicou De Natura Fossilium em 1546 e recebe o crédito de fundador da geologia como disciplina científica.[135]
Nicolaus Steno, que viveu de 1638 a 1686, formulou os princípios da superposição, da horizontalidade original e da continuidade lateral, que fundamentam a estratigrafia.[136]
A palavra geologia foi usada pela primeira vez por Ulisse Aldrovandi em 1603,[137][138] depois por Jean-André Deluc em 1778,[139] e se estabeleceu como termo com Horace-Bénédict de Saussure em 1779.[140][141] Ela deriva do grego γῆ, gê, "terra", e λόγος, logos, "discurso".[142] O sacerdote e estudioso norueguês Mikkel Pedersøn Escholt, que viveu de 1600 a 1669, também recebe crédito pela origem da palavra. Escholt a empregou em seu livro Geologia Norvegica, de 1657.[143][144]
William Smith, que viveu de 1769 a 1839, elaborou alguns dos primeiros mapas geológicos e começou a ordenar os estratos rochosos pelo exame dos fósseis que continham.[128]
Em 1763, Mikhail Lomonossov publicou o tratado On the Strata of Earth.[145] Foi a primeira exposição da geologia moderna baseada na continuidade dos processos ao longo do tempo e na explicação do passado terrestre a partir do presente.[146]
James Hutton, que viveu de 1726 a 1797, é frequentemente chamado de primeiro geólogo moderno.[147] Em 1785, apresentou à Sociedade Real de Edimburgo um trabalho intitulado Theory of the Earth. Nele, propôs que a Terra deveria ser muito mais antiga do que se supunha, para que houvesse tempo suficiente para a erosão das montanhas, a formação de novas rochas a partir de sedimentos no fundo do mar e seu soerguimento até se tornarem terra firme. Hutton publicou suas ideias em dois volumes em 1795.[148]
Os seguidores de Hutton receberam o nome de plutonistas por defenderem que algumas rochas se formavam pelo vulcanismo, com a deposição de lava dos vulcões. Os netunistas, liderados por Abraham Gottlob Werner, defendiam que todas as rochas haviam se depositado em um grande oceano cujo nível baixara gradualmente.[149]
O primeiro mapa geológico dos Estados Unidos foi elaborado em 1809 por William Maclure.[150] Em 1807, ele havia decidido realizar por conta própria um levantamento geológico do país. Percorreu e mapeou quase todos os estados, cruzando a cordilheira Allegheny cerca de cinquenta vezes.[151] Apresentou os resultados de seu trabalho individual à Sociedade Filosófica Americana em um estudo intitulado Observations on the Geology of the United States explanatory of a Geological Map, publicado nos Transactions da sociedade junto com o primeiro mapa geológico do país.[152] O mapa antecedeu em seis anos o de William Smith para a Inglaterra, embora usasse outra classificação de rochas.
Charles Lyell, que viveu de 1797 a 1875, publicou a primeira edição de Principles of Geology em 1830.[153] O livro influenciou o pensamento de Charles Darwin e difundiu o uniformitarismo. Essa teoria afirma que processos geológicos lentos atuaram ao longo do passado terrestre e ainda atuam no presente. O catastrofismo propõe que as formas da Terra surgiram em acontecimentos catastróficos isolados e permaneceram inalteradas depois deles. Embora Hutton defendesse o uniformitarismo, a ideia ainda não tinha ampla aceitação em sua época.
Grande parte da geologia do século XIX se concentrou na questão da idade exata da Terra. As estimativas iam de algumas centenas de milhares a bilhões de anos.[154] No início do século XX, a datação radiométrica permitiu estimar a idade terrestre em dois bilhões de anos. A compreensão dessa enorme extensão de tempo abriu caminho a novas teorias sobre os processos que formaram o planeta.
Entre os avanços da geologia no século XX estão o desenvolvimento da tectônica de placas, na década de 1960, e o aperfeiçoamento das estimativas da idade do planeta. A teoria da tectônica de placas reuniu duas observações geológicas antes separadas, a expansão do fundo oceânico e a deriva continental, e transformou as ciências da Terra. A idade estimada da Terra é de aproximadamente 4,5 bilhões de anos.[32]
- Georgius Agricola, mineralogista alemão e fundador da geologia como campo científico
- Mikhail Lomonossov, polímata russo e autor do primeiro tratado sistemático de geologia científica, de 1763
- James Hutton, geólogo escocês e pai da geologia moderna
- John Tuzo Wilson, geofísico canadense e pai da tectônica de placas
- O vulcanólogo David A. Johnston treze horas antes de morrer na erupção do monte Santa Helena em 1980
Geologia no Brasil
[editar | editar código]No Brasil, a profissão de geólogo é regulamentada pela Lei nº 4.076, de 23 de junho de 1962, e fiscalizada pelos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia, os CREAs, presentes em todos os estados.[155] Em junho de 2022, o país tinha 35 cursos presenciais de graduação em Geologia e Engenharia Geológica, distribuídos por 18 das 27 unidades federativas.[156]
Áreas e disciplinas relacionadas
[editar | editar código]- Ciência do sistema terrestre
- Geologia econômica
- Geologia de engenharia
- Geologia ambiental
- Ciência ambiental
- Geoarqueologia
- Geoquímica
- Geocronologia
- Geodésia
- Geografia
- Engenharia geológica
- Modelagem geológica
- Geometalurgia
- Geomicrobiologia
- Geomorfologia
- Geomitologia
- Geofísica
- Glaciologia
- Geologia histórica
- Hidrogeologia
- Meteorologia
- Mineralogia
- Oceanografia
- Paleoclimatologia
- Paleontologia
- Petrologia
- Petrofísica
- Geologia planetária
- Tectônica de placas
- Geologia regional
- Sedimentologia
- Sismologia
- Ciência do solo
- Espeleologia
- Estratigrafia
- Geologia estrutural
- Geologia de sistemas
- Tectônica
- Vulcanologia
Ver também
[editar | editar código]- Geoparque, área destinada à conservação e à divulgação de locais de interesse geológico
- União Internacional das Ciências Geológicas, organização internacional de cooperação em geologia
- Lista de minerais, relação de minerais estudados pela geologia
- Geodiversidade, diversidade de rochas, minerais, solos e formas do relevo
Referências
- ↑ «What is geology?». The Geological Society. Consultado em 31 de maio de 2023
- ↑ Harper, Douglas. «geology» (em inglês). Online Etymology Dictionary
- ↑ Liddell, Henry George; Scott, Robert. «γῆ». A Greek–English Lexicon (em inglês). [S.l.]: Perseus Digital Library
- ↑ Gunten, Hans R. von (1995). «Radioactivity: A Tool to Explore the Past» (PDF). Radiochimica Acta. 70–71 (s1): 305–413. ISSN 2193-3405. doi:10.1524/ract.1995.7071.special-issue.305. S2CID 100441969. Consultado em 29 de junho de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 12 de dezembro de 2019
- ↑ Nickel, Ernest H. (1995). «Definition of a mineral». Mineralogical Magazine. 59 (397): 767–768. Bibcode:1995MinM...59..767N. doi:10.1180/minmag.1995.059.397.20
- ↑ «Mineral Identification Tests». Geoman's Mineral ID Tests. Consultado em 17 de abril de 2017. Cópia arquivada em 9 de maio de 2017
- ↑ Upadhyay, R. K. (2025). «Rocks and Their Formation». Geology and Mineral Resources. Col: Springer Geology. Singapura: Springer. pp. 351–421. ISBN 978-981-96-0597-2. doi:10.1007/978-981-96-0598-9_6
- ↑ «What are igneous rocks?». USGS. 29 de julho de 2025. Consultado em 6 de outubro de 2025
- ↑ National Roster of Scientific and Specialized Personnel (U.S.) (1945). Handbook of Descriptions of Specialized Fields in Geology. [S.l.]: Bureau of Placement, War Manpower Commission. pp. 4–5
- ↑ Guéguen, Yves; Palciauskas, Victor (1994). Introduction to the Physics of Rocks (em inglês). Princeton University Press: Princeton University Press. p. 10. ISBN 978-0-691-03452-2
- ↑ Staplin, F. L. (1969). «Sedimentary organic matter, organic metamorphism, and oil and gas occurrence». Bulletin of Canadian Petroleum Geology. 17 (1): 47–66
- ↑ «Geologic Mapping Program: Surficial Geologic Maps». des.nh.gov. New Hampshire Geological Survey. Consultado em 16 de fevereiro de 2016. Cópia arquivada em 16 de fevereiro de 2016
- ↑ Oldroyd, D. R.; Grapes, R. H. (2008). «Contributions to the history of geomorphology and Quaternary geology: an introduction». In: Grapes, R. H.; et al. History of Geomorphology and Quaternary Geology. Col: Special publication. 301. [S.l.]: Geological Society of London. pp. 1–18. ISBN 978-1-86239-255-7
- ↑ van Dijk, Jan Pieter. «OCRE GeoMap». OCRE Geoscience Services. Consultado em 5 de outubro de 2025
- ↑ Hess, H. H. (1 de novembro de 1962). «History Of Ocean Basins». In: Engel, A. E. J.; James, Harold L.; Leonard, B. F. Petrologic studies: a volume in honor of A. F. Buddington. [S.l.]: Geological Society of America. pp. 599–620. Consultado em 16 de outubro de 2009. Cópia arquivada em 16 de outubro de 2009
- ↑ Kious, Jacquelyne; Tilling, Robert I. (1996). «Developing the Theory». This Dynamic Earth: The Story of Plate Tectonics. Kiger, Martha, Russel, Jane digital ed. Reston: United States Geological Survey. ISBN 978-0-16-048220-5. Consultado em 13 de março de 2009. Cópia arquivada em 10 de agosto de 2011
- ↑ Dewey, John F. (maio de 1972). «Plate Tectonics». Scientific American. 226 (5): 56–72. Bibcode:1972SciAm.226e..56D. JSTOR 24927338. doi:10.1038/scientificamerican0572-56
- ↑ Schubert, Gerald; et al. (2001). Turcotte, Donald Lawson; Olson, Peter, eds. Mantle Convection in the Earth and Planets. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 16. ISBN 978-0-521-79836-5
- ↑ Kious, Jacquelyne; Tilling, Robert I. (1996). «Understanding Plate Motions». This Dynamic Earth: The Story of Plate Tectonics. Kiger, Martha, Russel, Jane digital ed. Reston, VA: United States Geological Survey. ISBN 978-0-16-048220-5. Consultado em 13 de março de 2009. Cópia arquivada em 10 de agosto de 2011
- ↑ Wegener, A. (1999). Origin of continents and oceans. [S.l.]: Courier Corporation. ISBN 978-0-486-61708-4
- ↑ Brusatte, Stephan S. (2009). «Plate Tectonics». In: Birx, H. James. Encyclopedia of Time: Science, Philosophy, Theology, & Culture. [S.l.]: SAGE Publications. ISBN 978-1-5063-1993-3
- ↑ Ervin-Blankenheim, Elisabeth (agosto de 2021). «Plate Tectonics: Oceans, Continents, Plates, and How They Interact». Song of the Earth: Understanding Geology and Why It Matters. [S.l.]: Oxford University Press. pp. 114–136. ISBN 978-0-19-750249-5. doi:10.1093/oso/9780197502464.003.0007
- ↑ Choudhury, N.; Chaplot, S. L. (2008). «Inelastic neutron scattering and lattice dynamics: perspectives and challenges in mineral physics». In: Liang, Liyuan; et al. Neutron Applications in Earth, Energy and Environmental Sciences. Col: Neutron Scattering Applications and Techniques. [S.l.]: Springer Science & Business Media. pp. 145–188. ISBN 978-0-387-09416-8
- 1 2 Fichtner, Andreas (2010). «Preliminaries». Full Seismic Waveform Modelling and Inversion. Col: Advances in Geophysical and Environmental Mechanics and Mathematics. [S.l.]: Springer Science & Business Media. ISBN 978-3-642-15807-0
- 1 2 Goes, Saskia; et al. (2022). «Compositional heterogeneity in the mantle transition zone». Nature Reviews Earth & Environment. 3 (8): 533–550. Bibcode:2022NRvEE...3..533G. doi:10.1038/s43017-022-00312-w
- ↑ Tromp, Jeroen (2020). «Seismic wavefield imaging of Earth's interior across scales». Nature Reviews Earth & Environment. 1: 40–53. doi:10.1038/s43017-019-0003-8
- ↑ van Zelst, Iris; et al. (2022). «101 geodynamic modelling: how to design, interpret, and communicate numerical studies of the solid Earth». European Geosciences Union. Solid Earth. 13 (3): 583–637. Bibcode:2022SolE...13..583V. doi:10.5194/se-13-583-2022
- ↑ Belonoshko, Anatoly B.; et al. (23 de maio de 2022). «Elastic properties of body-centered cubic iron in Earth's inner core». Physical Review B. 105 (18). Artigo L180102. Bibcode:2022PhRvB.105r0102B. doi:10.1103/PhysRevB.105.L180102
- ↑ «International Commission on Stratigraphy». stratigraphy.org. 20 de setembro de 2005. Consultado em 20 de setembro de 2005. Cópia arquivada em 20 de setembro de 2005
- 1 2 Amelin, Y. (2002). «Lead Isotopic Ages of Chondrules and Calcium-Aluminum-Rich Inclusions». Science. 297 (5587): 1678–1683. Bibcode:2002Sci...297.1678A. PMID 12215641. doi:10.1126/science.1073950. S2CID 24923770
- 1 2 Patterson, C. (1956). «Age of Meteorites and the Earth». Geochimica et Cosmochimica Acta. 10 (4): 230–237. Bibcode:1956GeCoA..10..230P. doi:10.1016/0016-7037(56)90036-9
- 1 2 3 Dalrymple, G. Brent (1994). The age of the earth. Stanford, Califórnia: Stanford University Press. ISBN 978-0-8047-2331-2
- ↑ Gradstein, Felix; et al. (2020). Geologic Time Scale 2020. 1. [S.l.]: Elsevier. ISBN 978-0-12-824361-9
- ↑ Gabriel, Travis S. J.; Cambioni, Saverio (2023). «The Role of Giant Impacts in Planet Formation». Annual Review of Earth and Planetary Sciences. 51: 671–695. Bibcode:2023AREPS..51..671G. arXiv:2312.15018
. doi:10.1146/annurev-earth-031621-055545 - ↑ Brown, Michael; Johnson, Tim; Gardiner, Nicholas J. (2020). «Plate Tectonics and the Archean Earth». Annual Review of Earth and Planetary Sciences. 48: 291–320. Bibcode:2020AREPS..48..291B. doi:10.1146/annurev-earth-081619-052705
- 1 2 3 4 Vázquez, M.; et al. (2010). The Earth as a Distant Planet: A Rosetta Stone for the Search of Earth-Like Worlds. Col: Astronomy and Astrophysics Library. [S.l.]: Springer Science & Business Media. ISBN 978-1-4419-1684-6
- ↑ Valdiya, K. S. (2002). «Emergence and evolution of Himalaya: reconstructing history in the light of recent studies». Progress in Physical Geography: Earth and Environment. 26 (3): 360–399. doi:10.1191/0309133302pp342ra
- ↑ Ćuk, Matija (março de 2012). «Chronology and sources of lunar impact bombardment». Icarus. 218 (1): 69–79. Bibcode:2012Icar..218...69C. arXiv:1112.0046
. doi:10.1016/j.icarus.2011.11.031 - ↑ Jain, Sreepat (2013). Fundamentals of Physical Geology. Col: Springer Geology. [S.l.]: Springer Science & Business Media. pp. 98–100. ISBN 978-81-322-1539-4
- ↑ Hooykaas, Reijer (1963). Natural Law and Divine Miracle: The Principle of Uniformity in Geology, Biology, and Theology. Leiden: EJ Brill
- 1 2 3 4 5 6 West, Terry R.; Shakoor, Abdul (2018). Geology Applied to Engineering 2 ed. [S.l.]: Waveland Press. pp. 193–198. ISBN 978-1-4786-3722-6
- ↑ Levin, Harold L. (2010). The earth through time 9 ed. Hoboken, NJ: J. Wiley. p. 18. ISBN 978-0-470-38774-0
- ↑ Stanley, Steven M. (2004). Earth System History 2 ed. [S.l.]: W. H. Freeman and Company. p. 10. ISBN 978-0-7167-3907-4
- 1 2 Hunt, Roy E. (2005). Geotechnical Engineering Investigation Handbook 2 ed. [S.l.]: CRC Press. pp. 418–422. ISBN 978-1-4200-3915-3
- 1 2 3 Olsen, Paul E. (2001). «Steno's Principles of Stratigraphy». Dinosaurs and the History of Life. Columbia University. Consultado em 14 de março de 2009. Cópia arquivada em 9 de maio de 2008
- ↑ «Xenolith». Education. National Geographic Society. 24 de abril de 2024. Consultado em 9 de outubro de 2025
- ↑ Winchester, Simon (2001). The Map that Changed the World. Nova York: HarperCollins. pp. 59–91
- ↑ Macdougall, Doug (2011). Why Geology Matters: Decoding the Past, Anticipating the Future. [S.l.]: University of California Press. p. 16. ISBN 978-0-520-94892-1
- ↑ Tucker, R. D.; Bradley, D. C.; Ver Straeten, C. A.; Harris, A. G.; Ebert, J. R.; McCutcheon, S. R. (1998). «New U–Pb zircon ages and the duration and division of Devonian time» (PDF). Earth and Planetary Science Letters. 158 (3–4): 175–186. Bibcode:1998E&PSL.158..175T. doi:10.1016/S0012-821X(98)00050-8. Consultado em 29 de janeiro de 2018. Cópia arquivada (PDF) em 26 de dezembro de 2016
- ↑ White, William M. (2023). Isotope Geochemistry 2 ed. [S.l.]: John Wiley & Sons. pp. 37–38. ISBN 978-1-119-72994-5
- ↑ Rollinson, Hugh R. (1996). Using geochemical data evaluation, presentation, interpretation. Harlow: Longman. ISBN 978-0-582-06701-1
- ↑ Faure, Gunter (1998). Principles and applications of geochemistry: a comprehensive textbook for geology students. Upper Saddle River, NJ: Prentice-Hall. ISBN 978-0-02-336450-1
- 1 2 Nance, Damian; Murphy, Brendan E. (2016). Physical Geology Today. [S.l.]: Oxford University Press. p. 246. ISBN 978-0-19-996555-7
- ↑ Edwards, R. L. (janeiro de 2003). «Uranium-series Dating of Marine and Lacustrine Carbonates». Reviews in Mineralogy and Geochemistry. 52 (1): 363–405. Bibcode:2003RvMG...52..363E. doi:10.2113/0520363
- ↑ Miall, Andrew D. (2010). The Geology of Stratigraphic Sequences 2 ed. [S.l.]: Springer Science & Business Media. pp. 420–425. ISBN 978-3-642-05027-5
- ↑ Philpotts, Anthony R.; Ague, Jay J. (2022). Principles of Igneous and Metamorphic Petrology 3 ed. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 416. ISBN 978-1-108-49288-1
- ↑ Rhodes, Edward J. (2011). «Optically Stimulated Luminescence Dating of Sediments over the Past 200,000 Years». Annual Review of Earth and Planetary Sciences. 39: 461–488. Bibcode:2011AREPS..39..461R. doi:10.1146/annurev-earth-040610-133425
- ↑ Ivy-Ochs, Susan; Kober, Florian (2008). «Surface exposure dating with cosmogenic nuclides». E&G Quaternary Science Journal. 57 (1/2): 179–209. Bibcode:2008EGQSJ..57..179I. doi:10.3285/eg.57.1-2.7
- ↑ Shroder, Jr., John F. (1980). «Dendrogeomorphology: review and new techniques of tree-ring dating». Progress in Physical Geography: Earth and Environment. 4 (2): 161–188. Bibcode:1980PrPG....4..161S. doi:10.1177/030913338000400202
- ↑ Spellman, Frank R. (2009). Geology for Nongeologists. Col: Science for Nonscientists. 6. [S.l.]: Bloomsbury Publishing PLC. ISBN 978-0-86587-185-4
- ↑ Asniar, Novi; et al. (26 de junho de 2019). Exploring Resources, Process and Design for Sustainable Urban Development; Proceedings of the 5th International Conference on Engineering, Technology, and Industrial Application (ICETIA) 2018. «Tuff as rock and soil: Review of the literature on tuff geotechnical, chemical and mineralogical properties around the world and in Indonesia». AIP Publishing LLC. AIP Conference Proceedings. 2114 (1): 050022. doi:10.1063/1.5112466
- ↑ Twiss, Robert J.; Moores, Eldridge M. (1992). Structural Geology. [S.l.]: Macmillan. pp. 7–9. ISBN 978-0-7167-2252-6
- ↑ Greeley, Ronald (2013). Introduction to Planetary Geomorphology. [S.l.]: Cambridge University Press. pp. 34–37. ISBN 978-0-521-86711-5
- ↑ Prost, Gary; Prost, Benjamin (2017). The Geology Companion: Essentials for Understanding the Earth. [S.l.]: CRC Press. ISBN 978-1-4987-5609-9
- ↑ Twiss, Robert J.; Moores, Eldridge M. (1992). Structural Geology. [S.l.]: Macmillan. pp. 57–58. ISBN 978-0-7167-2252-6
- ↑ Davis, George H.; et al. (2011). Structural Geology of Rocks and Regions 3 ed. [S.l.]: John Wiley & Sons. pp. 344–354. ISBN 978-0-471-15231-6
- ↑ Christiansen, Eric H.; Hamblin, W. Kenneth (2014). Dynamic Earth: An Introduction to Physical Geology. [S.l.]: Jones & Bartlett Publishers. p. 161. ISBN 978-1-4496-5902-8
- ↑ Price, Neville J.; Cosgrove, John W. (1990). Analysis of Geological Structures. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 195. ISBN 978-0-521-31958-4
- ↑ Biggs, J.; et al. (2014). «Global link between deformation and volcanic eruption quantified by satellite imagery». Nature Communications. 5. Artigo 3471. Bibcode:2014NatCo...5.3471B. PMC 4409635
. PMID 24699342. doi:10.1038/ncomms4471 - ↑ Walker, George P. L. (dezembro de 1999). «Volcanic rift zones and their intrusion swarms». Journal of Volcanology and Geothermal Research. 94 (1–4): 21–34. Bibcode:1999JVGR...94...21W. doi:10.1016/S0377-0273(99)00096-7
- ↑ Fahrig, W. F.; et al. (agosto de 1965). «Paleomagnetism of Diabase Dykes of the Canadian Shield». Canadian Journal of Earth Sciences. 2 (4): 278–298. Bibcode:1965CaJES...2..278F. doi:10.1139/e65-023
- ↑ Hansen, Jens Morten (1 de janeiro de 2009). «On the origin of natural history: Steno's modern, but forgotten philosophy of science». In: Rosenberg, Gary D. The Revolution in Geology from the Renaissance to the Enlightenment. Col: Geological Society of America Memoir. 203. Boulder, CO: Geological Society of America (publicado em 2009). p. 169. ISBN 978-0-8137-1203-1. Consultado em 24 de agosto de 2016. Cópia arquivada em 20 de janeiro de 2017.
[...] a divisão histórica entre geólogos de 'rochas duras' e de 'rochas brandas', isto é, cientistas que trabalham principalmente com processos endógenos e exógenos, respectivamente [...] as forças endógenas determinam principalmente os processos abaixo da crosta terrestre, e as forças exógenas, os processos na crosta e acima dela.
- ↑ Compton, Robert R. (1985). Geology in the field. Nova York: Wiley. ISBN 978-0-471-82902-7
- ↑ «USGS Topographic Maps». United States Geological Survey. Consultado em 11 de abril de 2009. Cópia arquivada em 12 de abril de 2009
- ↑ Burger, H. Robert; Sheehan, Anne F.; Jones, Craig H. (2006). Introduction to applied geophysics: exploring the shallow subsurface. Nova York: W.W. Norton. ISBN 978-0-393-92637-8
- ↑ Krumbein, Wolfgang E., ed. (1978). Environmental biogeochemistry and geomicrobiology. Ann Arbor, MI: Ann Arbor Science Publ. ISBN 978-0-250-40218-2
- ↑ McDougall, Ian; Harrison, T. Mark (1999). Geochronology and Thermochronology by the 40Ar/39Ar Method. Nova York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-510920-7
- ↑ Hubbard, Bryn; Glasser, Neil (2005). Field techniques in glaciology and glacial geomorphology. Chichester: J. Wiley. ISBN 978-0-470-84426-7
- ↑ Klein, Cornelis; Philpotts, Anthony (2016). «Minerals and Rocks Observed under the Polarizing Optical Microscope». Earth Materials: Introduction to Mineralogy and Petrology 2 ed. [S.l.]: Cambridge University Press. pp. 135–158. ISBN 978-1-316-60885-2. doi:10.1017/9781316652909.008
- ↑ Llovet, Xavier; et al. (fevereiro de 2021). «Electron probe microanalysis: A review of recent developments and applications in materials science and engineering». Progress in Materials Science. 116. Artigo 100673. doi:10.1016/j.pmatsci.2020.100673
- ↑ Nesse, William D. (1991). Introduction to optical mineralogy. Nova York: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-506024-9
- ↑ Morton, A. C. (1985). «A new approach to provenance studies: electron microprobe analysis of detrital garnets from Middle Jurassic sandstones of the northern North Sea». Sedimentology. 32 (4): 553–566. Bibcode:1985Sedim..32..553M. doi:10.1111/j.1365-3091.1985.tb00470.x
- ↑ Zheng, Y.; Fu, Bin; Gong, Bing; Li, Long (2003). «Stable isotope geochemistry of ultrahigh pressure metamorphic rocks from the Dabie–Sulu orogen in China: implications for geodynamics and fluid regime». Earth-Science Reviews. 62 (1): 105–161. Bibcode:2003ESRv...62..105Z. doi:10.1016/S0012-8252(02)00133-2
- ↑ Condomines, M.; Tanguy, J.; Michaud, V. (1995). «Magma dynamics at Mt Etna: Constraints from U-Th-Ra-Pb radioactive disequilibria and Sr isotopes in historical lavas». Earth and Planetary Science Letters. 132 (1): 25–41. Bibcode:1995E&PSL.132...25C. doi:10.1016/0012-821X(95)00052-E
- ↑ Shepherd, T. J.; Rankin, A. H.; Alderton, D. H. M. (1985). A practical guide to fluid inclusion studies. Glasgow: Blackie. ISBN 978-0-412-00601-2
- ↑ Sack, Richard O.; Walker, David; Carmichael, Ian S.E. (1987). «Experimental petrology of alkalic lavas: constraints on cotectics of multiple saturation in natural basic liquids». Contributions to Mineralogy and Petrology. 96 (1): 1–23. Bibcode:1987CoMP...96....1S. doi:10.1007/BF00375521. S2CID 129193823
- ↑ McBirney, Alexander R. (2007). Igneous petrology. Boston: Jones and Bartlett Publishers. ISBN 978-0-7637-3448-0
- ↑ Spear, Frank S. (1995). Metamorphic phase equilibria and pressure-temperature-time paths. Washington, D.C.: Mineralogical Soc. of America. ISBN 978-0-939950-34-8
- ↑ Deegan, F. M.; Troll, V. R.; Freda, C.; Misiti, V.; Chadwick, J. P.; McLeod, C. L.; Davidson, J. P. (maio de 2010). «Magma–Carbonate Interaction Processes and Associated CO2 Release at Merapi Volcano, Indonesia: Insights from Experimental Petrology». Journal of Petrology. 51 (5): 1027–1051. ISSN 1460-2415. doi:10.1093/petrology/egq010
- ↑ Passchier, Cees W.; Trouw, Rudolph A. J. (2005). Microtectonics 2 ed. [S.l.]: Springer Science & Business Media. pp. 1–7. ISBN 978-3-540-64003-5
- ↑ Pollard, David D.; Martel, Stephen J. (2020). Structural Geology: A Quantitative Introduction. [S.l.]: Cambridge University Press. pp. 37–39. ISBN 978-1-108-66145-4
- ↑ Dahlen, F. A. (1990). «Critical Taper Model of Fold-and-Thrust Belts and Accretionary Wedges». Annual Review of Earth and Planetary Sciences. 18: 55–99. Bibcode:1990AREPS..18...55D. doi:10.1146/annurev.ea.18.050190.000415
- ↑ Gutscher, M; Kukowski, Nina; Malavieille, Jacques; Lallemand, Serge (1998). «Material transfer in accretionary wedges from analysis of a systematic series of analog experiments». Journal of Structural Geology. 20 (4): 407–416. Bibcode:1998JSG....20..407G. doi:10.1016/S0191-8141(97)00096-5
- ↑ Koons, P. O. (1995). «Modeling the Topographic Evolution of Collisional Belts». Annual Review of Earth and Planetary Sciences. 23: 375–408. Bibcode:1995AREPS..23..375K. doi:10.1146/annurev.ea.23.050195.002111
- ↑ Dahlen, F. A.; Suppe, J.; Davis, D. (1984). «Mechanics of Fold-and-Thrust Belts and Accretionary Wedges: Cohesive Coulomb Theory». Journal of Geophysical Research. 89 (B12): 10087–10101. Bibcode:1984JGR....8910087D. doi:10.1029/JB089iB12p10087
- 1 2 3 4 Hodell, David A.; Benson, Richard H.; Kent, Dennis V.; Boersma, Anne; Rakic-El Bied, Kruna (1994). «Magnetostratigraphic, Biostratigraphic, and Stable Isotope Stratigraphy of an Upper Miocene Drill Core from the Salé Briqueterie (Northwestern Morocco): A High-Resolution Chronology for the Messinian Stage». Paleoceanography. 9 (6): 835–855. Bibcode:1994PalOc...9..835H. doi:10.1029/94PA01838
- ↑ Bally, A. W., ed. (1987). Atlas of seismic stratigraphy. Tulsa, Oklahoma: American Association of Petroleum Geologists. ISBN 978-0-89181-033-9
- ↑ Fernández, O.; Muñoz, J. A.; Arbués, P.; Falivene, O.; Marzo, M. (2004). «Three-dimensional reconstruction of geological surfaces: An example of growth strata and turbidite systems from the Ainsa basin (Pyrenees, Spain)». AAPG Bulletin. 88 (8): 1049–1068. Bibcode:2004BAAPG..88.1049F. doi:10.1306/02260403062
- ↑ Poulsen, Chris J.; Flemings, Peter B.; Robinson, Ruth A. J.; Metzger, John M. (1998). «Three-dimensional stratigraphic evolution of the Miocene Baltimore Canyon region: Implications for eustatic interpretations and the systems tract model». Geological Society of America Bulletin. 110 (9): 1105–1122. Bibcode:1998GSAB..110.1105P. doi:10.1130/0016-7606(1998)110<1105:TDSEOT>2.3.CO;2
- ↑ Toscano, M.; Lundberg, Joyce (1999). «Submerged Late Pleistocene reefs on the tectonically-stable S.E. Florida margin: high-precision geochronology, stratigraphy, resolution of Substage 5a sea-level elevation, and orbital forcing». Quaternary Science Reviews. 18 (6): 753–767. Bibcode:1999QSRv...18..753T. doi:10.1016/S0277-3791(98)00077-8
- ↑ «New Jersey (IODP, Expédition 313)» (em francês). CNRS Terre & Univers. 30 de abril de 2009. Consultado em 11 de setembro de 2026
- ↑ Laughlin, Gregory; Lissauer, Jack (2015). «Exoplanetary Geophysics: An Emerging Discipline». Treatise on Geophysics. [S.l.: s.n.] pp. 673–694. ISBN 978-0-444-53803-1. arXiv:1501.05685
. doi:10.1016/B978-0-444-53802-4.00186-X. S2CID 118743781 - ↑ Nayak, V. K. (1971). «Geoplanetology: A New Term for Geology of the Planets Including the Moon: Reply». GSA Bulletin. 82 (8): 2381–2382. doi:10.1130/0016-7606(1971)82[2381:GANTFG]2.0.CO;2
- ↑ Dick, Steven J. (junho de 2006). «NASA and the search for life in the universe». Endeavour. 30 (2): 71–75. PMID 16581126. doi:10.1016/j.endeavour.2006.02.005
- ↑ Stoker, Carol R.; et al. (junho de 2010). «Habitability of the Phoenix landing site». Journal of Geophysical Research. 115 (E6). Artigo 2009JE003421. Bibcode:2010JGRE..115.0E20S. doi:10.1029/2009JE003421
- ↑ Jébrak, Michael (junho de 2006). «Economic Geology: Then and Now». Geoscience Canada. 33 (2): 49–96. Consultado em 9 de outubro de 2025
- ↑ Groat, Lee A.; Laurs, Brendan M. (2009). «Gem Formation, Production, and Exploration: Why Gem Deposits Are Rare and What is Being Done to Find Them». Elements. 5 (3): 153–158. Bibcode:2009Eleme...5..153G. doi:10.2113/gselements.5.3.153
- ↑ Meyer, Charles (22 de março de 1985). «Ore Metals Through Geologic History». Science. 227 (4693): 1421–1428. Bibcode:1985Sci...227.1421M. PMID 17777763. doi:10.1126/science.227.4693.1421
- ↑ Kucera, M. (2013). Industrial Minerals and Rocks. Col: Developments in Economic Geology. 18. [S.l.]: Elsevier. ISBN 978-0-444-59750-2
- ↑ Peters, S. G.; et al. (2005). Geology and nonfuel mineral deposits of Asia and the Pacific. [S.l.]: U. S. Geological Survey. Consultado em 9 de outubro de 2025
- ↑ Hoffer, J. M. (1994). Pumice and pumicite in New Mexico (PDF). Col: New Mexico Bureau of Mines & Mineral Resources. 140. [S.l.: s.n.] Consultado em 9 de outubro de 2025
- ↑ Pawlowski, S.; et al. (abril de 1979). «Geology and genesis of the Polish sulfur deposits». Economic Geology. 74 (2): 475–483. Bibcode:1979EcGeo..74..475P. doi:10.2113/gsecongeo.74.2.475
- ↑ Wilson, Ross W.; Newsom, H. R. (1968). «Helium: Its Extraction and Purification». Journal of Petroleum Technology. 20 (4): 341–344. Bibcode:1968JPetT..20..341W. doi:10.2118/1952-PA
- ↑ Aminzadeh, Fred; Dasgupta, Shivaji N. (2013). «Fundamentals of Petroleum Geology». Developments in Petroleum Science. 60. [S.l.]: Elsevier. pp. 15–36. ISBN 978-0-444-50662-7. doi:10.1016/B978-0-444-50662-7.00002-0
- ↑ Selley, Richard C. (1998). Elements of petroleum geology. San Diego, Califórnia: Academic Press. p. 363. ISBN 978-0-12-636370-8
- ↑ Price, David George (2009). de Freitas, Michael, ed. Engineering Geology: Principles and Practice. [S.l.]: Springer Science & Business Media. ISBN 978-3-540-29249-4
- ↑ Das, Braja M. (2006). Principles of geotechnical engineering. Inglaterra: Thomson Learning. ISBN 978-0-534-55144-5
- 1 2 Hamilton, Pixie A.; Helsel, Dennis R. (1995). «Effects of Agriculture on Ground-Water Quality in Five Regions of the United States». Ground Water. 33 (2): 217–226. Bibcode:1995GrWat..33..217H. doi:10.1111/j.1745-6584.1995.tb00276.x. Consultado em 29 de agosto de 2020. Cópia arquivada em 31 de outubro de 2020
- ↑ Seckler, David; Barker, Randolph; Amarasinghe, Upali (1999). «Water Scarcity in the Twenty-first Century». International Journal of Water Resources Development. 15 (1–2): 29–42. Bibcode:1999IJWRD..15...29S. doi:10.1080/07900629948916
- ↑ Welch, Alan H.; Lico, Michael S.; Hughes, Jennifer L. (1988). «Arsenic in Ground Water of the Western United States». Ground Water. 26 (3): 333–347. Bibcode:1988GrWat..26..333W. doi:10.1111/j.1745-6584.1988.tb00397.x
- ↑ Barnola, J. M.; Raynaud, D.; Korotkevich, Y. S.; Lorius, C. (1987). «Vostok ice core provides 160,000-year record of atmospheric CO2». Nature. 329 (6138): 408–414. Bibcode:1987Natur.329..408B. doi:10.1038/329408a0. S2CID 4268239
- ↑ Colman, S. M.; Jones, G. A.; Forester, R. M.; Foster, D. S. (1990). «Holocene paleoclimatic evidence and sedimentation rates from a core in southwestern Lake Michigan». Journal of Paleolimnology. 4 (3): 269. Bibcode:1990JPall...4..269C. doi:10.1007/BF00239699. S2CID 129496709
- ↑ Jones, P. D.; Mann, M. E. (6 de maio de 2004). «Climate over past millennia» (PDF). Reviews of Geophysics. 42 (2): RG2002. Bibcode:2004RvGeo..42.2002J. doi:10.1029/2003RG000143. Consultado em 28 de agosto de 2015. Cópia arquivada (PDF) em 11 de abril de 2019
- ↑ Elisa Brustia; Mariapia Congi; Giovanni Finocchiaro; Roberto Pompili (31 de dezembro de 2025). «Geosites» (em inglês). Istituto Superiore per la Protezione e la Ricerca Ambientale. Consultado em 11 de setembro de 2026
- ↑ Mucivuna, Vanessa Costa; Reynard, Emmanuel; Garcia, Maria da Glória Motta (2019). «Geomorphosites Assessment Methods: Comparative Analysis and Typology». Geoheritage (em inglês). 11: 1799–1815. doi:10.1007/s12371-019-00394-x
- ↑ «USGS Natural Hazards Gateway». usgs.gov. Consultado em 23 de setembro de 2010. Cópia arquivada em 23 de setembro de 2010
- ↑ Paul, Bimal Kanti (2011). Environmental Hazards and Disasters: Contexts, Perspectives and Management. [S.l.]: John Wiley & Sons. p. 16. ISBN 978-0-470-66001-0
- 1 2 Winchester, Simon (2002). The map that changed the world: William Smith and the birth of modern geology. Nova York: Perennial. ISBN 978-0-06-093180-3
- ↑ Moore, Ruth (1956). The Earth We Live On. Nova York: Alfred A. Knopf. p. 13
- ↑ Aristóteles. Meteorology. Col: Livro 1, parte 14. [S.l.: s.n.]
- ↑ Asimov, M. S.; Bosworth, Clifford Edmund, eds. (1992). The Age of Achievement: A.D. 750 to the End of the Fifteenth Century: The Achievements. Col: History of civilizations of Central Asia. [S.l.: s.n.] pp. 211–214. ISBN 978-92-3-102719-2
- ↑ Toulmin, S.; Goodfield, J. (1965). The Ancestry of science: The Discovery of Time. Londres: Hutchinson & Company. p. 64
- ↑ Al-Rawi, Munin M. (novembro de 2002). The Contribution of Ibn Sina (Avicenna) to the development of Earth Sciences (PDF). Manchester, Reino Unido: Foundation for Science Technology and Civilisation. Publicação 4039. Consultado em 22 de julho de 2008. Cópia arquivada (PDF) em 3 de outubro de 2012
- ↑ Needham, Joseph (1986). Science and Civilisation in China. 3. Taipei: Caves Books, Ltd. pp. 603–604. ISBN 978-0-521-31560-9
- ↑ «Georgius Agricola (1494–1555)»
- ↑ Shellnutt, Gregory; et al. (2024). «Introduction to methods and applications of geochronology: A perspective on geological time». Methods and Applications of Geochronology. [S.l.]: Elsevier. p. 7. ISBN 978-0-443-18802-2
- ↑ Fantuzzi, Giovanni (1774). Memorie della vita di Ulisse Aldrovandi, medico e filosofo bolognese (em italiano). Bolonha: Lelio dalla Volpe. p. 81. Cópia arquivada em 16 de fevereiro de 2017 O testamento de Aldrovandi, de 1603, reproduzido nessa obra, contém a passagem "… & anco la Giologia, ovvero de Fossilibus; …", ou "… e também a geologia, ou o estudo das coisas escavadas da terra …".
- ↑ Vai, Gian Battista; Cavazza, William (2003). Four centuries of the word geology: Ulisse Aldrovandi 1603 in Bologna. [S.l.]: Minerva. ISBN 978-88-7381-056-8
- ↑ Deluc, Jean André de (1779). Lettres physiques et morales sur les montagnes et sur l'histoire de la terre et de l'homme (em francês). 1. Paris: V. Duchesne. pp. 4, 5 e 7 O título pode ser traduzido como "Cartas físicas e morais sobre as montanhas e sobre a história da Terra e do homem". Na página 4, arquivada em 22 de novembro de 2018, lê-se "Entrainé par les liaisons de cet objet avec la Géologie, j'entrepris dans un second voyage de les développer à SA MAJESTÉ; …", ou "Levado pelas relações deste assunto com a geologia, empreendi uma segunda viagem para desenvolvê-las para Sua Majestade…", em referência a Carlota de Mecklemburgo-Strelitz, rainha da Grã-Bretanha e da Irlanda. Na página 5, arquivada em 22 de novembro de 2018, lê-se "Je vis que je faisais un Traité, et non une equisse de Géologie.", ou "Percebi que estava escrevendo um tratado, e não um esboço de geologia". Na nota de rodapé da página 7, arquivada em 22 de novembro de 2018, lê-se "Je répète ici, ce que j'avois dit dans ma première Préface, sur la substitution de mot Cosmologie à celui de Géologie, quoiqu'il ne s'agisse pas de l'Univers, mais seulement de la Terre: …", ou "Repito aqui o que disse em meu primeiro prefácio sobre a substituição da palavra geologia por cosmologia, embora não se trate do Universo, mas apenas da Terra…". Uma edição não autorizada do livro foi publicada em 1778.
- ↑ Saussure, Horace-Bénédict de (1779). Voyages dans les Alpes (em francês). Neuchâtel: Samuel Fauche. pp. i–ii. Cópia arquivada em 6 de fevereiro de 2017 "La science qui rassemble les faits, qui seuls peuvent servir de base à la Théorie de la Terre ou à la Géologie, c'est la Géographie physique, ou la description de notre Globe; …", ou "A ciência que reúne os fatos, os únicos que podem fundamentar a teoria da Terra ou a geologia, é a geografia física, ou a descrição de nosso globo…".
- ↑ Sobre a controvérsia a respeito da prioridade de Deluc ou Saussure no uso do termo "geologia":
- Zittel, Karl Alfred von (1901). History of Geology and Paleontology to the End of the Nineteenth Century. Tradução de Maria M. Ogilvie-Gordon. Londres: Walter Scott. p. 76
- Geikie, Archibald (1905). The Founders of Geology 2 ed. Londres: Macmillan and Company. p. 186. Cópia arquivada em 16 de fevereiro de 2017
- Eastman, Charles Rochester (12 de agosto de 1904). «Letter to the Editor: Variæ Auctoritatis». Science. 2. 20 (502): 215–217. Cópia arquivada em 7 de fevereiro de 2017 Ver página 216.
- Emmons, Samuel Franklin (21 de outubro de 1904). «Letter to the Editor: Variæ Auctoritatis». Science. 2. 20 (512): 537. Cópia arquivada em 7 de fevereiro de 2017
- Eastman, C. R. (25 de novembro de 1904). «Letter to the Editor: Notes on the History of Scientific Nomenclature». Science. 2. 20 (517): 727–730. Cópia arquivada em 7 de fevereiro de 2017 Ver página 728.
- Emmons, S. F. (23 de dezembro de 1904). «Letter to the Editor: The term 'geology'». Science. 2. 20 (521): 886–887
- Eastman, C. R. (20 de janeiro de 1905). «Letter to the Editor: Deluc's 'Geological Letters'». Science. 2. 21 (525): 111. Cópia arquivada em 16 de fevereiro de 2017
- Emmons, S. F. (17 de fevereiro de 1905). «Letter to the Editor: Deluc versus de Saussure». Science. 2. 21 (529): 274–275. Cópia arquivada em 16 de fevereiro de 2017
- ↑ Winchester, Simon (2001). The Map that Changed the World. [S.l.]: HarperCollins Publishers. p. 25. ISBN 978-0-06-093180-3
- ↑ Escholt, Michel Pedersøn (1657). Geologia Norvegica : det er, En kort undervisning om det vitt-begrebne jordskelff som her udi Norge skeedemesten ofuer alt Syndenfields den 24. aprilis udi nærværende aar 1657: sampt physiske, historiske oc theologiske fundament oc grundelige beretning om jordskellfs aarsager oc betydninger (em dinamarquês). Cristiânia, Oslo: Mickel Thomesøn. Cópia arquivada em 16 de fevereiro de 2017 O título significa "Geologia norueguesa, isto é, uma breve lição sobre o terremoto amplamente sentido que ocorreu aqui na Noruega, em toda a região sul, em 24 de abril deste ano de 1657, com fundamentos físicos, históricos e teológicos e uma exposição básica das causas e dos significados dos terremotos". Reeditado em inglês como Escholt, Michel Pedersøn (1663). Geologia Norvegica (em inglês). Tradução de Daniel Collins. Londres: S. Thomson. Cópia arquivada em 16 de fevereiro de 2017.
- ↑ Kermit, H. (2003). Niels Stensen, 1638–1686: the scientist who was beatified. [S.l.]: Gracewing Publishing. p. 127. Cópia arquivada em 20 de janeiro de 2017
- ↑ Lomonosov, Mikhail (2012). On the Strata of the Earth. Tradução e comentários de S. M. Rowland e S. Korolev. [S.l.]: The Geological Society of America, Special Paper 485. ISBN 978-0-8137-2485-0. Consultado em 19 de junho de 2021. Cópia arquivada em 24 de junho de 2021
- ↑ Vernadsky, V. (1911). «Pamyati M. V. Lomonosova». Zaprosy zhizni (em russo). 5: 257–262 O título significa "Em memória de M. V. Lomonossov".
- ↑ «James Hutton: The Founder of Modern Geology». American Museum of Natural History. Cópia arquivada em 27 de agosto de 2016
- ↑ Edições digitais no Projeto Gutenberg. Volume 1: Theory of the Earth, with Proofs and Illustrations, Volume 1 (Of 4). [S.l.: s.n.] Consultado em 30 de julho de 2022. Cópia arquivada em 14 de setembro de 2020. Volume 2: Theory of the Earth, with Proofs and Illustrations, Volume 2 (Of 4). [S.l.: s.n.] Consultado em 28 de agosto de 2020. Cópia arquivada em 9 de agosto de 2020.
- ↑ Corbin, Alain (2021). Terra Incognita: A History of Ignorance in the 18th and 19th Centuries. Tradução de Susan Pickford. [S.l.]: John Wiley & Sons. ISBN 978-1-5095-4627-5
- ↑ Maclure, William (1817). Observations on the Geology of the United States of America: With Some Remarks on the Effect Produced on the Nature and Fertility of Soils, by the Decomposition of the Different Classes of Rocks; and an Application to the Fertility of Every State in the Union, in Reference to the Accompanying Geological Map. Filadélfia: Abraham Small. Consultado em 14 de novembro de 2015. Cópia arquivada em 27 de outubro de 2015
- ↑ Greene, J. C.; Burke, J. G. (1978). «The Science of Minerals in the Age of Jefferson». Transactions of the American Philosophical Society. New Series. 68 (4): 1–113 [39]. JSTOR 1006294. doi:10.2307/1006294
- ↑ «Maclure's 1809 Geological Map». David Rumsey Map Collection. Cópia arquivada em 14 de agosto de 2014
- ↑ Lyell, Charles (1991). Principles of geology. Chicago: University of Chicago Press. ISBN 978-0-226-49797-6
- ↑ England, Philip; Molnar, Peter; Richter, Frank (2007). «John Perry's neglected critique of Kelvin's age for the Earth: A missed opportunity in geodynamics». GSA Today. 17 (1): 4. Bibcode:2007GSAT...17R...4E. doi:10.1130/GSAT01701A.1
- ↑ «Lei nº 4.076, de 23 de junho de 1962». Presidência da República. 23 de junho de 1962. Consultado em 11 de setembro de 2026
- ↑ «Cursos de Graduação». Sociedade Brasileira de Geologia. Consultado em 11 de setembro de 2026
Ligações externas
[editar | editar código]- Textos sobre geologia no Wikisource, em inglês
- Escola de Geologia da Wikiversidade, com materiais de ensino e aprendizagem em inglês
- Geologia histórica no Wikilivros, em inglês
- Citações sobre geologia no Wikiquote, em inglês
- OneGeology, mapa geológico interativo mundial, desenvolvido por uma iniciativa internacional de serviços geológicos. O projeto foi lançado em 2007 e participou do Ano Internacional do Planeta Terra como um de seus projetos centrais.
- Geology.com, notícias, mapas, dicionário, artigos e oportunidades de trabalho em ciências da Terra
- União Geofísica Americana
- American Geosciences Institute
- União Europeia de Geociências
- Federação Europeia de Geólogos
- Sociedade Geológica da América
- Sociedade Geológica de Londres
- Entrevistas em vídeo com geólogos
- Livro didático aberto de geologia
- Referências cronoestratigráficas, cópia arquivada em 26 de setembro de 2023
- The principles and objects of geology, with special reference to the geology of Egypt, de W. F. Hume, publicado em 1911
- Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas
- Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo
- Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista, em Rio Claro
- Serviço Geológico do Brasil
- Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro
- Sociedade Brasileira de Geologia
- Cursos de graduação em Geologia e Engenharia Geológica no Brasil, da Sociedade Brasileira de Geologia
- Conselho Federal de Engenharia e Agronomia
- Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro
- Departamento de Ciências da Terra e Energia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
