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Itajubá

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Itajubá
Vista parcial da cidade
Vista parcial da cidade
Vista parcial da cidade
Hino
LemaRevelemo-nos mais por atos que por palavras
Gentílicoitajubense[1]
Localização de Itajubá em Minas Gerais
Localização de Itajubá em Minas Gerais
Localização de Itajubá em Minas Gerais
Itajubá está localizado em: Brasil
Itajubá
Localização de Itajubá no Brasil
Mapa
Mapa de Itajubá
Coordenadas: 22° 25′ 33″ S, 45° 27′ 10″ O
PaísBrasil
Unidade federativaMinas Gerais
Municípios limítrofesSão José do Alegre, Maria da Fé, Wenceslau Braz, Piranguçu, Piranguinho e Delfim Moreira
Distância até a capital445 km
Fundação19 de março de 1819 (207 anos)[2]
Emancipação27 de setembro de 1848 (177 anos)[3]
Distritos
Lista
Governo
  Prefeito(a)Rodrigo Imar Martinez Riera [5] (PSD, 2025–2028)
  Vereadores11[6]
Área
  Total [7]294,835 km²
  Urbana  IBGE/2019[8]19,51 km²
Altitude[9]856 m
População
  Total (censo IBGE/2022) [1]93 073 hab.
  PosiçãoMG: 38º, BR: 344º
  Estimativa (IBGE/2025[1])96 855 hab.
Densidade315,7 hab./km²
Climatropical de altitude (Cwb)
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
IDH (2010) https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/itajuba/pesquisa/10111/329756?tipo=grafico0,787 alto
  Posição85º no BR 4º em MG
Gini (PNUD/2010[10]) https://minasgerais.dieese.org.br/ws2/tabela/40750,5571
PIB (IBGE/2023[11])R$ 4 497 959,39 mil
  Per capita (IBGE/2023[11])R$ 48 327,22
Sítiowww.itajuba.mg.gov.br (Prefeitura)
www.itajuba.cam.mg.gov.br (Câmara)

Itajubá é um município brasileiro no sul do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Sua população em julho de 2025, segundo a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), era de 96 855 habitantes.[12]

Topônimo

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Cachoeira de Itagybá, em Delfim Moreira, origem do nome de Itajubá.

O nome Itajubá é uma corruptela de Itagybá, primeiro nome dado à região, nome oriundo do tupi que significa “cachoeira do rio das pedras”, através da junção dos termos ita (pedra), y (rio) e bae (queda, cachoeira).[13]

Itagybá foi dado em alusão à cachoeira junto às minas de Miguel Garcia Velho, sugerido por seus companheiros de expedição.

Devido a uma confusão com outra palavra semelhante, itajuba (com a tônica no – jú), muitos acreditam que Itajubá significa pedra amarela.[14]

História

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Primeiros tempos e ciclo do ouro

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Os primeiros habitantes de Itajubá foram os indígenas puris, apelidados pelos não-indígenas de “coroados”, encontrados também no Vale do Paraíba.[13]

As primeiras penetrações na região de Itajubá são datadas do final do século XVI, com a expedição de Martim Correia de Sá, partindo do Rio de Janeiro e da qual fazia parte Anthony Knivet, e a bandeira de João Pereira “Botafogo”, que partiu de São Paulo.[13]

No século XVII, sobretudo na sua segunda metade, o sul de Minas Gerais foi percorrido por bandeirantes paulistas, partindo das vilas de São Paulo e Taubaté, que buscavam indígenas para escravizar e ouro, como Borba Gato, padre João de Faria Fialho e outros.[13][15]

Em 1703, após desviar-se da rota tradicional dos bandeirantes no sul de Minas, que chegava ao vale do Rio Verde e em Baependi, o taubateano Miguel Garcia Velho descobriu ouro em diversos pontos do atual município de Delfim Moreira, mas o que mais lhe chamou a atenção foram as minas do Itagybá, perto da qual surgiu a povoação de Nossa Senhora da Soledade do Itagybá, antigamente conhecida como Itajubá Velho e atualmente sendo a cidade de Delfim Moreira, onde permaneceu por cinco anos.[13][15][16]

Em 1746, as minas de Itagybá, até então parte da Capitania de São Paulo, passaram para a Capitania de Minas Gerais, após anos de disputas entre as duas entidades.[17]

O garimpo em Soledade de Itagybá durou pouco. Em meados do século XVIII, as minas locais já haviam se esgotado, causando estagnação econômica, e muitos dos seus habitantes se retiraram dali, com os que permaneceram se dedicaram à agricultura e à pecuária, pelo fato de o ouro ter rareado.[13][17]

Fundação de Itajubá

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Em 1817, o vigário da freguesia de Nossa Senhora da Soledade de Itagybá, criada em 1762, Padre Joaquim José Ferreira, faleceu e assumiu em seu lugar, no ano seguinte, o padre português Lourenço da Costa Moreira, que chegou vindo de Guaratinguetá. Não gostou da povoação, por causa do relevo acidentado e clima frio.[13][18]

Expondo a situação da povoação, o padre Lourenço convidou alguns de seus paroquianos a seguirem com ele na busca de um local para fundar uma nova povoação. A caravana partiu em 17 de março de 1819 e, no dia 19, chegou à colina do Ibitira, no vale do rio Sapucaí, em cujo topo, em um primitivo altar de paus preparados a foice pelos seus acompanhantes, rezou a primeira missa ali, fundando a povoação de Boa Vista do Sapucaí (atual cidade de Itajubá). Posteriormente, foi erguida uma capela de pau-a-pique ali. A nova povoação atraiu muitos habitantes vindos de Soledade de Itagybá.[13]

Por meio de um decreto imperial de 14 de julho de 1832, a povoação de Boa Vista do Sapucaí foi elevada à categoria de freguesia, subordinada à vila de Campanha da Princesa.[17]

Município emancipado

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Posteriormente, a Lei Provincial nº 355, de 27 de setembro de 1848, sancionada pelo presidente da província de Minas Gerais, Bernardino José de Queiroga Júnior, elevou a freguesia de Boa Vista do Sapucaí à categoria de vila, com o nome de Boa Vista do Itajubá, desmembrada de Campanha, sendo instalada em 27 de junho de 1849, com a posse da primeira Câmara Municipal.[17][18]

Em 1850, a freguesia de Espírito Santo dos Cumquibus se emancipou de Itajubá, com o nome de Cristina, junto com a de São Sebastião da Capituba (atual Pedralva).[13]

Em 4 de outubro de 1862, pela Lei provincial nº 1.149, elevou Boa Vista de Itajubá à categoria de cidade, com o nome de Itajubá.[17]

Entre meados e o final do século XIX, ganhou destaque, em Itajubá, a cultura do café, a qual, junto com a do fumo e a agricultura de subsistência, eram as principais atividades econômicas do município.[15]

Vital Brazil viveu sua primeira infância entre as cidades de Campanha e Itajubá, entre 1865 e 1872.[19]

Em 11 de março de 1888, dois meses antes da Lei Áurea, Itajubá se tornou o primeiro município de Minas Gerais a abolir a escravidão.[13]

Em 1901, Itajubá perdeu território para a criação do município de Vargem Grande (atual Brazópolis).[13]

Itajubá é conhecida no cenário nacional por sua contribuição ao desenvolvimento do país, pois nela se instalou, em 23 de novembro de 1913, a Escola de Engenharia que daria origem a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI). Grandes nomes saíram de suas tradicionais famílias, ou dos bancos da hoje UNIFEI, para servir o país, como o Presidente da República Wenceslau Braz, o vice-presidente Aureliano Chaves e vários deputados estaduais e federais. Vários são os ex-alunos da atual UNIFEI lembrados e também associados a Itajubá por várias razões, entre elas o sucesso profissional, a contribuição para o país ou envolvimento político.[13]

Em 1938, Itajubá perdeu o distrito de Soledade de Itajubá, que foi emancipado com o nome de Delfim Moreira. Em 1962, foram emancipados os distritos de Wenceslau Braz e Piranguçu.[13]

Enchentes

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A cidade de Itajubá já enfrentou diversas enchentes, nos anos de 1874, 1881, 1905, 1919, 1929, 1936, 1940, 1945, 1957, 1962, 1979, 1991 e em janeiro de 2000, sendo a última uma das mais severas.[20] Em 12 de janeiro de 2011, houve mais uma enchente na cidade.[21] Para auxiliar a população no monitoramento dos rios, a loja A Mineira disponibiliza em seu site imagens feitas com webcam do Rio Sapucaí, na Ponte P4, e do Ribeirão José Pereira, na Av. BPS, atualizadas periodicamente.[22]

Câmara Municipal de Itajubá
Quartel-sede do Quarto Batalhão de Engenharia e Combate

Pequena Central Hidrelétrica Luiz Dias

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Prédio da Santa Casa de Misericórdia de Itajubá

A Pequena Central Hidrelétrica Luiz Dias localiza-se em Itajubá e foi inaugurada em 1914. Foi a segunda usina desse porte a ser instalada no sul do estado de Minas Gerais. A central pertenceu à Companhia Industrial Sul Mineira, à Companhia Industrial Força e Luz, à Companhia Sul Mineira de Eletricidade e atualmente é propriedade da Companhia Energética de Minas Gerais.[23]

Geografia

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O município é constituído pelos distritos da sede e de Lourenço Velho.[24] Faz divisa com os municípios de São José do Alegre, Maria da Fé, Wenceslau Braz, Piranguçu, Piranguinho e Delfim Moreira.[25] Seu território pertence à bacia hidrográfica do rio Sapucaí e a sede encontra-se na latitude 22° 26’ Sul e longitude 45°27’ Oeste.[26]

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[27] o município está localizado na Região Geográfica Imediata de Itajubá, pertencente à Região Geográfica Intermediária de Pouso Alegre.[28] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Itajubá, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Sul e Sudoeste de Minas.[29]

Sua altitude varia de 845 metros, na cota do rio Sapucaí a 1 915 metros, na Pedra de Santa Rita[30]. Apresenta um relevo predominantemente montanhoso, com superfície montanhosa de 78 por cento, ondulada de doze por cento e plana de dez por cento. O solo predominante é o latossolo vermelho-escuro distrófico.[31]

Hidrografia

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Itajubá pertence à bacia do rio Sapucaí. Possui declividade média 0,05% estendendo-se por 12 quilômetros sua planície fluvial. Além deste, possui outros rios de importância como o rio Lourenço Velho e os ribeirões Anhumas, Zé Pereira, Piranguçu e Água Preta.[32]

Saneamento

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Em 2010, o esgoto de 98% dos domicílios urbanos e de 46% dos domicílios rurais era destinado à rede geral de esgoto ou pluvial.[33]

Situado nos limites meridionais do clima temperado, sob influência da elevada altitude da região, o clima de Itajubá é do tipo temperado, com oscilações bruscas de temperatura e predominância de ventos NE. Índice pluviométrico é 1 420 milímetros (mm) ao ano, chegando ao maior nível nos meses de dezembro e janeiro.[34] A temperatura média anual é de 19,5 °C, com máxima média anual de 26 °C e a mínima de 13 °C.[35] Há registros que indicam queda de neve na cidade no século XX. São comum geadas nos meses mais frios.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1931 a 1968 a menor temperatura registrada em Itajubá foi de −1,2 °C em 22 de junho de 1933 e a maior atingiu 36,7 °C em 7 de outubro de 1946.[36][37] Dados mais recentes da estação meteorológica da Universidade Federal de Itajubá a partir de abril de 2010 indicaram que a menor temperatura foi de 0,3 °C em 20 de julho de 2021 e a maior de 35,7 °C em quatro ocasiões, duas em outubro de 2014 (nos dias 15 e 19) e as outras duas em janeiro de 2015 (dias 18 e 19); a maior rajada de vento alcançou 156,5 km/h em 6 de novembro de 2015.[38]

Dados climatológicos para Itajubá
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 35,7 35,2 34,2 33 31,6 28,8 30,4 34,2 35,7 36,7 36,2 35,6 36,7
Temperatura máxima média (°C) 27,8 27,9 27,5 26,1 24,3 23,3 23,2 25,2 26,1 26,6 26,8 27 26
Temperatura média (°C) 22,2 22,3 21,6 19,8 17,3 15,9 15,5 17,3 19 20,4 21 21,4 19,5
Temperatura mínima média (°C) 16,7 16,7 15,8 13,5 10,3 8,5 7,8 9,4 12 14,2 15,3 15,9 13
Temperatura mínima recorde (°C) 10,4 9,8 8,8 4 2 −1,2 0,2 1,2 0,8 3,6 5,4 9,8 −1,2
Precipitação (mm) 246,3 167,3 151,2 68,5 64,6 36,6 27,8 37,1 83,9 131,9 167,7 237,4 1 420,7
Fonte: Climate-Data.org (médias de temperatura)[35] e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) (médias de precipitação)[34]
Fonte 2: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (recordes de temperatura de 1931 a 1968)[36][37] e Universidade Federal de Itajubá (recordes de temperatura: 01/04/2010-presente)[38]

Flora e fauna

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É formada por vestígios de mata atlântica com espécies como: jatobá, angico, jacaré, peroba, ipê, carqueja, sete–sangrias e taiuiá.[carece de fontes]?

Possui áreas de floresta subcaducifólia latifoliada tropical e de floresta subcaducifólia subtropical de araucária. Encontramos as seguintes espécies nesta vegetação: amoreira, canela, canjerana, cedro, guatambu, jatobá, jequitibá, maçaranduba, copaíba, peroba-rosa, sassafrás.[carece de fontes]?

Há uma grande variedade da fauna silvestre. Algumas espécies de aves encontradas na região são: bem-te-vi, fogo-apagou, juriti, maritaca, pica-pauzinho, risadinha, rolinha, sabiá-amarelo, sanhaço, tiê-preto e o tucano. Há cobras como: a falsa-coral, cascavel, jararacuçu, sucuri e urutu. Também encontram-se mamíferos como: cachorro-do-mato, capivara, cutia, gambá, jaguatirica, lebre, lontra, macaco-prego, morcego-frutífero, ouriço, paca, rato-do-mato, suçuarana, veado-mateiro e o tatu.[carece de fontes]?

Cachoeiras

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Na cidade, encontram-se diversas cachoeiras, como a da Serra dos Toledos; a Cachoeira da Estância; Cachoeira da Pedra Vermelha; Cachoeira do Ano Bom, Cachoeira Grande, Cachoeira dos Pilões e Cachoeira da Peroba.[carece de fontes]?

Demografia

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A população recenseada em 2022, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, era de 93 073 habitantes, dos quais 47 521 (51,06%) eram mulheres e 45 552 (48,94%) homens.[39] Em 2010, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do município era de 0,787, sendo o quarto maior do estado de Minas Gerais.[12] Em 2022, a taxa de urbanização do município era de 89,63%.[40] Há uma grande população estudantil, principalmente em cursos de graduação e pós-graduação oferecidos pelas faculdades abrigadas na cidade. A cidade conta com muitas escolas profissionalizantes, possuindo, assim, muita mão de obra especializada.[carece de fontes]?

Evolução populacional

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  • 1991 - 75 014
  • 1996 - 79 569
  • 2000 - 84 135
  • 2007 - 86 673
  • 2009 - 90 225
  • 2010 - 90 679
  • 2011 - 91 158
  • 2012 - 91 643
  • 2013 - 94 940
  • 2014 - 95 491
  • 2015 - 96 020
  • 2016 - 96 523
  • 2017 - 97 000

Em 2022 residiam em Itajubá 93 073 pessoas, das quais 65 585 eram brancas, 22 017 pardas, 5 233 pretas, 199 amarelas e 34 indígenas.[41]

Etnia Porcentagem da população (2022)
Branca70,47%
Parda23,66%
Preta5,62%
Amarela0,21%
Indígena0,04%

Em 2010 a expectativa de vida era de 78,0 anos.[42]

Entroncamento da rodovia MG-350 com a Rodovia BR-459, em Itajubá.

A principal rodovia que corta o município é a BR-459, que liga Lorena a Poços de Caldas. É a ligação da rodovia Fernão Dias BR-381, que liga São Paulo a Belo Horizonte, com a Rodovia Presidente Dutra BR-116, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro.

Além desta rodovia, a MGC-383 liga o município ao Circuito das Águas, passando por Maria da Fé e Cristina.

A BR-383 liga o município a Campos do Jordão em São Paulo, passando por Piranguçu.

Finalmente a rodovia MG-350 liga o município de Itajubá ao Vale do Paraíba em São Paulo e Rio de Janeiro, passando por Delfim Moreira.

Índice de Desenvolvimento Humano

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O município possui a parcela do Índice de Desenvolvimento Humano referente à longevidade com valor de 0,884, considerado muito alto. O de educação é 0,718 e o de renda, 0,767.[43]

Sede da prefeitura municipal

O município de Itajubá é o um dos centros urbanos mais importantes da região, concentra e distribui bens e serviços para os municípios limítrofes.

Indústria

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O município possui um dos maiores distritos industriais da região sul de Minas Gerais, com indústrias de grande e médio porte. Muitas encontram-se em fase de expansão e formação de novos postos de trabalho, empregando, hoje, entre 9 000 e 10 000 pessoas.[carece de fontes]?

Em 20 de junho de 2023 a Comissão de Educação e Cultura, do Senado Federal, aprovou o Projeto de Lei 2.653/2022, que confere ao município o título de Capital Nacional da Produção de Helicópteros.[44]

Transporte urbano

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O município possui uma empresa que faz a ligação entre o movimentado centro da cidade e os demais bairros urbanos e rurais. A empresa conta com dezoito linhas para atender à população. Sua frota está adaptada para oferecer acessibilidade aos indivíduos portadores de necessidades especiais.[carece de fontes]?

Agropecuária

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O principal produto agrícola do município é a banana. Destacam-se, também, o cultivo do milho, a pecuária bovina e suína e, em menor escala, a cafeicultura.[carece de fontes]?

Comércio

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Tapete de serragem nas ruas da cidade, no dia de Corpus Christi.

O comércio varejista do município é bem diversificado contando, atualmente, com mais de 400 estabelecimentos comerciais registrados na Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Itajubá. A Cidade conta com grandes redes de lojas como Casas Bahia, Lojas Cem, Casas Pernambucanas, Ponto frio, Magazine Luiza,Vera Cruz Florarte, Casa Joka, Lojas Edmil, Le Postiche, entre muitas outras. Com o crescimento do comércio na cidade, há um projeto na CDL - Camara de Dirigentes e Lojistas de reformar o centro comercial da cidade para aquecer o comércio de Itajubá.[carece de fontes]?

Educação e ciência

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A cidade possui uma forte vocação na área de educacional, contanto com excelentes escolas de primeiro e segundo graus, e instituições universitárias de fama nacional.

Educação básica

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Conta atualmente com dezessete escolas particulares, treze estaduais, 33 escolas municipais, entre ensino infantil e fundamental, e quatro de ensino técnico. Está presente, também o CESEC (Centro de Estudos Supletivos de Educação Continuada "Padre Mário Penock"). Também estão presentes escolas mantidas pelo SESI, SENAI, SENAC e Fundação Bradesco. Possui uma das menores taxas de analfabetismo em todo país, e devido ao grande número de pesquisadores pós-graduados, encontra-se entre os expoentes da pesquisa científica brasileira e mundial. Um exemplo disto é o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), cuja sede encontra-se em Itajubá.

Em 2010 a taxa de escolarização de 6 a 14 anos era de 98,1 %[45]

Educação superior

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Vista para a Universidade Federal de Itajubá

Itajubá é também reconhecida nacionalmente por ter um dos melhores sistemas de ensino universitário do país. Possui cinco estabelecimentos de ensino superior fundados na própria cidade (Universidade Federal de Itajubá, Faculdade de Medicina de Itajubá, Escola de Enfermagem Wenceslau Braz, Centro Universitário de Itajubá e Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Sul de Minas) além de pólos de instituições de outros municípios (Universidade Norte do Paraná, Universidade São Francisco, Universidade Paulista, Universidade Cruzeiro do Sul, Centro Universitário de Maringá, Centro Universitário do Sul de Minas, Centro Universitário Internacional).

O município conta desde 2005 com uma sede da AIESEC, uma plataforma internacional que trabalha com desenvolvimento de liderança e intercâmbio de estudantes.[46]

Teatro Municipal Christiane Riera

Itajubá é vocacionada para todos os segmentos da cultura e das artes, promovendo festivais e exposições nas artes plásticas, cênicas, musicais, literárias e artesanato. Entre os festivais se destaca o FICA (Festival Itajubense de Cultura e Arte), realizado desde 2011 e que reúne cerca de 100 atrações em música, teatro e dança.[47]

Veículos de comunicação

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Itajubá possui cinco emissoras de rádio FM (Rádio Jovem FM, Rádio Panorama, Rádio Max FM, Rádio Futura e Rádio Itajubá) e sete sistemas de comunicação pela Internet: TV DA SOLEDADE (Orgão oficial da Paróquia Nossa Senhora da Soledade), TV ITAJUBÀ, RÁDIO ESTÉREOSUL, DIÁRIO DE ITAJUBÁ, CONEXÃO ITAJUBÁ, ITAJUBÁ NEWS e PORTAL ONDA SUL.

Também há veículos de comunicação impressos, como as revistas Guia da Mantiqueira - Itajubá e Região; Charme e It's Itajubá. Há também na cidade um jornal semanal: O Itajubá Notícias.

O município é considerado a capital mineira do canto coral por construir, ao longo de vários anos, uma tradição em encontros e laboratórios de cantores e regentes de todo o Brasil e do exterior. Possui duas feiras de artesanato onde três associações de artesãos expõem seus trabalhos na praças Wenceslau Braz e Getúlio Vargas aos finais de semana.

Arqueologia

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Pedra Vermelha, localizada no bairro Anhumas.

É registrada no Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico, com sítios arqueológicos pré-históricos e históricos. É aberta ao público a visitação dos seguintes sítios: Fazenda da Figueira (Rio Manso, distrito de Lourenço Velho); Fazenda do Capitão Pimenta, avô do cientista Vital Brasil, localizada no Rio Manso; sítio arqueológico das Anhumas (Bairro Anhumas).

Teatro e cinema

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Há na cidade o Teatro Municipal Christiane Riera e dois cinemas: Cine A (no parque da cidade) e o Cine Clube Itajubá.

Entre os espaços culturais da cidade, destacam-se o Espaço Técnico Cultural Luís Teixeira, o Espaço Cultural Padre Mário Penock, a Biblioteca Municipal Antônio Magalhães Lisboa, o Centro Técnico Cultural Prof. Pedro Mendes dos Santos, o Espaço Cultural João Batista Brito e o anfiteatro Albert Sabin da Faculdade de Medicina de Itajubá.

Vista da Pedra Aguda.

Entre as peças de teatro, destaca-se o "Curso de Porte e Postura", uma peça do Grupo Três à Solta, que já está em cartaz há mais de quinze anos.[48]

Ecoturismo

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Uma das principais vertentes do turismo itajubense é o ecoturismo. O município integra o circuito turístico dos Caminhos do Sul de Minas.[49]

Entre as principais atrações turísticas, encontra-se a Reserva Biológica da Serra dos Toledos (não é aberta a visitação, mas possui belas atrações naturais no seu entorno), o Horto Florestal Anhumas; a Fazenda Figueira, a Pedra Aguda, o sítio arqueológico das Anhumas.[carece de fontes]?

Visitação

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Capela de São Miguel Arcanjo - Comunidade Sol de Deus, Itajubá, Minas Gerais.

Há na cidade muitos casarões históricos, entre eles: A Casa Rosada, antiga residência do ex-presidente da república, Wenceslau Brás; o Edifício da Santa Casa de Misericórdia, o Edifício do Grande Hotel (um dos mais antigos), o Edifício da Fundação Teodomiro Santiago; o Palacete de Isaltino Faria (Antigo Gabinete do Prefeito), o Prédio da Câmara Municipal (Antigo Fórum), a antiga Estação Ferroviária (Museu Wenceslau Braz). Também há a igreja Matriz de Nossa Senhora da Soledade, padroeira local e de arquitetura neorromântica; o Santuário de Nossa Senhora da Piedade que durante todo o ano recebe milhares de romeiros, Igreja Matriz de São José Operário e santuário de Nossa Senhora da Agonia, Igreja Matriz de São Benedito, Igreja de Nossa Senhora Aparecida (Vila Vicentina), a Capela de Nossa Senhora dos Remédios (Colégio das Irmãs) além de diversas outras igrejas e capelas urbanas e rurais.[carece de fontes]?

Pode-se visitar, ainda, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus, que foi uma das pioneiras no processo de evangelização entre as igrejas protestantes no sul de Minas Gerais. Hoje, a Assembleia de Deus de Itajubá (Ministério Missão - Pastor Presidente - Levi Faria)conta com mais de 70 congregações espalhadas por vários pontos da cidade e também com igrejas em outros estados e em outros países,é uma instituição de credibilidade no município.[carece de fontes]? Possui também 8 igrejas presbiterianas, sendo a Primeira Igreja Presbiteriana de Itajubá fundada como congregação da Igreja Presbiteriana de São João da Cristina, de Maria da Fé no bairro Morro Chic, fundada em 1934.

Um imprescindível local de visitação e peregrinação religiosa é a "Comunidade Sol de Deus", localizada no bairro Santa Rosa. A Comunidade, que foi erguida em na antiga Fazenda Santa Maria, possui uma Capela dedicada à São Miguel Arcanjo, construída com toques de estilo romano e clássico; possui ainda a "Casa de Retiros David" que é sede para inúmeros retiros de Comunidades e Movimentos Religiosos da Igreja Católica; uma Capelinha dedicada à Divina Misericórdia, onde o Santíssimo Sacramento fica exposto para adoração dos fieis durante quase todo o dia; dois pequenos Oratórios, dedicados à São Pio de Pietrelicina e Santa Faustina; e uma pequena Gruta natural na encosta da montanha, dedicada à Nossa Senhora Aparecida. Enfim, um local de natureza belíssima, cercado de montanhas, com um silêncio acolhedor, onde experimenta-se a presença de Deus e o convite à oração.[carece de fontes]?

Esporte e lazer

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Pôr do Sol assistido no Pico da Pedra Aguda

A cidade se destaca em várias modalidades esportivas. Com destaque merecido, o tênis de mesa é um dos principais esportes praticados na cidade. Fez e faz grandes campeões mineiros e nacionais. Também há grande destaque para o basquetebol masculino, o voleibol feminino, e o futsal masculino, que já conquistou o cobiçado título da Taça EPTV de Futsal (Adulto) e é a atual campeã da Copa Alterosa e JIMI(1º e 2º fases), por mais de uma vez o título da Liga Sul Mineira de Futsal (Infantil e Juvenil) e também os Jogos da Juventude do Sudoeste de Minas e Jogos Infantis do Sudoeste de Minas (duas vezes) a equipe já contribuiu na formação de grandes cidadãos, mas também de um dos atletas da melhor equipe de futsal do país a Malwee de Jaraguá do Sulo Atleta Augusto César que disputa a Liga Nacional de Futsal.[carece de fontes]?

Possui três grandes clubes de esporte e lazer, a seguir: Clube Itajubense, Country Club e Clube Dezesseis de Julho, da fábrica de Armas IMBEL.

Lago do Parque Municipal de Itajubá

Têm sede em Itajubá dois clubes de futebol: A Sociedade Desportiva Yuracan Futebol Clube, clube pelo qual teve em suas categorias o jogador brasileiro Diego Costa, naturalizado espanhol e que defende as cores da Espanha, e o Smart Club, ambos com estádio próprio.[carece de fontes]?

Hoje, Itajubá se destaca também na atividade de escalada esportiva devido a qualidade e quantidade de rochas existentes na região. Muitos atletas locais estão se sobressaindo no cenário da escalada esportiva nacional devido ao incentivo de empresas especializadas no ramo.[carece de fontes]?

Itajubá é berço do hexacampeão Brasileiro de Motocross Massoud Nassar Neto, que tem no currículo participações em corridas representando o Brasil na Europa e nos Estados Unidos.

Itajubá possui um parque construído através de parceria pública-privada, sendo este uma das principais áreas utilizadas pela população para a prática de esportes, além da área esportiva da Universidade Federal de Itajubá e das diversas academias à céu aberto espalhadas pela cidade.[carece de fontes]?

São encontrados na cidade diversos clubes esportivos, destacando-se: Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), Clube XVI de Julho (IMBEL), Clube dos Trabalhadores, Clube Itajubense (sede urbana e sede campestre), (CRESPI)Clube Recreativo Esportivo dos Servidores Públicos de Itajubá, Itajubá Country Club, Itajubá Tenis Clube, Smart Futebol Clube e Yuracán Futebol Clube. Possui três clubes futebolísticos, dois deles participantes do campeonato mineiro. Há também o Clube Montês Itajubense, entidade criada em 2003 para organizar e difundir as atividades e esportes praticados em Montanha, zelando pela preservação do meio ambiente e gerando renda através do ecoturismo a propriedades rurais desacreditadas com as culturas tradicionais de subsistência.[carece de fontes]?

Ginásios e estádios

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A cidade possui oito ginásios poliesportivos e três estádios de futebol. Há um ginásio de escalada esportiva no Parque Municipal, um dos mais completos do país. Também é uma boa opção de lazer o Parque Anhumas.

A Wikisource contém fontes primárias relacionadas com Itajubá

O hino oficial do município foi instituído em 1985, a letra é de Gildes Bezerra e a música de Luís Celso de Carvalho.

A primeira gravação utilizada do Hino de Itajubá foi executada pelo tecladista Assis Rennó e interpretada pela cantora Cristiane Venâncio em parceria com o Estúdio ZAMA no ano de 1997.[carece de fontes]?

Personalidades itajubenses

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Ver também

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Referências

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Ligações externas

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