Sociedade de Transportes Colectivos do Porto
| Sociedade de Transportes Coletivos do Porto | |
|---|---|
| Razão social | Sociedade de Transportes Coletivos do Porto, E.I.M., S.A. |
| Atividade | Transporte rodoviário Alvará n.º 200432 |
| Fundação | 1946 (80 anos) |
| Sede | Porto, Portugal |
| Área(s) servida(s) | Área Metropolitana do Porto |
| Empresa-mãe | Câmaras Municipais de Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Valongo e Vila Nova de Gaia |
| Antecessora(s) | Companhia Carris de Ferro do Porto |
| Website | stcp |
A Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), às vezes chamada de Carris (referenciando a antiga empresa que antecedeu a STCP), é a empresa que gere a rede de autocarros no concelho do Porto e também várias linhas em concelhos do Área Metropolitana do Porto. Para além dos autocarros, há ainda três linhas de carros elétricos que estão sob a responsabilidade desta empresa. O atual presidente da empresa é Luís Osório.
Histórico
[editar | editar código]A STCP foi criada em 1946, mas a história desta empresa remonta a 1872, com a criação da Companhia Carril Americano do Porto (CCAP) e da Companhia Carris de Ferro do Porto (CCFP) no ano seguinte. A fusão das duas empresas ocorreu em 1893, mantendo o nome da última. A sua concessão foi outorgada em 1907, surgindo como consequência disso a Companhia de Viação Eléctrica do Porto (CVEP), que tendo durado apenas 1 ano, não chega a dar início a qualquer actividade, e é absorvida de volta à Carris no ano seguinte, com esta mantendo-se como a empresa que geriu os transportes públicos portuenses até 1946, até à Câmara Municipal fazer um resgate à empresa, e criar a STCP como sua substituta.[1]
O serviço, com 72 linhas (incluindo carros elétricos), é assegurado por um parque de autocarros (420 em 2021)[2] com uma média de idade de 14 anos. A STCP explora uma das maiores frotas de autocarros a gás da Europa, com um total de 257 veículos, o que representava 62% da sua frota em 2017. A empresa já tem em funcionamento autocarros elétricos com bateria, contribuindo para um menor impacto ambiental.[3]
Os autocarros da STCP tiveram em 2021 uma taxa de ocupação média de 10,1% e circularam com velocidade média de 15,82 km/h.[2] Tendo em conta estes números e os km totais percorridos pela frota nesse ano[2] é possível estabelecer a intensidade carbónica efetiva de 156 gCO2/Passageiro.km.

Em 2004, a empresa participou num programa para testar autocarros movidos a hidrogénio em várias cidades europeias, o projeto CUTE, tendo recebido 3 novos autocarros da empresa Mercedes-Benz, modelo O530BZ, movidos a esta energia. Destes 3 autocarros movidos a H2, dois foram devolvidos (STCP 4001 e STCP 4003) e um esteve em exposição no Museu do Carro Eléctrico (STCP 4002) até ser retirado algures após 2010, sendo o seu destino até ao momento incerto. Como "recompensa" pela participação da STCP neste projeto, aquando da retirada do serviço público dos 3 autocarros movidos a H2, foram recebidos outros 3 autocarros muito semelhantes aos que se encontraram em testes, embora estes fossem movidos a Diesel. Receberam a numeração STCP 2181, 2182 e 2183, e um deles acabou o seu serviço mais cedo do que o esperado, após um incêndio na A4 enquanto regressava à Estação de Recolha da Via Norte.
A cor-padrão dos autocarros é o típico azul escuro, agora com detalhes em turquesa e branco mostrando o novo slogan da empresa: "Mobilidade Inteligente". Previamente a 2018 a cor-padrão era o azul escuro com uma risca laranja, esquema adotado no início do milénio aquando da chegada da série de autocarros Mercedes-Benz O405N2 entre 1998 e 1999. Apesar disso, até cerca de 2007 ainda circularam autocarros com o esquema prévio da empresa: o cor-de-laranja com detalhes brancos.
Digno de visita é o Museu do Carro Eléctrico, onde se podem admirar vários veículos que marcaram o passado do Porto (não necessariamente só carros elétricos). Localiza-se na Alameda de Basílio Teles, em Massarelos.
Linhas STCP
[editar | editar código]Linhas de Elétrico STCP
[editar | editar código]- Infante ⇆ Passeio Alegre
- Passeio Alegre ↺ Carmo
- Carmo ↺ Batalha
(serviço interrompido em 2021 e retomado em 2026 devido às obras da nova linha Rosa do Metro do Porto[4])
Linhas da Rede Diurna e Noturna
[editar | editar código](Linhas que circulam sensivelmente entre as 05:30 e a 01:00).
Porto
- Bolhão ⇆ Castelo do Queijo
- Aliados ⇆ Viso
- Aliados ⇆ Passeio Alegre (via Av. Bessa)
- Estádio do Dragão ⇆ Casa da Música
- Hospital de São João ⇆ Foz
- Campanhã ⇆ Castelo do Queijo
- Campanhã ⇆ Bairro de Santo Eugénio
- Campanhã ⇆ Mercado da Foz
- Aliados ⇆ Aldoar (Junta de Freguesia)
- Pasteleira ⇆ Prelada (via Campo Alegre)
- Aliados ↺ (via Hospital de São João)
- Sá da Bandeira ↺ (via Hospital de São João)
- Aliados ↺ (via Damião de Góis)
- Praça da Liberdade ↺ (via Constituição)
- Aliados ⇆ Santa Luzia (Norte)
- Cordoaria ⇆ Hospital de São João
- Aliados ⇆ Parque Nascente
- Bolhão ⇆ São Roque
- Boavista (Bom Sucesso) ⇆ São Roque (Gama Barros)
- Boavista (Casa da Música) ⇆ Campanhã
- Campanhã (TIC) ⇆ Hospital de São João
- Zona Campanhã: Estádio do Dragão (Alameda das Antas) ⇆ Areias
Porto ↔ Matosinhos
- Pr. Liberdade ⇆ Matosinhos (Mercado)
- Aliados ⇆ Matosinhos (Praia)
- Bolhão ⇆ Matosinhos (Mercado)
- Boavista (Bom Sucesso) ⇆ Gatões
- Boavista (Casa da Música) ⇆ NorteShopping (via Fluvial)
- Hospital de São João ⇆ Matosinhos (Mercado) (via Custóias)
- Hospital de São João ⇆ Matosinhos (Mercado) (via Padrão da Légua)
- Cordoaria ⇆ MAR Shopping
- Boavista (Bom Sucesso) ⇆ Cabo do Mundo (via MAR Shopping)
Porto ↔ Maia
Porto ↔ Valongo
Porto ↔ Gondomar
Porto ↔ Vila Nova de Gaia
- Cordoaria ⇆ Francelos (via Ponte Luís I)
Entre 2021 e 2023, esta carreira circulou em dois segmentos separados, devido a obras no tabuleiro inferior da Ponte Luís I:[5] - Trindade ⇆ Valadares (Escolas) (via Ponte Luís I)
- Boavista (Casa da Música) ⇆ Lavadores (Praia) (via Ponte da Arrábida)
- Boavista (Casa da Música) ⇆ Laborim (via Ponte da Arrábida)
- Trindade ⇆ Coimbrões (Quinta da Bela Vista) (via Ponte do Infante)
- Trindade ⇆ Madalena (Centro de Saúde) (via Ponte do Infante)
- Trindade ⇆ Madalena (via Ponte Luís I)
- Boavista (Bom Sucesso) ⇆ Vila d'Este (via Ponte da Arrábida)
- Cordoaria ⇆ Francelos (via Ponte Luís I)
Linhas da Rede da Madrugada
[editar | editar código](Linhas que circulam entre as 00:30 e as 06:00).
- Aliados ⇆ Matosinhos (Praia) (via Campo Alegre)
- Aliados ⇆ Aeroporto (via Padrão da Légua)
- Aliados ⇆ Maia (Câmara)
- Aliados ⇆ Ermesinde (Estação)
- Aliados ⇆ Valongo
- Aliados ⇆ S. Pedro da Cova (Rio Ferreira)
- Rotunda AEP ⇆ Gondomar (Souto) (via Hospital de São João)
- Aliados ⇆ Vila D'Este (via Ponte do Infante)
- Hospital S. João ⇆ Coimbrões (Quinta da Bela Vista) (via Ponte Luís I)
- Aliados ⇆ Santo Ovídio (via Ponte da Arrábida)
- Aliados ⇆ Matosinhos (Mercado) (via Rotunda AEP)
Cronologia
[editar | editar código]- As linhas ZM (Zona Massarelos - Cordoaria ⇆ Boavista B.S.) e ZR (Zona Rio - Alfândega ⇆ Campanhã) foram extintas a 2 de Agosto,[quando?] tendo os seus percursos sido unidos originando a linha 403 que liga a Boavista a Campanhã.
- A 3 de Agosto[quando?] foram introduzidas várias mudanças na rede STCP:
- as linhas 200 e 203 beneficiaram de um prolongamento à Praça Cidade Salvador durante o mês de Agosto. Este prolongamento é efetuado na época de Verão até à data (2022);
- as linhas 203 e 207 sofreram uma pequena alteração de percurso na zona de Serralves;
- a linha 209 deixou de circular pelo Bairro de Bessa Leite e cemitério de Lordelo, passando a utilizar a Rua do Campo Alegre na íntegra, até à Rua de Serralves já em Lordelo;
- a linha 304 passou a efetuar terminal na Avenida dos Aliados juntamente com a linha 600 (com horário combinado para que a linha 304 parta cerca de 3 minutos antes de um 600) e é servida quase diariamente por autocarros 100% elétricos, tornando-se não oficialmente a primeira linha da Invicta a ser operada completamente com autocarros elétricos;
- a linha 403 foi criada em substituição das linhas ZM e ZR;
- a linha 503 trocou o Interface da Casa da Música pelo Terminal do Bom Sucesso, começando a circular pelo antigo percurso da linha 209 pelas Ruas de António Patrício e António Cardoso, Rua da Venezuela e Bairro de Bessa Leite;
- a linha 903 foi prolongada a Vilar do Paraíso.
História
[editar | editar código]Alterações na rede
[editar | editar código]A 1 de Janeiro de 2007 foram introduzidas profundas alterações na rede de autocarros dos STCP, dando origem a bastante polémica e protestos por parte de muitos utentes, devido à enorme quantidade de transbordos que foram criados, inúmeras linhas diretas eliminadas, etc.[6]
Entrega de exploração a privados
[editar | editar código]Entre 1 de Julho de 2012 e 2015, as seguintes 8 linhas passaram a ser operadas em exclusivo por operadores privados, sendo que até estas datas haviam sido colocados em prática contratos e protocolos específicos a estas linhas para que o tarifário STCP fosse acessível a todos os utilizadores destas.
- Belói ⇆ Ervedosa
- Bolhão (Mercado) ⇆ Alto da Serra (via Baguim)
- Hospital S. João (Circunvalação) ⇆ Gondomar (Escolas)
- Bolhão (Mercado) ⇆ Seixo (via Escolas de Fânzeres)
- Bolhão (Mercado) ⇆ Ermesinde (Estação)
Anos mais tarde a situação viria a repetir-se, mas com linhas que já eram operadas pela STCP e apenas durante um certo período que coincidia com os horários Escolares, devido à necessidade de reforçar alguns eixos de maior procura no centro da cidade. Assim, a 1 de outubro as linhas 403 e ZC foram entregues pelo período de 3 meses à empresa Maia Transportes para que as linhas 200, 201, 203, 204, 205, 208, 208 e 305 fossem reforçadas.[7]
Pouco tempo depois, a 20 de novembro de 2020, foi anunciado que mais linhas teriam a sua operação subcontratada a mais operadores privados mas de forma a reforçar os eixos mais importantes fora do centro da cidade. Desta vez, a linha 705 foi entregue à ValpiBus, as linhas 706 e 707 entregues à Maia Transportes e a linha ZF entre à J. Espírito Santo, para que a 23 de novembro entrassem em vigor reforços nas linhas 501, 600 (acréscimo do uso de viaturas de tipologia articulada), 703 (reforço combinado com a linha 701 no eixo Marquês ⇆ Ermesinde), 800, 801 e 907 (reforço em hora de ponta entre Santo Ovídio e Vila D'Este).[8]
Com o novo confinamento em 2021 apenas em maio desse mesmo ano se voltou a verificar um reforço extraordinário. Neste último reforço as linhas 403, 601 e ZC foram entregues à Maia Transportes, a linha 604 foi entregue à Auto Viação Pacense, a linha 705 foi entregue à ValpiBus, as linhas 706 e 707 foram entregues à Transdev e a linha ZF foi entregue à União de Transportes dos Carvalhos (UTC) que posteriormente subcontratou a empresa J. Espírito Santo para a operar. Desta vez estas entregas vieram envoltas em polémica, visto que nas linhas 604, 706 e 707 o material circulante era extremamente inadequado para o perfil dos percursos. Surgiram diversas queixas entre os vários utilizadores das linhas: na 604 grande parte dos passageiros eram idosos que necessitavam do autocarro para se deslocarem a consultas no Hospital de São João ou para tratarem de assuntos no centro da cidade da Maia, e estes apresentavam fortes dificuldades em subir os diversos degraus dos autocarros; já na 706 e na 707, a Transdev entrou ao serviço com uns espantosos autocarros de 15 metros, normalmente utilizados em viagens de longo curso com percurso em autoestrada. Poucos dias depois foi anunciado que a frota utilizada nestas 3 linhas sofreria alterações para maior comodidade dos passageiros, mas isso só veio acontecer nas linhas 706 e 707 com o uso de autocarros com o comprimento padrão.[9] A subcontratação destas linhas permitiu o reforço das seguintes: 200, 201, 203, 204, 205, 207, 208, 305, 600, 703, 800, 801 e 907. A linha 600 apenas recebeu um maior número de autocarros articulados como da última vez, sendo que a principal diferença neste reforço foi mesmo a linha 907, que apesar de continuar apenas com o reforço entre Santo Ovídio e Vila D'Este, o mesmo decorreu ao longo do dia usando viaturas articuladas em grande parte dos dias (2 de manhã e outras 2 à tarde, de forma a intercalarem com as viagens com destino à Boavista).[10]
Gestão intermunicipal
[editar | editar código]A partir de 27 de dezembro de 2020, a empresa está na esfera intermunicipal, passando os municípios do Porto, Vila Nova de Gaia, Gondomar, Matosinhos, Valongo e Maia a assumir a gestão da operadora de transporte pública.[11]
Frota
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A STCP conta com uma frota de autocarros com motores a diesel, gás natural e elétricos. Em 2017 foram adquiridos 15 autocarros elétricos, fabricados pela CaetanoBus e 173 a gás natural, fabricados pela MAN.[12] Em 2023, foram comprados mais 48 viaturas elétricas da fabricante chinesa Zhongtong Bus.[13] Finalmente, em 2025, foi adjudicada a compra de mais 30 viaturas elétricas CaetanoBus.[14]
Alguns destes autocarros são double decker, isto é, tem dois andares, o que possibilita a visão desimpedida dos utentes no segundo andar do veículo. São utilizados na linha 500 Pr. Liberdade ⇆ Matosinhos (Mercado).[15][16]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ «Origem - STCP». www.stcp.pt. Consultado em 4 de março de 2025. Cópia arquivada em 31 de maio de 2025 [ligação inativa]
- 1 2 3 Relatório e Contas STCP 2021 (PDF). Porto: [s.n.] 2022. p. 18. Consultado em 10 de setembro de 2022. Cópia arquivada (PDF) em 29 de julho de 2023 [ligação inativa]
- ↑ «STCP circula com nova frota de autocarros 100% elétricos e a gás natural - Notícias - Portal de notícias do Porto. Ponto.». www.porto.pt. Consultado em 29 de maio de 2019. Cópia arquivada em 7 de janeiro de 2020
- ↑ «ELÉTRICOS NA LINHA 22 SUSPENSOS POR CERCA DE TRÊS ANOS». Sociedade de Transportes Colectivos do Porto. 8 de novembro de 2021. Consultado em 20 de agosto de 2025. Cópia arquivada em 21 de maio de 2025 [ligação inativa]
- ↑ “STCP retoma percurso pela Ponte Luíz I” Transportes Online Info
- ↑ «Confusão com a nova rede da STCP». Jornal de Notícias. 3 de janeiro de 2007. Consultado em 10 de setembro de 2022. Cópia arquivada em 29 de julho de 2023
- ↑ «STCP com reforço em 8 linhas de autocarro no Porto». STCP. 30 de setembro de 2020. Consultado em 10 de setembro de 2022. Cópia arquivada em 7 de junho de 2025 [ligação inativa]
- ↑ «STCP reforça 6 linhas de autocarro com percursos fora do Porto». STCP. 20 de novembro de 2020. Consultado em 10 de setembro de 2022. Cópia arquivada em 7 de junho de 2025 [ligação inativa]
- ↑ «Porto. Autocarros de turismo usados para reforçar a oferta da STCP vão ser substituídos por veículos com melhores acessibilidades». Sapo24. 28 de maio de 2021. Consultado em 10 de setembro de 2022. Cópia arquivada em 12 de junho de 2025
- ↑ «STCP com aumento de oferta na próxima segunda-feira». STCP. 20 de maio de 2021. Consultado em 10 de setembro de 2022. Cópia arquivada em 7 de junho de 2025 [ligação inativa]
- ↑ «STCP passa a partir deste domingo a ser gerida pelos municípios»
- ↑ «História dos Transportes». Sociedade de Transportes Colectivos do Porto. Consultado em 29 de agosto de 2025. Cópia arquivada em 31 de maio de 2025 [ligação inativa]
- ↑ Babo, Maria João (3 de janeiro de 2023). «STCP adjudica compra de autocarros elétricos à chinesa ZT Bus». Jornal de Negócios. Consultado em 29 de agosto de 2025. Cópia arquivada em 4 de janeiro de 2023
- ↑ «STCP compra mais autocarros elétricos». Automóvel Club de Portugal. 28 de julho de 2025. Consultado em 29 de agosto de 2025. Cópia arquivada em 8 de fevereiro de 2026
- ↑ «🇵🇹🚌 STCP - Autocarro 500 - Praça da Liberdade ➜ Mercado de Matosinhos». YouTube. 5 de julho de 2021. Consultado em 29 de agosto de 2025
- ↑ «🇵🇹🚌 STCP - Autocarro 500 - Mercado de Matosinhos ➜ Praça da Liberdade». YouTube. 6 de julho de 2021. Consultado em 29 de agosto de 2025. Cópia arquivada em 2 de junho de 2023
