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Traffic (empresa)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Traffic Sports
Razão socialTraffic Assessoria e Comunicações Ltda.
sociedade limitada
Gêneromarketing esportivo
transmissões esportivas
Fundação1980 (46 anos)
SedeSão Paulo
Proprietário(s)Stéfano Hawilla
Rafael Hawilla
Eliani Hawilla
Pessoas-chaveJ. Hawilla
Websitetraffic.com.br

Traffic é uma empresa brasileira de licenciamento e mídia esportiva fundada em 1980 e comprada em 1982 pelo empresário e jornalista J. Hawilla. Oficialmente chamada de Traffic Sports, é a maior empresa de marketing esportivo do Brasil e é conhecida por ter grande influência, principalmente no meio do futebol do Brasil.[1]

História

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Fundada em 1980 em São Paulo como uma agência de publicidade, a Traffic foi comprada por J. Hawilla em 1982.[2]

Logo nos primeiros anos, ainda aproveitando o ramo da empresa, a Traffic começou alugando espaços em placas de publicidade de estádios de futebol. Em 1989, a empresa adquiria os direitos de imagem da Seleção Brasileira de Futebol por quatro milhões de dólares, os revendendo depois para a Coca-Cola por sete milhões de dólares.[2]

Crescimento e entrada da HMTF

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Em 1996, intermediou um contrato de patrocínio entre a Nike e a Confederação Brasileira de Futebol.[1][2] Tal contrato resultou em uma investigação e a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em 2000 para investigar supostas irregularidades.[3]

No final de 1998, a Traffic anuncia uma parceria de 3 anos com a Rede Bandeirantes para reformular o departamento esportivo, que estava em decadência. Contratações são feitas, como as de Fernando Vanucci e Oliveira Andrade (vindos da Rede Globo), Silvia Garcia, Orlando Duarte e Antonio Pétrin (vindos do SBT), Milton Neves (vindo da extinta Rede Manchete) e do ex-jogador Marcelinho Carioca. Também houve os retornos á emissora de Silvio Luiz e Luiz Ceará, egressos do SBT. Foram lançados os programas Super Técnico e o Esporte Agora, além de reformulações visuais nos demais programas esportivos da casa. Com relação a eventos, a parceria teve como ápices a transmissão em 2000 e 2001 da Copa Libertadores da América, três temporadas da extinta Copa Mercosul, sendo a primeira em 1999, com exclusividade em TV Aberta, as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, o Campeonato Mundial de Clubes de 2000, entre outros. Em 2002, o contrato com a Band acaba e a emissora fecha parceria com a RecordTV, levando consigo parte da equipe, além de sublicenciar torneios nacionais de Futebol junto a Globo. O contrato termina no final do mesmo ano. [carece de fontes]?

Já no ano de 1999, o fundo de investimentos americano Hicks, Muse, Tate & Furst (HMTF) fechou um acordo e adquiriu 49% da Traffic, trazendo novos direitos de transmissão de jogos e competições internacionais para a empresa.[4]

Anos 2000 e expansão

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Em 2000, a empresa apoiou a realização do primeiro Campeonato Mundial de Clubes da FIFA e possuía direitos totais de transmissão da competição. A Globo ignorou a competição e qualquer proposta para transmitir os jogos, cabendo a Rede Bandeirantes transmitir todas as partidas. O jogo final da competição entre Corinthians e Vasco, realizado em 14 de janeiro de 2000 garantiu para a Bandeirantes o seu pico histórico de audiência com cerca de 50 pontos no IBOPE.[5]

Em 2003, a Traffic adquiriu quatro emissoras de televisão do interior de São Paulo e fundou a TV TEM, uma rede de emissoras regionais afiliadas a Rede Globo.[6] A TV TEM cobre cerca de 49% do interior paulista, tendo emissoras em Bauru, Itapetininga, São José do Rio Preto e Sorocaba. Novas aquisições no setor de mídia e comunicação foram feitas em 2005, quando comprou 50% da produtora Canal Azul[7] e em 2009, quando comprou o jornal "Diário de S.Paulo".[8]

No ano de 2005, a empresa investiu no Desportivo Brasil, uma equipe criada para administrar, treinar e negociar seus atletas.[2][9] Seu projeto incluiu também em 2009, a criação de um centro de treinamento para atletas revelação na cidade de Porto Feliz, no interior de São Paulo.[10]

Internacionalização

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Em outubro de 2010, a Traffic comprou o Grupo Desportivo Estoril Praia em Portugal, que estava na Segunda Liga portuguesa. Na temporada 2010/2011, o clube subiu à Primeira Liga e na época seguinte foi uma das equipes sensação, classificando-se para a Liga Europa.[carece de fontes]?

Nos anos de 2012 e 2013, a empresa passou por algumas reformulações, respectivamente, comprando de volta a participação de 49% da HMTF[2] e vendendo o jornal "Diário de S.Paulo" para o grupo Cereja Digital.[11]

Em 2014, seu dono J. Hawilla foi acusado nos Estados Unidos pelos crimes de fraude eletrônica, extorsão, obstrução de justiça e lavagem de dinheiro, sendo obrigado a devolver cerca de 151 milhões de dólares às autoridades norte americanas, devido a um esquema fraudulento em que ficou comprovado o envolvimento da Traffic e a Federação Internacional de Futebol nas negociações de direitos de transmissão em campeonatos e ligas de futebol.[1][12][13]

Já em 2017, a divisão de representação de atletas anteriormente denominada Traffic Talentos teve seu nome alterado para Talento Football Management. Segundo representantes da empresa, a alteração se deu por uma questão estratégica e para aumentar sua presença no mercado europeu.[14] Em março do mesmo ano, falecia J. Hawilla.[9]

Atualmente, a empresa possui cinco divisões: direitos de TV e patrocínio, gerenciamento de futebol, a Traffic Sports-USA, produção e transmissão de TV e outras empresas.[15]

Condenações na justiça

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José Hawilla, dono do Grupo Traffic, em 12 de dezembro 2014 assumiu as acusações de conspiração por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça nos Estados Unidos. Em 14 de maio de 2015, foi considerado culpado pelo crime[16] de fraude bancária. No acordo, devolveu US$ 151 milhões de dólares, sendo US$ 25 milhões foram pagos no momento do acordo, segundo o documento divulgado pela Justiça dos Estados Unidos. Segundo a Justiça americana[17], Hawilla também foi indiciado e culpado por extorsão, conspiração por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça.

Negócios

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Mídia e comunicação

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Referências

  1. 1 2 3 «Saiba quem é J. Hawilla, dono da Traffic». R7.com. 27 de maio de 2015. Consultado em 29 de março de 2021
  2. 1 2 3 4 5 «O dono da bola é J. Hawilla, dono da Traffic». Exame. 8 de novembro de 2013. Consultado em 29 de março de 2021
  3. ↑ «CPI da CBF/Nike: você lembra no que deu?». epoca.globo.com. Consultado em 29 de março de 2021
  4. ↑ Reporter, a Wall Street Journal Staff (28 de julho de 1999). «Hicks Muse Buys a 49% Stake In Brazilian Broadcaster Traffic». Wall Street Journal (em inglês). ISSN 0099-9660. Consultado em 29 de março de 2021
  5. ↑ «Globo ignorou Mundial 2000 e perdeu para Band na final Vasco x Corinthians». www.bol.uol.com.br. Consultado em 29 de março de 2021
  6. ↑ Lins, Aquiles (30 de maio de 2015). «Hawilla vai abrir mão da Traffic, mas não larga TV TEM». Brasil 247. Consultado em 29 de março de 2021
  7. ↑ «Grupo Traffic compra 50% Canal Azul». propmark. 4 de outubro de 2005. Consultado em 29 de março de 2021
  8. ↑ «Cereja Digital compra jornais da Traffic». Consultado em 29 de março de 2021
  9. 1 2 «Empresário J. Hawilla morre aos 74 anos em São Paulo». G1. Consultado em 29 de março de 2021
  10. ↑ «Traffic inaugura CT milionário e coloca time para jogar - Esportes». Estadão. Consultado em 29 de março de 2021
  11. ↑ «Grupo Traffic vende 'Diário de S. Paulo' - Economia». Estadão. Consultado em 29 de março de 2021
  12. ↑ Investigações sobre irregularidades no Futebol envolvem fundador do grupo Trafic | Repórter Brasil | TV Brasil | Notícias, 28 de maio de 2015, consultado em 29 de março de 2021
  13. ↑ «Escândalo na Fifa: brasileiro dono da Traffic admitiu culpa e concordou pagar R$ 450 milhões». ESPN. Consultado em 29 de março de 2021
  14. ↑ «Envolvida em escândalo, empresa de agenciamento esportivo troca nome». 90min.com. 20 de maio de 2017. Consultado em 29 de março de 2021
  15. ↑ «Traffic está com novo site no ar». propmark. 20 de agosto de 2008. Consultado em 29 de março de 2021
  16. ↑ O Estado de S. Paulo. «J. Hawilla faz acordo na Justiça e aceita devolver R$ 476 milhões». 27/05/2015. Consultado em 27 de maio de 2015
  17. ↑ GloboEsporte.com. «José Hawilla devolveu R$ 473 mi ao fazer acordo e se declarar culpado». 27/05/2015. Consultado em 27 de maio de 2015

Ligações externas

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