CBS Evening News
| CBS Evening News | |
|---|---|
| Também conhecido como | Dias úteis: CBS Television News (1941–1950) Douglas Edwards with the News (1950–1962) Walter Cronkite with the News (1962–1963) Finais de semana: CBS Weekend News (desde 2016) |
| Informações gerais | |
| Gênero | Telejornal |
| Criação | Don Hewitt |
| Direção | Brian Nalesnik |
| Apresentação | Tony Dokoupil |
| Narração | Joe Cipriano |
| Compositor da música tema | Walt Levinsky (1982–1987) John Trivers, Elizabeth Myers e Alan Pasqua (1987–1991, 2011–2016 e 2022–2026) Rick Patterson, Ron Walz e Neal Fox (1991–2006 e desde 2026) James Horner (2006–2011) Joel Beckerman (2016–2022) |
| País de origem | Estados Unidos |
| Idioma original | inglês |
| Temporadas | 72 |
| Episódios | mais de 16.400 |
| Produção | |
| Produtor executivo | Kim Harvey |
| Localização | Nova Iorque (1941–2019 e desde 2025) Washington, D.C. (2019–2025) |
| Duração | 15 minutos (1941–1963) 30 minutos (desde 1963) |
| Empresa produtora | CBS News Productions |
| Formato | |
| Câmera | Multicâmera |
| Exibição original | |
| Emissora | CBS |
| Transmissão | 1 de julho de 1941 – presente |
| Programas relacionados | |
| CBS News Mornings CBS News Roundup CBS Mornings Concorrentes: NBC Nightly News ABC World News Tonight PBS NewsHour | |
O CBS Evening News, intitulado CBS Evening News with Tony Dokoupil desde 3 de janeiro de 2026, é o telejornal noturno da CBS News, divisão de notícias da rede de televisão CBS nos Estados Unidos. O programa vai ao ar diariamente no início da noite, com reportagens, matérias especiais e entrevistas feitas por correspondentes e repórteres da CBS News em diferentes partes do mundo.
Desde 3 de janeiro de 2026, a edição principal é apresentada por Tony Dokoupil a partir do CBS Broadcast Center, em Nova Iorque. Entre os antigos âncoras das edições de segunda a sexta-feira estão Douglas Edwards, Walter Cronkite, Dan Rather, Connie Chung, Bob Schieffer, Russ Mitchell, Katie Couric, Harry Smith, Scott Pelley, Anthony Mason, Jeff Glor, Norah O'Donnell, John Dickerson e Maurice DuBois.
O programa é transmitido desde 1 de julho de 1941, quando se chamava CBS Television News, e adotou seu título presente em 1963. As edições de sábado e domingo do CBS Evening News começaram em fevereiro de 1966. Em 2 de maio de 2016, a CBS anunciou que as edições de fim de semana passariam a se chamar CBS Weekend News a partir de 7 de maio. Esses telejornais são produzidos no CBS Broadcast Center, em Nova Iorque, e apresentados por Jericka Duncan. De 2016 a 2020, Reena Ninan apresentava a edição de sábado e Elaine Quijano, a de domingo. No verão de 2020, Ninan e Quijano foram substituídas por Major Garrett e Jamie Yuccas. Adriana Diaz e Duncan foram anunciadas como novas âncoras de fim de semana em dezembro daquele ano. Diaz deixou o programa em 2024. Desde 2025, o telejornal adotou um formato mais próximo ao de uma revista jornalística, com maior espaço para reportagens longas. Em 2026, o CBS Evening News anunciou que manteria uma linha editorial pró-Estados Unidos.[1]
A edição dos dias úteis vai ao ar ao vivo às 18h30 no horário do Leste e às 17h30 no horário Central, e é transmitida com atraso no horário das Montanhas. Uma "Western Edition", com segmentos atualizados para cobrir notícias de última hora, é exibida previamente gravada[2] às 18h30 na maior parte das emissoras no horário do Pacífico, às 17h30 no horário do Alasca e com atraso no horário do Havaí e das Aleutas.[3] À meia-noite no horário do Leste, a Western Edition é publicada no site da CBS News e em seu canal no YouTube.[4] A Western Edition e as edições de fim de semana também são exibidas no CBS News 24/7.
Em 11 de abril de 2024, o CBS Evening News permanecia em terceiro lugar entre os três principais telejornais noturnos das redes de televisão dos Estados Unidos, com cerca de 4.969.000 espectadores.[5]
História
[editar | editar código]Primeiros anos (1941–1948)
[editar | editar código]Ao se tornar uma emissora comercial em 1 de julho de 1941, a WCBW, canal 2 e futura WCBS-TV, pioneira da televisão da CBS em Nova Iorque, passou a exibir dois telejornais por dia útil, às 14h30 e às 20h, apresentados por Richard Hubbell. Na maior parte das edições, Hubbell lia um roteiro diante da câmera, com inserções ocasionais de mapas ou fotografias.
Quando Pearl Harbor foi atacada em 7 de dezembro de 1941, a WCBW, que normalmente não transmitia aos domingos para dar um dia de folga aos engenheiros, entrou no ar às 20h45 com uma extensa cobertura especial. A emergência nacional rompeu a separação informal que existia entre as operações de rádio e televisão da CBS. Executivos da WCBW convenceram locutores e especialistas da rede de rádio, entre eles George Fielding Elliot e Linton Wells, a saírem da sede radiofônica da CBS, na Madison Avenue, e irem aos estúdios de televisão da Grand Central Station para fornecer informações e comentários sobre o ataque. A cobertura daquela noite durou menos de 90 minutos, mas levou a televisão ao vivo de 1941 aos limites técnicos disponíveis e abriu possibilidades para transmissões futuras. Em um relatório enviado à Comissão Federal de Comunicações, a CBS escreveu que a transmissão de notícias ao vivo e sem programação prévia em 7 de dezembro "foi, sem dúvida, o desafio mais estimulante" que a televisão da empresa havia enfrentado.
Nos primeiros meses da participação dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, a CBS acrescentou outros programas jornalísticos, entre eles War Backgrounds, de dezembro de 1941 a fevereiro de 1942, World This Week, de fevereiro a abril de 1942, e America At War, de março a maio de 1942.
Em maio de 1942, a WCBW, assim como quase todas as emissoras de televisão dos Estados Unidos, suspendeu temporariamente as operações de estúdio. A programação ao vivo foi drasticamente reduzida e a emissora passou a recorrer quase exclusivamente à exibição ocasional de filmes. Muitos funcionários haviam ingressado nas Forças Armadas ou sido transferidos para pesquisas técnicas relacionadas à guerra. A medida também permitia prolongar a vida útil das primeiras câmeras, ainda pouco confiáveis e difíceis de reparar por causa da falta de peças.
Com o avanço dos Aliados, a WCBW reabriu os estúdios em maio de 1944. Os telejornais voltaram ao ar, apresentados brevemente por Ned Calmer e depois por Alan Jackson, Everett Holles e Dwight Cooke. Após a guerra, a emissora ampliou seus programas de notícias e mudou seu indicativo para WCBS-TV em 1946. Entre os âncoras estavam Bob McKee, Milo Boulton, Jim McMullin, Larry LeSueur, Tom O'Connor e, a partir de 1947, Douglas Edwards.
Douglas Edwards (1948–1962)
[editar | editar código]Em 3 de maio de 1948, Douglas Edwards começou a apresentar o CBS Television News como um telejornal regular de 15 minutos transmitido todas as noites de segunda a sexta-feira pela rede CBS, inclusive pela WCBS-TV. Exibido às 19h30, foi o primeiro telejornal de televisão de uma rede norte-americana, com um âncora, a ter programação regular.[6] Os telejornais anteriores da WCBW e WCBS-TV eram transmissões locais vistas apenas na cidade de Nova Iorque. A NBC oferecia naquele momento o NBC Television Newsreel, lançado em fevereiro de 1948, formado apenas por imagens de filmes acompanhadas por narração.
A rede também transmitia um resumo das notícias da semana nas noites de domingo, Newsweek in Review. O programa foi transferido para os sábados e recebeu o título The Week in Review.
Em 1950, o telejornal noturno passou a se chamar Douglas Edwards with the News. Em setembro de 1951, tornou-se o primeiro programa de notícias transmitido simultaneamente para a Costa Leste e a Costa Oeste por meio de uma nova conexão de cabo coaxial. A ligação transcontinental levou Edwards a abrir cada edição com a nova saudação "Boa noite a todos, de costa a costa".[7]
Em 30 de novembro de 1956, o programa tornou-se o primeiro a usar a nova tecnologia de videoteipe para atrasar uma transmissão originada em Nova Iorque para o oeste dos Estados Unidos.[8]
Walter Cronkite (1962–1981)
[editar | editar código]Em 16 de abril de 1962, o veterano jornalista da CBS Walter Cronkite sucedeu Edwards, e o programa passou a se chamar Walter Cronkite with the News. Em 2 de setembro de 1963, já com o nome CBS Evening News, tornou-se o primeiro telejornal de uma rede de televisão norte-americana exibido durante 30 minutos nas noites de segunda a sexta-feira e passou para as 18h30 no horário do Leste.[9][10] O Huntley-Brinkley Report, da NBC, foi ampliado para 30 minutos exatamente uma semana depois, em 9 de setembro de 1963. Algumas afiliadas, entre elas a WCBS-TV de Nova Iorque, podiam optar por uma edição posterior, às 19h no horário do Leste.

O CBS Evening News foi transmitido em cores pela primeira vez em uma edição experimental de uma única noite, em 19 de agosto de 1965,[11] e passou definitivamente ao formato em 31 de janeiro de 1966.[12] A primeira edição de sábado estreou em 5 de fevereiro de 1966, apresentada por Roger Mudd.[13]
Com Cronkite, o telejornal iniciou um período de 18 anos na liderança da audiência entre os programas noturnos das grandes redes.[14] Cronkite passou a ser chamado de "o homem mais confiável dos Estados Unidos" em uma pesquisa Gallup. Essa reputação havia crescido desde novembro de 1963, quando ele cobriu o assassinato do presidente John F. Kennedy.[15]
Em fevereiro de 1968, Cronkite, que havia trabalhado como correspondente de guerra na Segunda Guerra Mundial, viajou ao Vietname do Sul para cobrir a Ofensiva do Tet. De volta aos Estados Unidos, apresentou em 27 de fevereiro o especial em horário nobre Who, What, When, Where, Why, encerrado com a avaliação de que o país só poderia esperar um "impasse" na Guerra do Vietnã. A transmissão costuma ser relacionada à decisão do presidente Lyndon B. Johnson de não disputar a eleição presidencial de 1968. Johnson teria comentado: "Se perdi Walter Cronkite, perdi a América média".[16]
No fim de 1972, Cronkite pressionou os produtores do programa a dedicar duas noites a uma cobertura aprofundada do Caso Watergate, já amplamente publicado pelo The Washington Post, mas ainda sem espaço equivalente na televisão nacional. A primeira parte da reportagem foi exibida numa sexta-feira e ocupou 14 minutos, quase metade do telejornal. Funcionários do governo Nixon reclamaram com William S. Paley, fundador da CBS. A segunda parte foi exibida na segunda-feira seguinte, reduzida a oito minutos.[17]
Dan Rather (1981–2005)
[editar | editar código]1981–1993
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Cronkite foi sucedido na segunda-feira seguinte à sua aposentadoria, 9 de março de 1981, por Dan Rather, então com 49 anos.[18] Rather trabalhava como correspondente da CBS News desde o início da década de 1960 e também passou a integrar a equipe da revista jornalística 60 Minutes.
Acusações de liberalismo excessivo na imprensa foram dirigidas com frequência a Rather, ao CBS Evening News, à CBS News e à CBS em geral.[19][20][21] Parte dessas críticas remontava ao período em que Rather foi correspondente da Casa Branca no governo de Richard Nixon. Uma discussão em tom elevado com o vice-presidente George H. W. Bush, durante uma entrevista transmitida ao vivo em janeiro de 1988 sobre o Caso Irã-Contras, alimentou a controvérsia.[22][23] Rather defendeu sua conduta sem se desculpar no dia seguinte,[24][25][26][27] e Bush venceu a eleição presidencial em novembro.
Em 1 de setembro de 1986, durante uma disputa no conselho de administração da CBS pelo controle da empresa e uma fase de instabilidade na CBS News, Rather encerrou a edição de segunda-feira com a palavra "courage", que repetiu na noite seguinte. Em 3 de setembro, usou o substantivo masculino coraje, em espanhol, para "coragem", embora a tradução mais comum seja valor. Após a atenção recebida na imprensa e pedidos de sua equipe, abandonou a despedida em 8 de setembro.[28]
Em 11 de setembro de 1987, Rather deixou a câmera irritado pouco antes de uma transmissão remota, quando parecia que a cobertura da CBS Sports da semifinal feminina do US Open de 1987, disputada entre Steffi Graf e Lori McNeil, ultrapassaria o horário reservado ao telejornal.[29] Rather estava em Miami para cobrir a visita do Papa João Paulo II à cidade. A partida de tênis terminou antes do esperado, às 18h32 no horário do Leste, mas Rather não estava em posição para iniciar o jornal. A CBS ficou seis minutos sem transmitir imagens do programa antes de sua volta.[30] Quase metade da audiência permaneceu esperando. Rather tentou explicar sua conduta numa declaração divulgada no domingo,[31] mas não mencionou o episódio na edição seguinte, na segunda-feira, que por sua vez foi atrasada pela final masculina.[32] Em 1990, o CBS Evening News havia caído para o terceiro lugar na audiência, atrás do World News Tonight with Peter Jennings, da ABC, e do NBC Nightly News with Tom Brokaw.[14]
Em 22 de janeiro de 1991, manifestantes da AIDS Coalition to Unleash Power, ACT UP, entraram no estúdio da CBS News e gritaram "Combata a AIDS, não os árabes" durante a abertura. Um manifestante apareceu diante da câmera no momento em que Rather começava a falar. Ele imediatamente pediu um intervalo comercial, mas a tela ficou preta por seis segundos antes de voltar ao âncora. Rather pediu desculpas duas vezes aos espectadores.[33]
Connie Chung como coâncora (1993–1995)
[editar | editar código]Em 31 de maio de 1993, a correspondente da CBS News Connie Chung começou a dividir a apresentação com Rather. Os dois normalmente trabalhavam juntos no estúdio, embora em algumas edições um deles estivesse em campo enquanto o outro permanecia na bancada. A nomeação de Chung foi acompanhada por especulações constantes de que Rather não aprovava a decisão, embora ele não manifestasse oposição em público.[34] A última edição apresentada por Chung foi transmitida em 19 de maio de 1995.
1995–2005
[editar | editar código]O telejornal voltou ao formato de um único âncora em 22 de maio de 1995, com Rather permanecendo no posto. Aos 73 anos, ele deixou o Evening News em 9 de março de 2005, exatamente 24 anos depois de suceder Cronkite.
Rather saiu da bancada em meio a uma controvérsia e a questionamentos sobre a credibilidade de uma reportagem exibida durante a campanha da eleição presidencial de 2004. A matéria foi transmitida em setembro daquele ano no 60 Minutes Wednesday e questionava o histórico do presidente George W. Bush na Guarda Aérea Nacional do Texas.[35][36] Ativistas conservadores questionaram a autenticidade dos documentos usados na reportagem. Blogueiros analisaram cópias digitalizadas e concluíram rapidamente que eram falsificações. A CBS abriu uma investigação independente, e integrantes da equipe da emissora foram demitidos ou solicitados a pedir demissão.
Rather permaneceu na CBS News como correspondente depois de deixar o Evening News. Em 20 de junho de 2006, o presidente da divisão, Sean McManus, anunciou que Rather e a CBS haviam concordado em encerrar a carreira de 44 anos do jornalista na rede.[37]
Bob Schieffer (2005–2006)
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Em 10 de março de 2005, Rather foi substituído provisoriamente pelo apresentador de Face the Nation e correspondente da CBS News Bob Schieffer. Ainda não se sabia por quanto tempo Schieffer ocuparia a bancada, se o programa manteria a estrutura existente ou se passaria a ter vários apresentadores ou outro formato. Nos últimos anos de Rather, o CBS Evening News estava bem atrás de seus concorrentes da ABC e da NBC.
John Roberts, correspondente da Casa Branca, e Scott Pelley, seu antecessor nessa função, eram citados com frequência como possíveis sucessores de Rather.[38] Jim Axelrod assumiu a correspondência da Casa Branca quando Roberts deixou a CBS pela CNN.
Nos meses seguintes à saída de Rather, o programa passou a dar maior espaço a conversas ao vivo entre Schieffer e correspondentes da CBS News em diferentes países. Ao contrário do padrão habitual dos telejornais das grandes redes, essas conversas não eram ensaiadas, numa tentativa de deixar a linguagem da transmissão mais "natural".[39] A audiência cresceu, e o CBS Evening News foi o único dos telejornais noturnos das grandes redes a ganhar espectadores em 2005. Em novembro, a CBS anunciou que o produtor executivo Jim Murphy seria substituído por Rome Hartman, que assumiu em janeiro de 2006.
Com Schieffer, o CBS Evening News passou ao segundo lugar, à frente do World News Tonight, da ABC. A ABC News atravessava mudanças desde a morte do âncora Peter Jennings, em 2005. O World News Tonight adotou uma dupla de apresentadores, mas Bob Woodruff sofreu ferimentos que colocaram sua vida em risco em janeiro de 2006, quando um comboio militar iraquiano no qual viajava foi atingido por uma bomba à beira da estrada no Iraque. Elizabeth Vargas ficou sozinha na bancada. Quando Charles Gibson foi nomeado único âncora, em maio de 2006, após a saída de Vargas em razão de sua gravidez, a ABC recuperou o segundo lugar.
A última edição de Schieffer foi transmitida em 31 de agosto de 2006. Russ Mitchell o substituiu nas edições de 1 e 4 de setembro, antes da estreia de Katie Couric em 5 de setembro.
Katie Couric (2006–2011)
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Em 1 de dezembro de 2005, surgiram informações de que Katie Couric, coapresentadora do Today, da NBC, avaliava uma proposta da CBS para assumir o Evening News. Em 5 de abril de 2006, a CBS confirmou sua contratação para apresentar e editar o telejornal a partir de setembro. Couric anunciou naquele mesmo dia no Today que deixaria o programa e a NBC News depois de 15 anos como coapresentadora.[40] A audiência oscilou durante sua passagem pela bancada, melhorando em alguns períodos e caindo em outros a níveis comparáveis aos mínimos registrados desde pelo menos a temporada de 1991–1992.[41]
Couric começou a trabalhar na CBS News em julho de 2006. Sua primeira edição como âncora, em 5 de setembro, estreou novos grafismos, cenário e uma trilha composta pelo vencedor do Óscar James Horner. Elementos visuais e musicais semelhantes foram adotados em outubro em outros programas da CBS News, entre eles Up to the Minute, CBS Morning News e The Early Show. Uma nova sequência de abertura também foi criada, com narração de Walter Cronkite no lugar de Wendell Craig, salvo quando uma voz temporária fosse necessária. Após a morte de Cronkite, Morgan Freeman gravou uma nova narração, estreada em 4 de janeiro de 2010.
O telejornal também lançou um quadro chamado "freeSpeech", no qual norte-americanos, desde figuras públicas até pessoas sem projeção nacional, apresentavam comentários sobre as notícias.[42] A reação foi amplamente negativa e o quadro foi encerrado.
Em 8 de março de 2007, o The New York Times informou que o produtor executivo Rome Hartman seria substituído pelo veterano executivo de telejornalismo Rick Kaplan. Hartman havia deixado o cargo no dia anterior. Kaplan chegou ao Evening News após trabalhar na MSNBC, CNN e no World News Tonight with Peter Jennings, da ABC.
Em 4 de abril de 2007, Couric leu um comentário de um minuto sobre a importância da leitura. Grande parte do texto havia sido copiada de uma coluna de Jeffrey Zaslow no The Wall Street Journal. Couric falava como se recordasse pessoalmente de receber seu primeiro cartão de biblioteca, dizendo: "Ainda me lembro de quando recebi meu primeiro cartão de biblioteca e procurava meus livros favoritos nas estantes", mas as palavras eram de Zaslow. Descobriu-se que uma produtora havia plagiado o texto, e o vídeo foi retirado do site da CBS News.[43] Zaslow disse que a CBS havia sido cortês e pedido desculpas.[44] O episódio também foi caracterizado como um caso de "plágio duplo", pois a produtora apresentou como seu o texto de Zaslow e a âncora apresentou como suas as palavras entregues pela produtora.[45][46] A produtora, Melissa McNamara, foi demitida horas depois de o Journal procurar a CBS News para reclamar.[44][47] A rede prometeu modificar seus procedimentos.[48]
Em 28 de julho de 2008, o CBS Evening News tornou-se o terceiro telejornal noturno das grandes redes a passar a ser transmitido em alta definição, depois do NBC Nightly News e do The NewsHour with Jim Lehrer, da PBS.[49]
Em 2008, a Mediabistro elogiou a extensão das reportagens do Evening News apresentado por Couric e avaliou que seu conteúdo superava o dos concorrentes.[50] Um crítico do MarketWatch também elogiou o trabalho da âncora e apontou Couric como um nome a acompanhar em 2009.[51] O crítico Tom Shales, do The Washington Post, avaliou Couric como uma presença mais calorosa que seus dois concorrentes. Para Shales, os quase 16 anos da jornalista no Today haviam criado boa vontade junto ao público, e sua maneira de apresentar notícias difíceis tornava o programa mais acolhedor sem suavizar a gravidade dos fatos. Ele também rejeitou a ideia de que a escolha de um âncora pelo público dependesse apenas das credenciais jornalísticas e considerou as de Couric adequadas.[52]
O CBS Evening News with Katie Couric recebeu o Edward R. Murrow Award de melhor telejornal em 2008 e 2009. Em setembro de 2008, Couric entrevistou Sarah Palin, candidata republicana à vice-presidência, e recebeu elogios de um crítico do MarketWatch pelas perguntas incisivas.[53] Em 2011, o programa recebeu um Emmy por cobertura contínua e um Edward R. Murrow Award na categoria de série de notícias em vídeo pela reportagem "Afghan Bomb Squad", do correspondente internacional Terry McCarthy.[54][55]
Em 18 de maio de 2009, os grafismos do telejornal foram reformulados com uma combinação de azul e vermelho e elementos inspirados em design para a web. O visual retomava elementos usados pela CBS na cobertura da eleição presidencial norte-americana de 2008.[56]
Em 3 de abril de 2011, a Associated Press informou que Couric deixaria o Evening News quando seu contrato terminasse em junho. Ela confirmou a saída e disse à revista People que buscava "um formato que [lhe] permita se envolver em narrativas mais multidimensionais".[57] Em 13 de maio, Couric anunciou que sua última edição seria exibida na quinta-feira seguinte, 19 de maio.
Embora o programa tenha sido reformulado no começo da passagem de Couric para acrescentar mais matérias especiais, entrevistas e histórias de interesse humano, a cobertura voltou a se concentrar em notícias factuais no estilo associado à fase de Cronkite.[58] Harry Smith atuou como âncora interino até a estreia de Pelley, em 6 de junho de 2011. Assim como Couric, Smith deixou a CBS cerca de um mês depois.
Scott Pelley (2011–2017)
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Em abril de 2011, o The New York Times apontou o correspondente do 60 Minutes Scott Pelley como favorito para substituir Couric.[59] Em 3 de maio, a CBS confirmou que Pelley assumiria o CBS Evening News em junho.[60][61][62]
Os grafismos receberam alterações discretas. O pacote visual da fase de Couric, lançado em 2009, permaneceu durante os primeiros quatro anos de Pelley, até 2015. O fundo com a bandeira dos Estados Unidos, usado no cenário desde a eleição de 2008 e visto pela última vez nas edições interinas de Harry Smith, foi substituído por uma réplica do globo usado na fase de Cronkite. A trilha de James Horner deu lugar ao tema de 1987–1991 da Trivers-Myers Music, usado no início da passagem de Dan Rather. Essa música havia sido usada pela última vez no Up to the Minute em 24 de junho de 2011 e foi substituída ainda naquele ano pelo tema associado a Rather e Pelley.[63]
Nos primeiros nove meses de Pelley, até março de 2012, o telejornal ganhou 821 mil espectadores.[64] No fim da segunda temporada, em 2013, o público havia crescido em quase 500 mil espectadores em relação ao ano anterior.[65] Entre 2011 e maio de 2015, o programa acrescentou mais de 1,25 milhão de espectadores, um aumento de 21%, e registrou crescimento pelo quinto ano consecutivo, algo que nenhum telejornal noturno de rede havia feito desde 1987.[66]
No fim da temporada televisiva de 2015–2016, a CBS News informou que o CBS Evening News with Scott Pelley havia obtido a maior audiência do horário para a rede em dez anos, desde 2005–2006. O público crescera por seis temporadas consecutivas, primeira sequência desse tipo para qualquer telejornal noturno de rede desde a adoção dos medidores eletrônicos de audiência, em pelo menos 1987. Desde a entrada de Pelley em junho de 2011, o programa havia somado 1,4 milhão de espectadores, crescimento de 23%, o dobro do aumento combinado da NBC e da ABC no mesmo intervalo.[67]
Pelley voltou a concentrar o programa em notícias factuais, reduzindo as matérias leves e o infotainment que haviam recebido mais espaço no início da fase de Couric. A seleção de pautas passou a dedicar mais espaço à política externa, à política de Washington e à economia.[68] A audiência aumentou e, em um ano, a diferença entre o CBS Evening News e seus concorrentes diminuiu em um milhão de espectadores, embora o programa permanecesse em terceiro lugar.[69]
No fim de maio de 2016, estreou uma nova música-tema composta por Joel Beckerman, da Man Made Music.[63] Em dezembro, o programa transferiu-se permanentemente para o estúdio 57 do CBS Broadcast Center, usado pela equipe na cobertura eleitoral daquele ano. O telejornal deixou o antigo estúdio 47 e recebeu um novo cenário.[70]
Em 30 de maio de 2017, surgiram informações de que Pelley havia sido afastado do CBS Evening News. Ele continuou na CBS News como correspondente do 60 Minutes e teria pedido que funcionários retirassem seus pertences do escritório.[71][72] A mudança foi oficializada em 31 de maio e Anthony Mason foi nomeado âncora interino.[73][74] Em 6 de junho, o programa anunciou que Pelley permaneceria no ar até 16 de junho.
Jeff Glor (2017–2019)
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Em 25 de outubro de 2017, a CBS News anunciou que o correspondente Jeff Glor seria o novo âncora do CBS Evening News.[75][76] Em 26 de novembro, a organização informou que sua estreia oficial ocorreria em 4 de dezembro.[77]
A estreia de Glor trouxe um novo logotipo e tipografia, com a família Ridley Grotesk como base.[78][79] A música-tema e o cenário da última fase de Pelley foram mantidos.
Em 6 de maio de 2019, foi anunciado que Glor deixaria o programa. Sua última edição foi transmitida em 10 de maio. John Dickerson, Major Garrett, Margaret Brennan, Anthony Mason, David Begnaud, Bob Schieffer, Bill Whitaker, James Brown, Jane Pauley, Jim Axelrod, Maurice DuBois e Tony Dokoupil apresentaram interinamente o telejornal até Norah O'Donnell assumir a bancada em 15 de julho.[80][81]
Norah O'Donnell (2019–2025)
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Em 6 de maio de 2019, a CBS News anunciou que Norah O'Donnell seria a nova âncora e editora-chefe do CBS Evening News, substituindo Glor a partir de 15 de julho.[82][83] A CBS também anunciou que o programa seria transferido para Washington, D.C. em 2 de dezembro de 2019. Foi a primeira vez desde 1978 que um telejornal noturno de uma das grandes redes norte-americanas ficou baseado fora de Nova Iorque. Naquele ano, o ABC World News Tonight usava escritórios em Washington, Chicago e Londres para suas transmissões.[84]
O'Donnell definiu sua proposta como "notícia factual com coração", combinando jornalismo investigativo, reportagens originais, atenção às pessoas envolvidas e busca por soluções.[85][86]
Em 8 de abril de 2022, O'Donnell renovou seu contrato pelo menos até a eleição presidencial de 2024.[87] Em 29 de agosto de 2022, o programa ganhou nova identidade visual, com um mapa-múndi, elemento empregado em outros programas da CBS News em referência à fase de Walter Cronkite, e componentes da identidade da CBS lançada em 2020.[88] A reformulação acrescentou uma nova trilha de Wilson Brown e Dalton Harts, da Antfood, baseada no tema da Trivers-Myers de 1987–1991, usado nas fases de Dan Rather e Scott Pelley, e incorporou a identidade sonora da rede criada pela Antfood.[88]
John Dickerson e Maurice DuBois (2025)
[editar | editar código]Em 30 de julho de 2024, O'Donnell anunciou que deixaria a bancada do CBS Evening News após a eleição presidencial daquele ano, permanecendo na CBS News como correspondente sênior.[89]
Em 1 de agosto, a CBS News anunciou uma reformulação do Evening News, que passaria a ter mais de um âncora e daria maior espaço ao conjunto de jornalistas da divisão. John Dickerson e Maurice DuBois dividiriam a apresentação. Margaret Brennan, do Face the Nation, e Lonnie Quinn, meteorologista da WCBS-TV, participariam regularmente dos segmentos de política e meteorologia.[90] Bill Owens, produtor executivo do 60 Minutes, tornou-se produtor supervisor, e Guy Campanile, também produtor do 60 Minutes, assumiu como produtor executivo.[90]
O'Donnell apresentou sua última edição em 23 de janeiro de 2025. Dickerson e DuBois estrearam em 27 de janeiro.[91][92]
A versão reformulada adotou uma estrutura próxima à de uma revista jornalística, concentrada em reportagens longas em vez da sucessão de manchetes usada pelos principais concorrentes. Resumos de outras notícias foram reunidos em um segmento curto chamado "RoundUp", no fim do primeiro bloco.[93][94] Wendy McMahon, diretora-executiva da CBS News and Stations, disse que o programa adotaria os valores do 60 Minutes, recorreria aos correspondentes da revista jornalística e abriria espaço para que eles apresentassem notícias de grande repercussão.[90][95] Dickerson explicou que a proposta não era competir com a disponibilidade instantânea de notícias nos celulares, mas acrescentar a perspectiva obtida pelo trabalho aprofundado dos correspondentes. DuBois disse que a nova estrutura pretendia aproximar esses jornalistas do público ao relatarem diretamente o que haviam presenciado.[95]
A produção voltou ao estúdio 47 do CBS Broadcast Center, em Nova Iorque, com um novo cenário que usava três paredes de vídeo LED para exibir grafismos e ambientes digitais.[94] A música-tema adotada em 2022 foi retirada e a versão original da trilha da Trivers-Myers voltou a ser utilizada pela segunda vez.[94]
A CBS também anunciou uma extensão de meia hora, CBS Evening News Plus, apresentada por Dickerson e estreada duas semanas depois, em 10 de fevereiro de 2025. Assim como CBS Mornings Plus, extensão do CBS Mornings lançada em setembro de 2024, o programa era transmitido pelo CBS News 24/7 e exibido por determinadas emissoras próprias da CBS, principalmente na Costa Oeste, junto com o telejornal principal.[96][97][98]
Em 12 de fevereiro de 2025, o novo formato já começava a sofrer ajustes. Algumas edições recuperaram uma chamada tradicional na abertura ou passaram a começar com blocos convencionais de manchetes, em vez de entrar imediatamente numa reportagem longa.[99]
Em 22 de abril de 2025, Owens deixou a CBS News. Em meio a um processo movido pelo presidente Donald Trump por uma reportagem exibida pelo 60 Minutes antes da eleição de 2024, Owens afirmou que já não podia "tomar decisões independentes com base no que era certo para o 60 Minutes".[100]
Em outubro de 2025, durante mudanças na CBS News sob a nova controladora Paramount Skydance, Dickerson anunciou que deixaria a divisão no fim do ano. Cortes de pessoal promovidos pela Paramount Skydance e a nomeação de Bari Weiss como editora-chefe da CBS News também levaram ao cancelamento do CBS Evening News Plus.[101][102][103]
Tony Dokoupil (desde 2026)
[editar | editar código]Em 4 de dezembro de 2025, DuBois anunciou que também deixaria a CBS News.[104][105][106] Em 10 de dezembro, foi anunciado que Tony Dokoupil, coapresentador do CBS Mornings, assumiria a bancada do CBS Evening News.
Dickerson e DuBois apresentaram sua última edição em 18 de dezembro de 2025.[107] A estreia de Dokoupil estava marcada para 5 de janeiro de 2026,[108][109] seguida por uma excursão de duas semanas chamada "Live from America", com transmissões de Miami, Atlanta, Dallas, Denver, São Francisco, Detroit, Minneapolis, Chicago, Cincinnati e Pittsburgh.[110]
Durante as mudanças editoriais promovidas por Bari Weiss, Dokoupil participou de uma chamada promocional em que prometeu que o CBS Evening News permaneceria objetivo e editorialmente independente de políticos, anunciantes e interesses empresariais, inclusive os da própria CBS. Ele argumentou que coberturas da emissora sobre a Guerra do Iraque, a pandemia de COVID-19, a controvérsia dos e-mails de Hillary Clinton e a controvérsia do laptop de Hunter Biden haviam favorecido elites políticas e acadêmicas e se afastado das preocupações das pessoas comuns.[111]
A CBS reduziu seu manual de princípios, de 38 páginas, a "cinco valores simples". Um deles era "amamos os Estados Unidos". A revista Variety escreveu que a declaração pró-Estados Unidos reforçou especulações de que David Ellison havia colocado Weiss no comando da CBS News para aumentar a atração da divisão entre apoiadores do movimento MAGA e do presidente Trump.[1]
Após os ataques dos Estados Unidos na Venezuela em 2026, Dokoupil iniciou sua passagem pela bancada antes do previsto, em 3 de janeiro, numa edição especial produzida nos estúdios da KPIX, em São Francisco. Ele voltou ao CBS Broadcast Center, em Nova Iorque, para a edição de estreia de 5 de janeiro e iniciou a excursão "Live from America" em Miami no dia 6.[112][113][114]
Com a estreia oficial de Dokoupil, o CBS Evening News retornou em grande parte ao formato anterior. Também foi criado um quadro de encerramento chamado "Only in America", dedicado a uma história leve sobre um norte-americano.[112]
A identidade visual da fase de Dickerson e DuBois foi abandonada em favor de um desenho mais próximo aos demais programas da CBS News. O logotipo e parte dos grafismos passaram a usar a fonte Didot, empregada pela CBS desde a década de 1950.[115] Num primeiro momento, o estúdio 47 foi montado com uma nova bancada e a redação ao fundo, em vez do ambiente formado pelas paredes de LED.
Em meados de março de 2026, o programa voltou a usar as paredes de vídeo de maneira semelhante à produção da fase Dickerson–DuBois.[115][116] A música da Trivers-Myers também foi substituída pelo tema composto por Rick Patterson em 1991, usado na parte final da passagem de Dan Rather.[117][112]
Na primeira semana de Dokoupil, o telejornal teve média de 4,17 milhões de espectadores por noite, queda de 23% em comparação com a mesma semana de 2025, que ocorreu nas últimas semanas de Norah O'Donnell como âncora.[118][119]
Edições de fim de semana
[editar | editar código]O CBS Evening News passou a ter edições de fim de semana em 5 de fevereiro de 1966. A edição de domingo foi retirada da programação em setembro de 1971, quando a CBS passou a exibir 60 Minutes às 18h no horário do Leste para ajudar suas afiliadas a cumprir as exigências impostas pela Comissão Federal de Comunicações nas regras de acesso ao horário nobre. O telejornal de domingo voltou em janeiro de 1976, quando a rede transferiu 60 Minutes uma hora adiante, para as 19h.
As edições de fim de semana do CBS Evening News eram ocasionalmente reduzidas ou inteiramente retiradas do ar por causa das transmissões da CBS Sports. Em 2 de maio de 2016, a CBS anunciou que, a partir de 7 de maio, elas seriam reformuladas e passariam a se chamar CBS Weekend News. O novo programa usaria recursos do canal de notícias por streaming CBSN, posteriormente rebatizado CBS News 24/7, além de reportagens das afiliadas locais e destaques da semana anterior.[120][121]
Edição para o oeste dos Estados Unidos
[editar | editar código]A CBS criou uma edição destinada ao oeste dos Estados Unidos em 1979, apresentada por Terry Drinkwater.[122] Uma equipe do escritório da CBS News em Los Angeles permanecia de prontidão nas noites de segunda a sexta-feira para atualizar a transmissão principal do CBS Evening News. O esquema durou até setembro de 1985, quando a CBS News promoveu demissões no escritório de Los Angeles depois de impedir uma tentativa de aquisição da rede por Ted Turner.[123]
A produção da edição ocidental foi retomada nos estúdios de Nova Iorque e Washington e também pode ser feita em outros locais quando o telejornal é apresentado fora dessas cidades. O âncora costumava abrir a transmissão com "boa noite aos nossos espectadores no Oeste", e as reportagens são atualizadas para incorporar notícias de última hora.
Âncoras
[editar | editar código]- Richard Hubbell (1941–1942)
- Ned Calmer (1944)
- Everett Holles (1944–1945)
- Allan Jackson (1944–1945)
- Dwight Cooke (1945–1946)
- Tom O'Connor (1945–1946)
- Bob McKee (1946)
- Milo Boulton (1946)
- Jim McMullin (1946–1947)
- Larry LeSueur (1947)
- Douglas Edwards (1947–1962)
- Walter Cronkite (1962–1981)
- Terry Drinkwater, coâncora da edição para o oeste (1979–1985)
- Dan Rather (1981–2005)
- Connie Chung, coâncora (1993–1995)
- Bob Schieffer (2005–2006)
- Katie Couric (2006–2011)
- Scott Pelley (2011–2017)
- Jeff Glor (2017–2019)
- Norah O'Donnell (2019–2025)
- John Dickerson (2025)
- Maurice DuBois (2025)
- Tony Dokoupil (desde 2026)
Formato de áudio
[editar | editar código]Emissoras de notícias pertencentes à antiga rede CBS Radio transmitiam simultaneamente em áudio o CBS Evening News nos dias úteis. A KYW foi a última delas a manter essa prática. Somente os primeiros 13 a 15 minutos do telejornal eram transmitidos antes da retomada da programação normal da emissora.
A WCLO transmite em áudio a edição completa do CBS Evening News a partir do sinal da WISC-TV, de Madison.
Além da transmissão por rádio, o CBS Evening News também é disponibilizado como podcast.[124]
Transmissões internacionais
[editar | editar código]De 17 de março de 1987 até o início da década de 2000, o programa foi exibido diariamente, de terça-feira a sábado, com legendas em francês pela rede francesa Canal+, às 7h da manhã.[125][126]
O programa foi transmitido pela American Network no México, na Guatemala e em El Salvador.
No Japão, o CBS Evening News foi exibido pela BS-TBS como parte do programa matinal de notícias da emissora.[127]
O Evening News foi transmitido ao vivo diariamente pela ATV World, em Hong Kong, até 1 de janeiro de 2009.
Em Belize, a Tropical Vision Limited exibe ocasionalmente o programa no lugar do NBC Nightly News aos sábados e, em algumas ocasiões, durante a semana.
Ver também
[editar | editar código]- CBS News, divisão jornalística responsável pela produção do programa
- 60 Minutes, revista jornalística da CBS que compartilha correspondentes e produtores com o telejornal
- NBC Nightly News, telejornal noturno concorrente da NBC
- ABC World News Tonight, telejornal noturno concorrente da ABC
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- ↑ «TBS「News Bird」» (em japonês). 19 de fevereiro de 2013. Arquivado do original em 19 de fevereiro de 2013
Ligações externas
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- Ligações no Internet Movie Database:
- CBS Television News/Douglas Edwards with the News (1948–1962) no IMDb
- Walter Cronkite with the News/CBS Evening News with Walter Cronkite (1962–1981) no IMDb
- CBS Evening News with Dan Rather (1981–1993, 1995–2005) no IMDb
- CBS Evening News with Dan Rather & Connie Chung (1993–1995) no IMDb
- CBS Evening News with Bob Schieffer (2005–2006) no IMDb
- CBS Evening News with Katie Couric (2006–2011) no IMDb
- CBS Evening News with Scott Pelley (2011–2017) no IMDb
- CBS Evening News with Jeff Glor (2017–2019) no IMDb
- CBS Evening News with Norah O'Donnell (2019–2025) no IMDb
- CBS Evening News (2025) no IMDb
- CBS Evening News with Tony Dokoupil (desde 2026) no IMDb
- CBS Weekend News no IMDb