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La usurpadora

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de La Usurpadora)
La usurpadora
No Brasil:A Usurpadora
Informações gerais
Formatotelenovela
Gêneros
CriaçãoInés Rodena
RoteiristasCarlos Romero (adaptação e roteiro)
Dolores Ortega (edição de texto)
DireçãoBeatriz Sheridan
ElencoGabriela Spanic
Fernando Colunga
Libertad Lamarque
Chantal Andere
Dominika Paleta
Mario Cimarro
Adriana Fonseca
Juan Pablo Gamboa
Magda Guzmán
Miguel de León
Compositor da música temaJosé Antonio Farias Mackey
Tema de abertura"La usurpadora", por Pandora
País de origemMéxico
Idioma originalcastelhano
Episódios120 (102 na versão internacional) + especial
Produção
Produtor executivoSalvador Mejía Alejandre
ProdutorNathalie Lartilleux
LocalizaçãoCancún, México
Cidade do México, México
Cuernavaca, México
Monterrei, México
Acapulco, México
Monte Carlo, Mônaco
Paris, França
Havaí, Estados Unidos
Duração21–22 minutos (1–35)
45 minutos (36–120)
Empresa produtoraTelevisa
DistribuiçãoTelevisaUnivision Content Licensing
Formato
CâmeraMulticâmera
Formato de imagem480i (SDTV)
1080i (HDTV)
Formato de áudioEstéreo
Exibição original
EmissoraLas Estrellas
Transmissão9 de fevereiro de 1998 (1998-02-09) – 24 de julho de 1998 (1998-07-24)
Cronologia
Programas relacionados
La usurpadora (1971)
El hogar que yo robé
La intrusa
¿Quién eres tú?
Destinos Cruzados
La usurpadora (2019)

La usurpadora (bra: A Usurpadora[1]) é uma telenovela mexicana produzida por Salvador Mejía e dirigida por Beatriz Sheridan para a Televisa, exibida pelo Las Estrellas entre 9 de fevereiro e 24 de julho de 1998.[2] É estrelada por Gabriela Spanic e Fernando Colunga, com atuações antagônicas de Chantal Andere, Juan Pablo Gamboa, Mario Cimarro, Silvia Caos e Dominika Paleta, além das participações especiais de Libertad Lamarque, Magda Guzmán[3] e Silvia Derbez.[4][1][5] A trama acompanha as irmãs gêmeas Paola e Paulina, separadas ainda na infância e criadas em realidades completamente distintas. Anos depois, Paola, uma mulher rica, ambiciosa e manipuladora, convence Paulina, de personalidade humilde e generosa, a assumir seu lugar temporariamente enquanto foge com um de seus amantes. O que começa como um plano passageiro acaba levando Paulina a enfrentar os conflitos da família Bracho, enquanto tenta reparar os danos causados pela irmã e proteger aqueles que passam a fazer parte de sua vida.[6][7]

Adaptada por Carlos Romero, é um remake da telenovela venezuelana homônima, produzida pela RCTV e exibida em 1971. Originalmente, contou com 120 capítulos, sendo os 35 primeiros com cerca de 30 minutos de duração e os demais com aproximadamente uma hora. Para a exibição internacional, todos os episódios foram padronizados para uma hora, reduzindo o total para 102 capítulos.[8] Substituiu María Isabel em sua faixa de exibição e foi sucedida por El privilegio de amar. A produção foi um enorme sucesso no México, alcançando média de 38,4 pontos de audiência,[9] e acabou sendo exportada para cerca de 120 países e dublada em mais de 25 idiomas, tornando-se uma das produções da Televisa de maior alcance internacional.[10][11]

Paola Bracho é uma mulher fútil e cruel, casada com o empresário Carlos Daniel Bracho, viúvo e pai de dois filhos de seu primeiro casamento, Carlinhos e Lisette. Cansada da vida de esposa e madrasta, ela decide viajar para Cancún com seu amante, Luciano Alcântara.

Em Cancún, Paola conhece Paulina Martins, uma jovem humilde e bondosa que trabalha como camareira no banheiro feminino de um restaurante sofisticado e enfrenta dificuldades financeiras para cuidar da mãe, Paula, que está gravemente doente. Surpresa com a impressionante semelhança física entre as duas, Paola tenta convencer Paulina a assumir sua identidade para que ela possa fugir e aproveitar livremente ao lado de seu amante, mas a jovem recusa a proposta. Pouco depois, durante uma viagem em um navio-cassino, Paola conhece o milionário Alexandre Farina, que a convida para viajar o mundo. Decidida a aceitar a oferta, ela arma uma cilada: esconde uma valiosa pulseira entre os pertences de Paulina e a acusa de roubo. Paulina é chantageada e acaba aceitando assumir a identidade de Paola para evitar a prisão. Sem alternativa, abandonada pelo namorado Oswaldo, com a mãe à beira da morte e temendo ser presa, Paulina aceita a proposta e passa a viver como Paola Bracho na mansão da família.

Em segredo, Paola mantém diversos relacionamentos extraconjugais, incluindo um caso com Willy, cunhado de Carlos Daniel, casado com Estefhanie, a irmã adotada da família, uma mulher amarga, instável e ressentida, a odiando profundamente por sua traição e por destruir sua vida familiar.

Ao chegar à mansão, Paulina descobre que praticamente todos na família Bracho odeiam Paola. O casamento com Carlos Daniel está destruído devido ao comportamento egoísta da esposa; os enteados ignorados e negligenciados durante anos; Estefhanie a odeia por manter um caso com seu marido, Willy; Rodrigo, cunhado de Paola, a trata com hostilidade; Patrícia, a esposa de Rodrigo, procura manter a paz fingindo cordialidade; e a matriarca da família, Vovó Piedade, teve seu alcoolismo agravado por Paola, que esperava vê-la morrer. Paulina, inicialmente vista como Paola, surpreende a todos ao demonstrar uma personalidade completamente diferente: gentil, dedicada e amorosa. Ela começa a reparar os danos causados por Paola, ajuda Vovó Piedade a lutar contra o alcoolismo, aproxima-se dos filhos de Carlos Daniel e passa a reorganizar a família. Com o tempo, Carlos Daniel se encanta pela nova "Paola", sem saber que na verdade se trata de Paulina, e os dois acabam se apaixonando. Durante esse período, ela também salva a fábrica Bracho da ruína financeira, recuperando os negócios da família. Nesse meio-tempo, Leda, prima distante de Carlos Daniel, surge como rival e tenta seduzi-lo a todo custo, com o apoio indireto de Estefhanie e Willy.

Após quase um ano vivendo na mansão, Paulina acredita estar conseguindo manter as aparências, mas a verdade é descoberta. Vovó Piedade é a primeira a perceber a usurpação e, apesar disso, decide protegê-la por carinho e pelo afeto que ganhou por ela. Quando o segredo é revelado ao restante da família, Paulina foge da mansão. Sua partida provoca uma tragédia: Carlinhos, o filho mais velho de Carlos Daniel, foge e tenta encontrá-la, pois acredita que precisa ficar perto da "mãe". No caminho, sofre um acidente em uma área montanhosa, cai de um barranco, bate a cabeça e perde a memória. Porém, mais tarde, Carlinhos é encontrado por pessoas humildes de um vilarejo.

A verdadeira Paola retorna à mansão fingindo normalidade, surpresa com as mudanças na família, enquanto Paulina se esconde em Cancún com uma amiga e depois acaba arrumando um trabalho como cuidadora de uma idosa. Na casa dela, reencontra seu ex-namorado Oswaldo, que a abandonou para se casar com Lourdes, a dona da casa e filha da idosa. Mais tarde, porém, ao descobrir o desaparecimento de Carlinhos, Paulina retorna para ajudar a família Bracho e enfrentar Paola, mas ao chegar, descobre que Paola fugiu novamente com outro amante, Douglas Maldonado. Enquanto isso, no vilarejo, Carlinhos é cuidado por Isabel Rocha e "Moacir", duas pessoas humildes que o acolhem após o acidente. Comovidos com sua situação, eles acabam se afeiçoando ao menino e passam a cuidar dele durante todo o período em que sofre de perda de memória, apelidando-o de "Grumete".

Enquanto isso, Leda e Willy denunciam Paulina por usurpação de identidade. Paulina é presa, e o delegado Merino revela que as duas são gêmeas separadas na infância. A mãe, Paula, incapaz de criar as duas, entregou Paola para adoção, onde ela acabou sendo adotada pela rica família Montaner, cuja criação contribuiu para moldar sua personalidade fútil, soberba e refinada. Na cadeia, Paulina conhece Antônia, irmã de Isabel, que foi presa por tentar extorquir a família Bracho em troca de informações sobre Carlinhos e, acreditando estar presa por culpa de Paulina, começa a humilhá-la e maltratá-la. Enquanto isso, o advogado Edmundo Serrano, comovido com a história de Paulina e cada vez mais encantado por ela, assume sua defesa.

Algum tempo antes, no início de tudo, Paola sofre um grave acidente de carro em Mônaco durante uma viagem com Alexandre. O acidente lhe deixa sequelas, enquanto seu acompanhante fica paraplégico. Tempos depois, ao fugir com o novo amante Douglas em uma viagem de avião, Paola passa mal e entra em coma por um longo período. Ao despertar, retorna à mansão Bracho em uma cadeira de rodas, fingindo estar inválida para manipular a família, acompanhada por Elvira, sua enfermeira e cúmplice.

Durante o julgamento, Paulina é absolvida e libertada. Ela decide morar em um hotel e inicia um relacionamento com seu advogado Edmundo, tentando esquecer Carlos Daniel. Com o passar do tempo, Elvira percebe a extensão da maldade de Paola e revela a Vovó Piedade que ela já havia se recuperado, mas continuava fingindo estar inválida para controlar e explorar toda a família. Sem que percebam, Paola escuta a conversa. No dia seguinte, leva Elvira para um passeio de carro e, durante o trajeto, revela que pretende puni-la por tê-la traído. As duas entram em luta no volante, fazendo o veículo despencar por um barranco e explodir. Elvira morre no local, enquanto Paola é socorrida com graves ferimentos.

No hospital, Paola se arrepende de seus atos e pede perdão a Paulina e Carlos Daniel antes de morrer, deixando claro que gostaria que os dois ficassem juntos e felizes. Willy também é preso após suas conspirações serem reveladas. Estefhanie, enfrentando graves consequências emocionais após a violência que sofreu, acaba internada em um sanatório.

Nos últimos capítulos, Paulina primeiramente hesita e quase se casa com Edmundo Serrano, desistindo do matrimônio no último instante. Com a morte de Paola, Paulina e Carlos Daniel finalmente ficam juntos e se casam, trazendo paz à família Bracho.[12]

Elenco e personagens

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Gabriela Spanic (no topo) interpretou as gêmeas Paola e Paulina, enquanto Fernando Colunga (ao centro) deu vida a Carlos Daniel e Libertad Lamarque (abaixo) interpretou a Vovó Piedade.
Ator/AtrizPersonagem
Gabriela SpanicMéxico Paulina Martínez

Brasil Paulina Martins

Paola Montaner de Bracho
Fernando ColungaCarlos Daniel Bracho
Libertad LamarqueMéxico Abuela Piedad Vda. de Bracho

Brasil Vovó Piedade, viúva de Bracho

Chantal AndereMéxico Estefanía Bracho de Montero

Brasil Estefhanie Bracho de Monteiro

Juan Pablo GamboaMéxico Guillermo "Willy" Montero

Brasil William "Willy" Monteiro

Dominika Paleta México Gema Durán Bracho

Brasil Leda Durán Bracho

Marcelo BuquetRodrigo Bracho
Jessica JuradoMéxico Patricia de Bracho

Brasil Patrícia de Bracho

Magda GuzmánMéxico Fidelina Cintra

Brasil Adelina Cintra

Paty DíazMéxico Lalita

Brasil Lalinha

Emiliano LizárragaPedro
Ninón SevillaMéxico Cachita Cienfuegos

Brasil Cacilda Cienfuegos

Gabriela CarvajalMéxico Adela

Brasil Adélia

Sergio Guerrero México Carlitos Bracho "Grumete"

Brasil Carlinhos Bracho "Grumete"

María Solares Lisette Bracho
Jaime GarzaMéxico Comandante Merino

Brasil Delegado Merino

Andrea García México Celia Alonzo

Brasil Célia Alonso

María Luisa AlcaláFilomena Tamayo
Rafael AmadorMéxico Dr. Galicia

Brasil Dr. Galícia

Adriana NietoBeatriz
Héctor ParraMéxico Lic. Juan Manuel Montesinos

Brasil Dr. João Manuel Montesinos

Sara MontesMéxico Enfermera Eloína

Brasil Enfermeira Eloísa

Javier HerranzDr. Varela
Renata FloresEstela
Alejandro Ruiz México Leandro Gómez

Brasil Leandro Gomes

Anastasia Acosta Viviana Carrillo
Adriana Fonseca México Verónica Soriano

Brasil Verônica Soriano

Mario Cimarro México Luciano Alcántara

Brasil Luciano Alcântara

Miguel de León Douglas Maldonado
Tito Guízar México Don Panchito

Brasil Seu Chico

Jesús LaraFelipe
Eduardo RiveraLarry
Arturo Peniche México Lic. Edmundo Serrano[13]Brasil Dr. Edmundo Serrano
Antonio de Carlo México Osvaldo Reséndiz

Brasil Oswaldo Resende

Azela Robinson México Enfermera Elvira

Brasil Enfermeira Elvira

Mario Carballido Amador
Silvia Derbez México Chabela Rojas "Abuela Chabela"

Brasil Isabel Rocha "Vovó Isabel"

Silvia Caos México Cenobia Rojas

Brasil Antônia Rocha

René Muñoz México Luis Felipe Benítez "El Mojarras"

Brasil Luis Felipe Benítez "Moacir"

Consuelo Duval México Macrina Olvera

Brasil Marina Oliveira

Giovan d'Angelo Donato D'Angeli
Meche Barba Abigail Rosales
Enrique Lizalde México Alessandro Farina

Brasil Alexandre Farina

Irán Eory México Lourdes de Reséndiz

Brasil Lourdes de Resende

Miguel Córcega Braulio
Gloria MorellMéxico Doña Zenaida

Brasil Dona Zenaida

Humberto ElizondoSilvano Piña
Irma TorresMéxico Enfermera Eulalia

Brasil Enfermeira Eulália

Maricruz NájeraEmiliana
Angelina PeláezRicarda
Fernando Torre LaphamMéxico Dr. Fulgencio Mendive

Brasil Dr. Fulgêncio Mendive

Laura ZapataMéxico Fiscal Zoraida Zapata

Brasil Promotora Zoraida Zapata

Rebeca ManríquezMéxico Genoveva Sarmiento "La Tamales"

Brasil Genoveva Sarmento "Tamara"

Gabriela TavellaOlinda
Claudia CastilloMéxico Magnolia

Brasil Magnólia

Eduardo LunaMauricio Arteaga
Yessica SalazarIsabel Vidal

Produção

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Desenvolvimento

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A primeira atriz cogitada para interpretar as gêmeas Paola e Paulina foi Thalía,[2][14][15] que recusou o papel por estar promovendo seu álbum Amor a la mexicana.[16] Após a recusa e a avaliação de outros nomes, o autor Carlos Romero sugeriu Gabriela Spanic, então pouco conhecida no México e ex-participante do Miss Venezuela 1992.[14][17][18]

Gabriela tem uma irmã gêmea na vida real, Daniela Spanic, modelo venezuelana. Segundo informações divulgadas na época da produção, Daniela foi convidada pelos produtores para participar de uma cena em que Paola e Paulina entram em confronto físico,[19] já que a sequência seria difícil de ser realizada apenas com truques de câmera. No entanto, atualmente, Gabriela afirma que a irmã nunca participou das gravações da telenovela.[20][21]

La usurpadora não foi a primeira telenovela em que Spanic interpretou personagens fisicamente idênticas. Ela já havia vivido duas mulheres iguais em Como tú, ninguna; porém, naquela produção, as personagens não eram parentes, diferentemente de La usurpadora.[22][19] Posteriormente, Spanic protagonizou La intrusa (2001), da Televisa, voltando a interpretar duas irmãs idênticas, com a diferença de que, dessa vez, ambas eram personagens de bom caráter.[23] Spanic também contracenou com Miguel de León, intérprete de Douglas Maldonado e seu marido na época. Os dois haviam se conhecido durante as gravações de Como tú, ninguna.[24][25]

Filmagens e locações

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As locações retratadas incluem a Cidade do México, onde se concentra a maior parte da trama e das gravações, além de Cancún, Cuernavaca, Monterrei, Acapulco, Mônaco, Paris e o Havaí.[26] Segundo Spanic, a equipe gravava cerca de 15 cenas por dia e cumpria jornadas de aproximadamente 14 horas diárias. A atriz também afirmou que a produção da telenovela levou cerca de dez meses para ser concluída.[27]

Repercussão

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Audiência

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No México, a produção registrou média geral de 33,3 pontos de audiência.[28]

No Brasil

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Em sua primeira exibição no Brasil, pelo SBT, a produção tornou-se um sucesso imediato, registrando médias semanais entre 19 e 21 pontos, segundo dados do IBOPE.[11][29][30][31][32][18] À época, cada ponto de audiência correspondia a aproximadamente 80 mil telespectadores na Grande São Paulo.[11] Os índices foram considerados expressivos, sobretudo em comparação com Força de um Desejo, da TV Globo, que registrava entre 20 e 23 pontos, e com Suave Veneno, líder de audiência no período, cujas médias variavam entre 35 e 38 pontos.[11] Exibido em 9 de novembro de 1999, o último capítulo alcançou 27 pontos de média e 30 pontos de pico, segundo o IBOPE.[33][34]

Nas reprises seguintes, a produção também manteve bons índices de audiência no SBT. Em 28 de fevereiro de 2005, durante sua segunda reprise, a telenovela mexicana registrou 13 pontos de média, contra 20 de Laços de Família, exibida no Vale a Pena Ver de Novo. Durante 55 minutos de confronto direto, a diferença entre as duas produções foi de apenas quatro pontos, com a telenovela da TV Globo marcando 19 pontos, contra 15 do SBT.[35] Em 7 de março de 2005, La usurpadora voltou a enfrentar Laços de Família e alcançou 14 pontos de média, empatando com a TV Globo no horário e atingindo pico de 15 pontos. À época, cada ponto de audiência correspondia a aproximadamente 49,5 mil domicílios na Grande São Paulo.[36] Apesar do bom desempenho, a reprise não chegou a superar Laços de Família em nenhum momento. Ainda assim, apresentou resultados superiores aos obtidos por Deus Nos Acuda, que havia ocupado anteriormente a faixa do Vale a Pena Ver de Novo e teve sua exibição encurtada em razão da baixa audiência.[37]

A quarta reprise de La usurpadora, exibida entre dezembro de 2012 e maio de 2013, estreou com média de 5 pontos nos dois primeiros capítulos. No terceiro episódio, a telenovela alcançou 6 pontos de média, o dobro da audiência da Record, terceira colocada no horário com o Programa da Tarde, enquanto a TV Globo liderou com 12 pontos.[38] A audiência continuou crescendo e, no capítulo exibido em 10 de abril de 2013,[39] registrou média de 9 pontos no IBOPE. À época, cada ponto correspondia a aproximadamente 62 mil domicílios na Grande São Paulo. No mesmo horário, a TV Globo marcou 11 pontos com a transmissão da partida entre Barcelona e Paris Saint-Germain pela Liga dos Campeões da UEFA de 2012–13.[40] Em 2 de maio, a produção obteve média de 8,3 pontos, ficando próxima da audiência da Sessão da Tarde, da TV Globo, que registrou 8,9 pontos. No mesmo período, a Record marcou 4,9 pontos e a Band, 3,5.[41] Durante essa reprise, La usurpadora também figurou diversas vezes entre os assuntos mais comentados do Twitter.[19][42][43] Em 10 de maio de 2013, durante a exibição da última parte do especial Más allá de... La usurpadora, a hashtag #GabySpanicNossaEternaUsurpadora alcançou o primeiro lugar entre os assuntos mais comentados da plataforma.[44] Segundo dados do IBOPE da Grande São Paulo, entre 29 de abril e 5 de maio de 2013, a telenovela esteve entre os cinco programas mais assistidos da programação do SBT.[45]

Em sua quinta reprise, exibida em 2015, a produção estreou com 6,7 pontos de média, segundo o IBOPE, garantindo a vice-liderança para o SBT na faixa das 16h56 às 17h35. À época, cada ponto de audiência correspondia a aproximadamente 67 mil domicílios na Grande São Paulo. No mesmo horário, a Record registrou 4,3 pontos de média, enquanto a TV Globo liderou com 21 pontos, exibindo O Rei do Gado.[46]

Menos de um ano após o término da quinta reprise, La usurpadora voltou ao ar pela sexta vez. O primeiro capítulo registrou 4 pontos de média.[47] Em 14 de novembro, alcançou 6 pontos de audiência. Em 5 de janeiro de 2017, marcou 7 pontos de média. O último capítulo registrou seu melhor desempenho na reprise, alcançando 8 pontos de média.[48]

Em sua sétima reprise, exibida em 2025, a telenovela retornou à programação do SBT após oito anos. O primeiro capítulo registrou 2,7 pontos de média, enquanto o terceiro marcou 2,8 pontos.[49] Em 24 de março, alcançou 2,9 pontos, subindo para 3 pontos no dia seguinte e 3,3 pontos em 26 de março. Em 1.º de abril, registrou 3,6 pontos de média. Em 21 de abril, atingiu seu melhor desempenho na reprise até então, com 4,2 pontos de média, estabelecendo seu sexto recorde consecutivo de audiência.[50]

Nos Estados Unidos

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Em sua exibição nos Estados Unidos, a produção registrou a maior audiência de estreia de uma telenovela exibida pela Univision até então.[51] Em 4 de janeiro de 1999, o primeiro capítulo superou, na Grande Los Angeles, a audiência das redes CBS e NBC entre o público hispânico.[52] Somente na região de Los Angeles, a estreia foi acompanhada por cerca de 51 mil domicílios, superando programas consolidados da televisão norte-americana, como a sitcom Everybody Loves Raymond, da CBS.[53] Com esse desempenho, a produção também ultrapassou os índices de Acapulco, cuerpo y alma, tornando-se a telenovela de maior audiência da história da Univision até aquele momento.[52] Durante sua exibição pela emissora, em 1999, La usurpadora recebeu o apelido de "The Queen of the Ratings", em referência ao expressivo sucesso de audiência alcançado.[54][55]

Reconhecimento

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Impulsionados pelo enorme sucesso da produção no Brasil, Gabriela Spanic e seu então marido, Miguel de León, visitaram o país em 1999. Durante a passagem, participaram dos programas Em Nome do Amor,[56][57] De Frente com Gabi, Hebe,[31] Programa do Ratinho,[58][59] Programa Livre e Domingo Legal.[31] Na ocasião, Spanic também gravou comerciais para o Baú da Felicidade e chamadas de divulgação da telenovela El privilegio de amar, sucessora de La usurpadora na programação do SBT. Em 2013, durante a quarta reprise da telenovela, a atriz voltou ao Brasil para participar do Domingo Legal.[60] Além disso, concedeu entrevistas a programas de outras emissoras, como Agora É Tarde, da Band,[61] e Pânico na Band.[62]

Exibição

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No México

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Em seu país de origem, La usurpadora estreou em 9 de fevereiro de 1998 pelo Las Estrellas, substituindo María Isabel na faixa das 21h. Durante suas primeiras sete semanas, dividiu o horário com as semanas finais de Huracán, sendo exibida em capítulos de aproximadamente 30 minutos. Com o encerramento de Huracán, em 30 de março de 1998, passou a ser exibida em capítulos de uma hora. Ao todo, a exibição original contou com 120 capítulos, além de um especial duplo de encerramento, intitulado Más allá de... La usurpadora, com cerca de duas horas de duração. A telenovela foi substituída por El privilegio de amar em 24 de julho de 1998.

Sua primeira reprise pelo Las Estrellas ocorreu entre 11 de setembro de 2006 e 10 de janeiro de 2007, substituindo Vivo por Elena e sendo substituída por El privilegio de amar. A segunda aconteceu entre 10 de julho e 4 de outubro de 2024, na faixa das 14h30, substituindo Esmeralda e cedendo lugar a Hasta que el dinero nos separe.[63]

Pelo canal TLNovelas, foi reprisada pela primeira vez entre 7 de outubro e 13 de dezembro de 2019, substituindo Laberintos de pasión e sendo sucedida por Cuento de navidad. Retornou ao canal entre 26 de junho e 1.º de setembro de 2023, substituindo La dueña e sendo substituída por Destilando amor.[64]

No Brasil

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Após sua exibição original em 1999,[65][66][67][32] La usurpadora foi reprisada sete vezes pelo SBT, em 2000,[68] 2005,[69] 2007,[70][71] 2012–2013,[72][73] 2015,[74][75] 2016–2017[76] e 2025, quando igualou com María la del Barrio como a telenovela estrangeira mais reprisada da televisão brasileira.[77] A produção também foi exibida pelo canal pago TLN Network em 2012 e 2015, e pelo canal por assinatura Viva,[78] pertencente ao Grupo Globo, entre 27 de junho e 15 de novembro de 2022, marcando sua primeira exibição em uma emissora brasileira fora do SBT.[79]

Em algumas de suas exibições pelo SBT, a canção de abertura utilizada foi "Sonho Lindo", interpretada por Paulo Ricardo.[79][80] Em outras ocasiões posteriores, a emissora optou por manter o tema original da novela, "La usurpadora", gravado pelo grupo mexicano Pandora.[81]

Em Portugal

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Em Portugal, foi exibida pelo canal RTP1 entre 25 de outubro de 1999 e 31 de março de 2000.[82][83]

Outras mídias

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A telenovela foi disponibilizada na íntegra na plataforma de streaming Globoplay em 15 de novembro de 2021, permanecendo no catálogo até 31 de outubro de 2025.[84] Em dezembro de 2021, já figurava entre os três conteúdos mais assistidos da plataforma.[85]

Após diversas exibições na televisão brasileira, a classificação indicativa da telenovela foi reavaliada pelo Ministério da Justiça, passando de "não recomendado para menores de 10 anos" para "não recomendado para menores de 12 anos", em razão da presença de violência, linguagem imprópria e consumo de drogas lícitas.[86]

Recepção

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Resposta da crítica e avaliação geral

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No Brasil

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Especialistas em teledramaturgia apontam que La usurpadora representa um autêntico resgate dos folhetins franceses do século XIX, das radionovelas cubanas e das fotonovelas brasileiras.[11] O enorme sucesso da produção também a transformou em objeto de estudos acadêmicos. Um de seus principais defensores é o pesquisador Mauro Alencar, mestre em Teledramaturgia pela Universidade de São Paulo, que declarou: "Adoro A Usurpadora. A protagonista, Gabriela Spanic, é lindíssima. Vi, em vários países, o poder de atração dessa novela".[11] Alencar destaca que é no cenário paradisíaco de Cancún, considerado um dos principais balneários do México, que parte da trama desenvolve, por meio do melodrama, os contrastes entre riqueza e pobreza. Ao mesmo tempo, afirma: "As pessoas têm de entrar nesse jogo de teleficção, onde a trama se torna verossímil. Acredito que falta um pouco de edição de imagens à A Usurpadora, além de uma melhor trilha sonora e um bom stock shot (recurso de imagens gravadas)." Segundo Alencar, a teledramaturgia tem papel importante na integração cultural latino-americana, tema que, à época, pretendia aprofundar em sua tese de Doutorado.[11]

Silvia Oroz, professora de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade de Brasília, além de assessora de dramaturgia da Televisa, afirmou que: "A Televisa vem investindo muito em teledramaturgia para recuperar sua audiência, ameaçada com o surgimento, em 1993, da rival TV Azteca." Segundo Oroz, a TV Azteca possui uma proposta mais comercial: "Ela já foi fundada com a missão de modernizar as produções mexicanas, não só de novelas, muitas delas exportadas para os EUA." A professora cita como exemplo a telenovela Mirada de mujer, cuja protagonista é uma mulher na menopausa que se apaixona por um homem mais jovem, enquanto sua melhor amiga, uma mulher liberal que se relaciona com vários homens, acaba contraindo o vírus HIV. "Esses temas são de vanguarda, diferentes de A Usurpadora, com a clássica troca de identidade das gêmeas Paola e Paulina, interpretadas pela atriz venezuelana Gabriela Spanic, e da mãe abnegada, desempenhada pela atriz e ex-cantora Libertad Lamarque". Para Oroz, "A Usurpadora é uma novela absolutamente tradicional, em termos de teledramaturgia e de contexto mexicanos."[11] Apesar disso, a pesquisadora elogiou a obra ao afirmar: "A emoção, característica fundamental das narrativas populares e da teledramaturgia, está presente em A Usurpadora, um novelão exemplar, do qual gosto muito." Oroz também comentou o modelo de produção da Televisa: "Enquanto a TV Globo grava três novelas ao mesmo tempo, a Televisa roda seis." Segundo ela, essa estrutura também se refletia nos custos de produção: enquanto cada capítulo de uma novela da TV Globo custava entre R$ 80 mil e R$ 120 mil, na Televisa esse valor girava em torno de R$ 30 mil (Mex$ 100.000) por episódio.[11]

Por outro lado, a jornalista Mariana Zylberkan, da revista Veja, classificou La usurpadora como uma trama trash, destacando como características o melodrama caricato, o visual exagerado dos personagens e a dublagem brasileira considerada exagerada.[87]

Em sua primeira exibição pelo SBT, a telenovela era exibida logo após Chiquititas, o que contribuiu para que uma parcela significativa de seu público fosse composta por crianças, inclusive de pouca idade. Segundo pesquisa do IBOPE, 29% dos telespectadores da produção mexicana tinham entre 2 e 9 anos de idade, percentual próximo ao registrado por Chiquititas, que alcançava 36% nessa mesma faixa etária.[18] Em contraste, de acordo com a terapeuta familiar e professora universitária Lídia Aratangy, La usurpadora reúne diversos elementos característicos dos contos infantis. "Os cortes são muito rápidos, não há encheção de linguiça como nas novelas da Globo", afirmou a especialista ao comentar o ritmo da narrativa, que comparou ao das histórias em quadrinhos.[18] Ela também observou que a telenovela estabelece uma clara distinção entre personagens bons e maus. Segundo Aratangy, essa característica é reforçada até pela maquiagem, como ocorre em peças de teatro infantil: "As boazinhas têm traços leves, e as más usam uma pintura pesada. Se tirar o áudio, dá para saber quem é o vilão".[18]

Prêmios e indicações

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Embora tenha recebido um grande número de indicações e votos, La usurpadora conquistou apenas um prêmio no Prêmio TVyNovelas de 1999, na categoria de Melhor Direção de Câmeras. A produção também concorreu ao prêmio de Melhor Telenovela, mas foi derrotada por sua sucessora, El privilegio de amar.[88]

Prêmio TV y Novelas de 1999

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CategoriaNomeado(a)Resultado
Melhor TelenovelaSalvador MejíaNomeado
Melhor Atriz ProtagonistaGabriela SpanicNomeado
Melhor Ator ProtagonistaFernando ColungaNomeado
Melhor Ator AntagonistaJuan Pablo GamboaNomeado
Melhor Atriz CoprotagonistaChantal AndereNomeado
Melhor Ator CoprotagonistaMarcelo BuquetNomeado
Melhor Atriz PrincipalLibertad LamarqueNomeado
Melhor Direção de CâmerasJesús Nájera
Manuel Barajas
Venceu

Sequência

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La usurpadora ganhou uma continuação intitulada Más allá de... La usurpadora, ambientada um ano após os acontecimentos da obra original. O especial foi produzido por Salvador Mejía Alejandre e dirigido por Beatriz Sheridan, mantendo grande parte do elenco principal, com Gabriela Spanic e Fernando Colunga retomando os papéis principais. A nova antagonista da continuação é Raquel, interpretada por Yadhira Carrillo.[89]

No Brasil, o especial recebeu o título Além da Usurpadora e foi exibido pelo SBT em quatro ocasiões: na exibição inédita, em 2000, e nas reprises de 2000, 2013[90] e 2015.[91][92][93] Em todas elas, foi apresentado logo após o último capítulo regular da telenovela, dividido em dois ou três capítulos, conforme a edição realizada pela emissora.[94]

Referências

  1. 1 2 AdoroCinema, A Usurpadora, consultado em 26 de junho de 2026
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Ligações externas

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