The Daily Stormer
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| Requer pagamento? | Não |
|---|---|
| Gênero | Direita alternativa, notícias neonazistas, comentário, quadro de mensagens |
| Cadastro | Obrigatório para comentar |
| Idioma(s) | Inglês, Espanhol |
| Lançamento | 4 de julho de 2013 |
| Extinção | 15 de abril de 2026 |
| Desenvolvedor | Andrew Anglin |
| Endereço eletrônico | dailystormer |
| Parte de uma série do |
| Antissemitismo |
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The Daily Stormer foi um website de quadro de mensagens e comentários de negação do Holocausto, supremacia branca e neonazistas norte-americano que defendeu o genocídio dos judeus.[2][3][4][5] Considera-se como parte do movimento direita alternativa.[6] Seu editor, Andrew Anglin, fundou em 4 de julho de 2013, como uma substituição mais rápida de seu website anterior, "Total Fascism".
O sítio era conhecido por seu uso de memes da Internet, que foram comparados ao imageboard 4chan e citados como atrações para um público mais jovem e mais ideologicamente diversificado.[7] Enquanto alguns autores nacionalistas brancos elogiaram o alcance do The Daily Stormer, outros, como Jared Taylor, questionaram seu conteúdo e tom, acusando Anglin de ser um agente provocador, usado para desacreditar o verdadeiro nacionalismo branco.[8][9]
The Daily Stormer orquestrou o que é chamado de "Exército Troll" (Troll Army), que esteve envolvido no Internet trolling com figuras com as quais Anglin discorda politicamente. Em agosto de 2017, depois de causar indignação ao insultar a vítima de um homicídio violento em uma manifestação de extrema direita, o sítio foi rejeitado por vários registradores de domínio.
Origem do nome e contexto ideológico
[editar | editar código]O nome do sítio deriva do jornal tablóide nazista Der Stürmer, publicado por Julius Streicher durante a era do Nacional-Socialismo na Alemanha.[5] O slogan e o design visual do portal incorporavam símbolos neonazistas, como a suástica e o Sol Negro (Schwarze Sonne).
Andrew Anglin projetou o portal para atrair leitores jovens da cultura digital, intencionalmente misturando retórica de ódio racial explícito com ironia, memes de internet e linguagem típica de fóruns como o 4chan e 8chan. A estratégia declarada por Anglin em guias internos era usar o humor como cobertura para normalizar ideias extremistas e recrutar adolescentes.[5]
Campanhas de assédio e o "Exército Troll"
[editar | editar código]O sítio utilizava sua base de leitores para promover campanhas coordenadas de assédio cibernético dirigidas a indivíduos específicos, ativistas, jornalistas e minorias. Entre os episódios notáveis incluem-se:
- Whitefish, Montana (2016)
Anglin convocou uma "tempestade de trolls" contra moradores judeus da cidade de Whitefish, em Montana, devido a uma disputa envolvendo a mãe de Richard Spencer (uma figura proeminente da direita alternativa). Os leitores enviaram ameaças de morte, imagens anti-semitas e mensagens intimidadoras aos residentes locais.[10]
- Ataques a políticos e jornalistas
O portal encorajou repetidamente ataques verbais contra jornalistas que cobriam movimentos de extrema-direita e políticos de diversos espectros.
Eventos de Charlottesville e remoção de hospedagem (2017)
[editar | editar código]Durante o comício de extrema-direita Unite the Right em Charlottesville, Virgínia, em agosto de 2017, uma manifestante antirracista chamada Heather Heyer foi morta quando um supremacista branco avançou com um carro contra a multidão. No dia seguinte, Anglin publicou um artigo no The Daily Stormer difamando Heyer com termos depreciativos.
A publicação gerou uma reação imediata do setor de tecnologia:
- GoDaddy e Google: A empresa de registro de domínios GoDaddy deu ao sítio 24 horas para transferir seu domínio. O sítio tentou mover o registro para o Google Domains, que cancelou o serviço por violação dos termos de uso em questão de horas.[11]
- Cloudflare: A provedora de segurança e infraestrutura Cloudflare encerrou a proteção contra ataques de negação de serviço (DDoS) do portal, marcando uma decisão histórica para a empresa de neutralidade de rede.[12]
- Migração para a Dark Web: Após perder o acesso ao sistema de nomes de domínio (DNS) comercial e ser expulso de registradores em países como Rússia (.ru) e Albânia (.al), o portal ficou acessível de forma consistente apenas por meio de serviços ocultos na rede Tor (endereços .onion).
Processos judiciais e penalidades financeiras
[editar | editar código]Nos anos seguintes, Andrew Anglin e o The Daily Stormer tornaram-se alvos de múltiplos processos civis movidos por vítimas de suas campanhas de assédio:
- Tanya Gersh v. Andrew Anglin (2017)
A moradora de Whitefish, representada pelo Southern Poverty Law Center (SPLC), processou Anglin por cumplicidade em assédio e inflição intencional de sofrimento emocional. Anglin não compareceu aos depoimentos judiciais. Em 2019, um juiz federal determinou que Anglin pagasse 14 milhões de dólares em indenizações à vítima.[10]
- Processo de Taylor Dumpson (2018)
A primeira presidente negra do diretório estudantil da American University processou o portal por promover uma campanha de assédio racista contra ela. A justiça fixou uma indenização superior a 725 mil dólares contra os réus.[10]
Ver também
[editar | editar código]Referências
[editar | editar código]Referências
- ↑ «Andrew Anglin». Hatreon (em inglês). Consultado em 3 de Fevereiro de 2018. Arquivado do original em 28 de janeiro de 2018
- ↑ Wines, Michael (5 de julho de 2015). «White Supremacists Extend Their Reach Through Websites». The New York Times. Consultado em 6 de outubro de 2015. Cópia arquivada em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ Pearce, Matt (24 de junho de 2015). «What happens when a millennial goes fascist? He starts up a neo-Nazi site». Los Angeles Times. Consultado em 22 de agosto de 2015. Cópia arquivada em 3 de setembro de 2026
- ↑ O'Brien, Luke (19 de janeiro de 2018). «American Neo-Nazi Is Using Holocaust Denial As A Legal Defense». HuffPost (em inglês). Consultado em 25 de abril de 2018. Cópia arquivada em 21 de março de 2019
- 1 2 3 O'Brein, Luke (Dezembro de 2017). «The Making of an American Nazi». The Atlantic. Consultado em 4 de abril de 2018. Cópia arquivada em 7 de setembro de 2026.
(Como Anglin escreveria mais tarde, a política oficial de seu sítio era: “os judeus deveriam ser exterminados.”)
- ↑ Gallo, William (25 de agosto de 2016). «What is the 'Alt-Right'?». Voice of America. Consultado em 18 de setembro de 2016. Cópia arquivada em 13 de janeiro de 2026
- ↑ Siegel, Jacob (22 de junho de 2015). «Dylann Roof, 4chan, and the New Online Racism». The Daily Beast. Consultado em 30 de junho de 2015. Cópia arquivada em 20 de maio de 2017
- ↑ Hankes, Keegan (23 de outubro de 2014). «White nationalism's exploding civil war». Salon. Consultado em 4 de março de 2015. Cópia arquivada em 13 de abril de 2026
- ↑ Matt Pearce (24 de junho de 2015). «What happens when a millennial goes fascist? He starts up a neo-Nazi site». latimes.com. LA Times. Consultado em 1 de fevereiro de 2025
- 1 2 3 «Andrew Anglin» (em inglês). Southern Poverty Law Center. Consultado em 18 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 9 de janeiro de 2025
- ↑ «Google, GoDaddy drop neo-Nazi site Daily Stormer» (em inglês). Reuters. 14 de agosto de 2017. Consultado em 18 de outubro de 2026
- ↑ «Why Cloudflare Cut Ties With the Daily Stormer» (em inglês). The New York Times. 16 de agosto de 2017. Consultado em 18 de outubro de 2026